domingo, 28 de setembro de 2008

Blogueiros também tiram férias

Oi, pessoas!

O que vou escrever hoje, não é bem uma postagem, mas sim um comunicado: BLOGUEIROS TAMBÉM TIRAM FÉRIAS!!!! E eu, como boa blogueira que sou, me encaixo nesta afirmação.
Traduzindo: Meu lado Fabi estará entrando em férias no próximo dia 06/10 e, consequentemente, levará junto meu lado Ane.
Domingo que vem, após exercer meu dever de cidadã e confirmar meu voto, estarei partindo para outro ponto distante do planeta, mas não pra lá de Bagdá. Com isso, as postagens estarão suspensas no mês de outubro e vocês também terão férias de tanta abobrinha.
Mas não pensem que tudo são flores, porque eu também estarei na labuta. Ou vocês pensam que vida de blogueira é assim tão fácil?
Lembram da famosa e polêmica postagem do "Dia dos Namorados" em que falei que estava me tornando uma caçadora de mitos? Pois então... "A Caçada ao Outubro Vermelho" continua! Desta vez vou à Itália e Grécia e tenho vários mitos para descobrir por lá. Entre eles:
- Veneza continua afundando ou é só intriga da oposição?
- A Torre de Pisa é realmente torta ou depende dos olhos de quem a vê?
- O atual Papa é pop?
- O sorvete italiano italiano é melhor que o sorvete italiano brasileiro?
- E por último, mas não menos importante: O tal "Deus Grego", que a mulherada tanto comenta, existe ou é mitologia?
Muitas perguntas, que só serão respondidas quando eu retornar.
Mas desta vez, vou tranquila, afinal, sou fluente em italiano e grego. Pra isso eu assisti todas as novelas de imigrantes italianos da Globo e também à novela Belíssima (aquela que Tony Ramos era o grego Nykos, lembram????)
É vero! Globo também é cultura, capicce?
Bom, agora vou ficando por aqui e já morrendo de saudades. Levarei todos comigo no coração!!! Só não os levarei na mala, para não pagar excesso de bagagem e não correr o risco de ver meus amigos extraviados por aí e indo parar no Nepal ou sabe Deus onde.
Na volta, prometo contar tudo com riqueza de detalhes, até os mais sórdidos!
Enquanto isso, don't cry for me Argentina! I will be back!!!!
Arrivederci!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 14 de setembro de 2008

Salada eleitoral

O dia das eleições está chegando. Você já escolheu seus candidatos??? Se não escolheu foi porque não quis, porque candidato é o que não falta!!!
Aliás, além de candidatos, também não faltam promessas esdrúxulas, propostas hilárias e criatividade total.
Pra começar, a criatividade das criaturas é algo impressionante, ou melhor dizendo, chocante.
O que é o nome de alguns candidatos a vereador? O cardápio é