terça-feira, 27 de maio de 2008

O Quarto do Pânico

Uma rede! Só uma rede preguiçosa e nada mais... esse é a minha visão de um quarto perfeito. Ao invés disso, tenho agora o quarto que eu sempre sonhei, quase que digno de capa de revista de decoração e a leve impressão de que os primeiros cabelos brancos começam a dar o ar da desgraça, digo, graça.
O quarto a. C.... (antes do Caos)
Por 30 anos eu dormi no mesmo quarto. Desde que saí do berço até o último dia 10 de março de 2008, os meus móveis me acompanharam firmemente (alguns já nem tão firmes assim), dia após dia, ano após ano.
Eu sempre tive a intenção de trocar os móveis e, portanto, fui juntando ao longo dos anos, revistas de decoração, recortes de jornal e, conseqüentemente, ácaros e cupins e nada de me livrar do bendito mobiliário.
Gostava do quarto antigo. Dele, só restaram eu, a cama (pois esta havia trocado há pouco tempo) e 04 prateleiras de estimação que meu pai fez e que seriam aproveitadas, futuramente, num quarto novo.
Meu quarto antigo, foi mandado fazer sob medida e, originalmente, era todo branco com os puxadores redondos (também em madeira) e amarelos. Mas para durar tanto foi preciso fazer modificações ao longo do tempo. Em 1988, quando eu estava no auge dos meus 13 anos e ele no auge dos seus 11 anos, foi pintado novamente de branco e os puxadores amarelos viraram rosas. Uns 03 anos mais tarde, os puxadores ganharam uma cor de vinho tinto e, em 1999, passaram a ser azul marinho. Finalmente, após esgotar a tabela de cores, resolvi pintar os puxadores do quarto com uma das minhas cores favoritas: preto. E assim, fiquei com meu quarto branco e preto.
Quando não tinha mais cores para inventar, resolvi então, criar estilos. E então, eu passei pela decoração oriental, pela decoração africana e até pela ausência de decoração, quando, de saco cheio de ter tanta coisa para tirar o pó, resolvi guardar tudo e deixar os móveis sem nada em cima, por mais de um ano.
Outra coisa me atormentava no antigo quarto. Em 1988, quando fizemos obra na casa e trocamos o forro de madeira pelo forro plástico, o esperto do pedreiro resolveu, sem perguntar para ninguém, colocar o alçapão (que antes era na sala) no meu quarto... Assim, todas as noites eu deitava e ficava admirando aquela bela obra de arquitetura, bem na altura da minha cabeça...
Para completar a minha felicidade, alguns anos mais tarde, eu me fiz um ótimo favor... Uma noite, estava quase dormindo quando um mosquito cismou em querer se aninhar no meu ouvido. Eu o espantava e ele voltava. Acendi a luz e lá estava o tirano se fazendo de estátua pousado no forro, bem ao lado do alçapão. Não tive dúvidas, peguei uma calça (sem lembrar que ela tinha uma fivelinha, aparentemente ingênua), fiquei em pé na cama e bang!!!! O mosquito saiu voando, zunindo de felicidade e em seu lugar, ficou um furo. Sim... eu furei o forro e não matei o bicho! Problema resolvido... agora eu tinha outra coisa para desviar minha atenção do alçapão e o alçapão tinha um companheirinho... o furinho. Essas coisas só acontecem comigo!
Voltando ao quarto...
Durante épocas tive surtos de querer trocar os móveis. Nossa relação já estava insustentável, ao ponto de eu ameaçar o antigo guarda-roupas, dizendo-lhe que seus dias estavam contados. Era uma relação de amor e ódio. Fui nas lojas especializadas em móveis sob medida, fiz projetos com arquiteto, mas nada me agradava . Amor antigo é assim mesmo, difícil de largar...
Finalmente, na véspera do feriadão de Carnaval deste ano, achei uma loja que atendeu minhas expectativas e o quarto desencantou. Finalmente! Em compensação minha conta bancária desencantou tanto que até hoje não saiu da quarta-feira de cinzas....
Empolgada, logo dei início à desmontagem dos móveis velhos e, na mesma hora, logo percebi porque, até então, nunca tinha trocado de quarto. O caos estava instalado. Era tanta coisa para desarrumar....
O quarto... (o Caos)
Desmontado o quarto, veio a visão do inferno.
A parede onde estava o guarda-roupas não "via" a luz do dia há 30 anos. Drácula poderia ter vivido ali tranqüilamente sem medo de se desmaterializar. O reboco estava uma verdadeira escavação arqueológica de causar inveja ao experiente Indiana Jones. Sem falar nos fósseis de aranha que encontrei e no agradável aroma de mofo que exalava no ar.
Enfim... contratei pedreiro, eletricista, lixador de parquê, pintor e todo e qualquer profissional necessário para me deixar o quarto "um brinco... de ouro 18 quilates". O forro finalmente foi abaixo, colocando fim à dupla "Alçapão & Furinho". As paredes foram rasgadas para passar a fiação elétrica, o piso foi lixado e recebeu nova camada de sinteco, as paredes foram pintadas...
Durante um mês eu acampei dentro da minha própria casa. Coloquei a cama na sala e fiz dos sofás, meu guarda-roupa. E adivinha? Durante a temporada em que estive na sala, tive a companhia do adorado alçapão (que agora ocupava o lugar de onde nunca deveria ter saído há 20 anos). É... parece piada, mas minha cama ficava posicionada na sala, bem debaixo do alçapão, que acabara de se mudar para ali.
Os dias foram passando, o quarto foi tomando cara de ambiente habitável, recebeu tinta e faltava somente o sinteco. Como desgraça pouca é bobagem, quando o sinteco foi passado, o cheiro era tão forte que tive que pegar o meu colchão e ir dormir, durante uns 04 dias, no chão da cozinha. Uma noite perdi o sono e ao olhar para cima... inacreditável... só podia ser perseguição. Não consegui me controlar e, em plena madrugada, tive um ataque de risos. Estava eu, bem debaixo do alçapão da cozinha. Sem comentários.
Passado o sinteco, e os dias de espera para poder pisar no chão, entrei no quarto e as paredes, antes alvas de tinta, estavam alaranjadas de poeira da lixação do piso. Passa pano seco, passa pano úmido, não pode deixar pingar uma gotícula no chão para não manchar o sinteco, não pode arrastar a escada... e as paredes sempre manchadas. Resumo: meu pai teve que pintar tudo novamente. Só havíamos pintado antes porque foi o que nos recomendaram fazer, se soubéssemos....
E assim, as coisas foram se ajeitando e, finalmente, no dia 02 de abril os móveis foram entregues (desmontados, claro). Por sorte, a loja mandou um cara nota 10. E mais, montador personalizado. O nome do cara era (ou melhor o nome do cara é, afinal ele não morreu) Fabiano. Coitado... sozinho para montar um quarto inteiro. Como se não bastasse, a estrutura da casa em que moro tem mais de 100 anos de construção e, por conseqüência, tem umas paredes meio (bondade minha) tortinhas. Não são tortas a ponto de nós, pobre mortais, percebermos a olho nu, mas assustadoramente tortas para quem vai colocar móveis feitos sob medida. Depois de destilar muito e fazer várias viagens até o marceneiro, Fabiano finalmente conseguiu, 04 dias depois, terminar a indiada, digo, empreitada de montar meu quarto novo. E, mais uma vez, tiro meu chapéu para ele, porque fez tudo sem dar um mísero arranhão no piso. Sorte dele...
O quarto d. C.... (depois do Caos)
Ahhh... finalmente dia 05 de abril, após quase um mês de tortura dormindo na sala (sim, porque eu gosto dormir no silêncio e no escuro, coisa que na sala era impossível) vi meu quarto montado. Tratei logo de colocar a cama em seu lugar de honra, tomar um banho relaxante e deitar o esqueleto cansado em berço esplêndido. Uma sensação de alívio percorreu meu corpo, então, finalmente pude respirar fundo e.... ter um acesso de tosse, porque o cheiro do sinteco e da tinta ainda era tão forte que só com balão de oxigênio para aguentar. Mas depois de tudo aquilo não ia voltar para sala, não mesmo. Deixei a porta aberta, coloquei um balde com água (que dizem ser bom para absorver o cheiro da tinta), liguei o ventilador de teto, me tapei até à cabeça e fiquei ali feito um "cocoon". Acabei dormindo ou desmaiando com o cheiro, sei lá, toda a noite. Acordei às 07 da manhã, com uma coceira nos olhos e uma ardência no nariz e na garganta. Teimosa... E assim seguiram-se as noites. E durante os dias fui arrumando, aos poucos, tudo nos seus devidos lugares (mais arrumando desculpas para não fazer do que propriamente arrumando tudo, diga-se de passagem).
Passado o caos da obra, chegara a vez dos detalhes (ahhhh.... estas coisas minuciosas que podem enlouquecer uma pessoa).
Resolvi colocar um tampo de vidro no criado-mudo, e também largar um vidro solto sobre a bancada de estudos e sobre uma prateleira em que queria colocar uns perfumes. O pessoal da loja dos móveis me indicou uma vidraçaria com a qual já estavam acostumados a trabalhar, afinal, o criado-mudo precisaria ser furado para a colocação de espaçadores e do vidro. Fui na vidraçaria e marquei hora. No dia marcado, ninguém apareceu. Liguei para lá e remarcaram para o dia seguinte. Dia seguinte... nada. Um dia depois de amanhã... e necas. Finalmente apareceram, tiraram as medidas, fizeram desenhos, pegaram número do meu telefone, ficaram de me dar um orçamento e voltar na terça da semana seguinte. Falei bem... ficaram de voltar. Liguei de novo, disseram que iriam levar os vidros na quarta-feira. Olha... acreditar em Papai Noel é mais fácil! Finalmente levaram o vidro do criado-mudo. O da prateleira, foi espancado até entrar e o da bancada tiveram que cortar mil vezes até caber. E só consegui isso tudo porque fui meiguinha ao dizer que se eles não trouxessem tudo até a data combinada, não precisavam trazer mais nada. Mas, apesar do stress, tudo ficou impecável.
Resolvido o problema dos vidros, fui para as lojas garimpar uma TV de LCD para pendurar na parede, afinal, se eu já estava com o pé na lama mesmo... porque não afundar até o pescoço? Passado o drama de escolher o modelo e o tamanho, efetuei a compra e fui em busca do suporte para fixar o aparelho na parede. Verdadeiro parto de mula... mas achei. Caríssimo, por sinal.
Acabei comprando uma TV de 32 polegadas. Imagina... sair de uma TV comum de 15 polegadas para um telão de 32 polegadas, fixado na parede. Era como estar num cinema em 3D. "Taí"... Só falta comprar uma cama com controle remoto (brincadeira).
Já em casa, eu e meu pai desembalamos a TV e o suporte e vimos que o suporte, que comportava TVs de 30 a 65 polegadas, era imeeeeenso. A TV acabava e o suporte continuava para os lados. Por sorte, meu pai tem ferramentas, sabe usá-las e entende da coisa. Ele adaptou o suporte ao tamanho da TV.
Parto de mula II... marcar a altura na parede para pendurar o suporte.
Parto de mula III... pendurar o suporte na TV.
Parto de mula IV... pendurar o suporte da TV na parede.
Finalmente... liguei a TV, recostei-me na cama e pude assistir a programação como se estivesse no meu cineminha particular. Só faltou a pipoca com guaraná para a felicidade ficar completa. Isso foi num domingo. Na segunda-feira, quando cheguei do serviço, meus pais cismaram que a TV estava muito baixa e me convenceram a colocá-la mais para cima.
Parto de mula - O Retorno.... tirar tudo da parede
Parto de mula - A Revanche... tapar os buracos que ficaram na parede
Parto de mula - Vale a pena ver de novo... marcar a nova altura na parede para rependurar o suporte
Parto de mula - Episódio Final... pendurar, finalmente, o suporte e colocar a TV na nova posição.
Realmente, tenho que admitir, esta altura ficou melhor. Teimosa.....
Acabada a saga da mula, digo, da TV, partimos para a marcação das minhas 04 prateleiras de estimação, que iam na parede, acima da TV. Pobre do meu pai, pagou os pecados... Marcamos, remarcamos, furamos, refuramos, mas no final deu certo. Também já estou escolada em usar o nível, já posso até dar cursos sobre as várias espécies de chaves de fenda e sou íntima da chave do mandril.
Claro que, antes de instalar as prateleiras, meu pai teve que tirar a TV do lugar e pintar toda aquela parede de novo, porque ela já estava cheia de marcas de furos tapados e riscos de lápis.
Agora mandei fazer a colcha e as cortinas. Ainda me falta comprar uma cadeira para a bancada de estudos, um abajur e mais algumas miudezas. Desde o começo da obra, estou anotando tudo, em cifrões, para ver a quantas anda o preço da ordem e do meu progresso. Enquanto isto vou arrumando mais alguma coisa que ainda falta.
E a minha TV? Ah... está com uma imagem cada vez mais cinematográfica. Só não consegui identificar, ainda, qual a categoria do filme: terror, suspense, drama, ação, ficção científica....
Tem dias que tenho a sensação de estar no filme Poltergeist - O Fenômeno, pois fico olhando firmemente para uma tela repleta de chuviscos e ouvindo vozes do além. Só falta ser sugada pela TV. Pelo "andar da carruagem" não vai demorar muito. A paciência ela já sugou, falta só o meu "corpitcho".
Outros dias, são listas horizontais que piscam e cruzam na tela, parece Guerra nas Estrelas. Um show de (d)efeitos especiais de causar inveja a George Lucas e Steven Spielberg. "Que a força esteja comigo!"... para que eu não caia na tentação de quebrar a televisão a pauladas.
Quando não é chuvisco ou listas voadoras são os dois juntos. Aí sim... parece filme de ação, daqueles bons, que te prendem a atenção, sabe? Sim, porque para conseguir ver a imagem do programa, por trás de listas piscantes e chuviscos, só prestando muita atenção mesmo ou exercitando a mente muito "além da imaginação".
Sem contar que o simples fato de apertar o botãozinho do controle remoto e ligar a TV é mais emocionante que assistir a um filme de Alfred Hitchcock, porque tu nunca sabe o que vai acontecer, se a imagem vai aparecer, se vai ter chuvisco, bolinhas azuis, raios duplos, triplos ou outro efeito qualquer.
Pois é... comprei a TV dia 12 de abril e hoje tive que levar a danada pro conserto.
Parto de Mula - A saga continua.... tirar a TV da parede
Parto de Mula - E o "tempo" da perdição.... perder tempo tirando toda a tralha do suporte que fica fixado na TV
Parto de Mula - A viagem insólita... colocar aquele monstro de TV no carro e levar para a assitência técnica.
Parto de Mula - A volta dos que não foram... colocar novamente a antiga TV de 15 polegadas no quarto, em cima de um banco, até que a TV de LCD volte.
Parto de Mula - E a pedra filosofal... que é o que a TV vai levar por cima, caso não volte a funcionar direito.
Mas é isso... o progresso sai caro. É por todas estas e tantas outras que eu disse que uma rede... só uma rede e nada mais seria a visão do meu quarto perfeito. Tão simples: de noite armava, de dia recolhia, o quarto ficaria espaçoso... pra que eu fui complicar?
Ah sim... o antigo guarda-roupas agora "mora" na garagem daqui de casa e o restante dos móveis foram doados a uma pessoa da família que, coincidentemente, mudou-se para a casa ao lado da minha. Quando tenho saudades dos móveis, visito a vizinha!
E vamos indo, como diria Lulu Santos.... "em passos de formiga e sem vontade". "Não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim", pois o caos ainda não passou por completo. Ainda tenho coisas para arrumar, mas pra que a pressa, afinal, só vou trocar de quarto novamente daqui a 30 anos mesmo!
P.S.: Assim que eu recuperar minha TV eu dou notícias de como ela ficou.

domingo, 25 de maio de 2008

Nasci

Acabei de nascer neste mundo virtual do blog!
Pensando bem, não é muito diferente do nascimento no mundo real.
Quando nascemos levamos logo um tapinha no bumbum. Aqui a coisa é mais sofisticada... "damos a cara a tapa" a comentários e críticas que possam surgir, mas isso faz parte de toda e qualquer vida.
Agrada-me o fato de poder expor pensamentos, contar histórias, partilhar idéias e, principalmente, fazer com que o mundo, seja ele real ou virtual, tome conhecimento da minha existência.
Minha chegada a este novo universo foi esperado por amigos reais, que acreditam em mim e no meu potencial.
Então, amigos, obrigada por me meterem nesta enrascada e é a vocês que eu apresento, a partir de hoje, meu LADO B.

Os amigos que me meteram nesta de blog, dizem que sou criativa e tenho talento para escrever. E pensar que, nos tempos do colégio, a simples palavra "redação" gerava calafrios em toda família. Era só eu chegar em casa dizendo que tinha que fazer uma redação que todos ficavam para morrer. Minha mãe, professora de história, só sabia contar as histórias que realmente tinham acontecido desde que o mundo era mundo, então logo empurrava o "fardo" para o meu pai. Formado em economia, meu pai não tinha para quem empurrar o problema e, então, se obrigava a me ajudar. Graças a Deus, ele sempre foi criativo. Eu que o diga... acho que fui a única criança no mundo que escutou uma estória em que Branca de Neve, Três Porquinhos, Capitão Gancho e até a boneca Susi eram protagonistas. E mais, a criatividade do meu pai não parou por aí. Ele gravou a tal estória em uma fita e todas as noites ele colocava a fita no gravador, apertava o play e bingo... a frase mágica "Era uma vez" dava início ao mirabolante conto que ele criou. Pois bem... foi com meu pai que aprendi a difícil arte de fazer uma redação. Obrigada, pai!

Os anos passaram e eu "peguei o jeito da coisa". Meu pai finalmente não precisava mais se preocupar com a terrível palavra que começava com R.
Em 1988 eu estava cursando a oitava série e, neste ano, em comemoração aos 100 anos da abolição dos escravos, foi criado um concurso de redação entre as escolas da minha cidade, a fim de que os estudantes pudessem falar sobre o tema.
Estudava em uma escola minúscula e éramos apenas 08 alunos na sala de aula. Mesmo não tendo mais problemas com a redação, não estava a fim de participar de um concurso, mas como disseram que todos tinham que redigir um texto e que dentre todos os alunos da classe, seria escolhido apenas um para participar do concurso, resolvi não discutir e participar. "CDF" é assim mesmo. Além de "CDF" era careta. Para participar do concurso, tinha que criar um pseudônimo. Rosa Branca foi o que eu escolhi. Hoje eu vejo como era brega, meu Deus! Onde se viu uma criança de 13 anos usar um pseudônimo de Rosa Branca, mas enfim.... sem comentários.
Como autêntica "CDF", fiz pesquisas sobre o assunto e concluí meu trabalho sobre a abolição.
Para minha "agradável" surpresa, nenhum dos meus adorados colegas fez sua redação e, com isto, a professora não precisou se dar ao trabalho de ler todas para escolher uma, pois só existia uma... a da "Rosa Branca CDF".
Como desgraça pouca é bobagem, tive o azar (sim, porque para quem não queria participar de um concurso, ser contemplado só podia ser azar) de ficar em 3ª colocada entre todos os estudantes da cidade. Passei de Rosa Branca à Planta Carnívora, num piscar de olhos. Ah! Que desgosto! Como prêmio ganhei um ano (meu Deus, um longo ano) de curso de inglês grátis. Compareci na entrega da premiação e na primeira aula do curso. Esqueci de ser "CDF" por um minuto e, para desgosto da direção do colégio, até hoje estão me esperando para a 2ª aula de inglês.

Poucos sabem do meu passado de "Rosa Branca" ou que outras vezes, no mesmo colégio me apresentei vestida de palhaço (que situação) ou interpretando a Madonna (abafa o caso).

Na hora de dar nome ao meu blog, nada criativo me vinha à cabeça, mas foi pensando em mostrar este meu outro lado, que me lembrei dos jurássicos LPs (não que eu seja assim tão antiga... que fique claro...rsrsrsrs) e logo surgiu a idéia de nomeá-lo LADO B, afinal, tudo na vida tem dois lados, depende da direção em que se olha. Então, bem vindos ao meu LADO B.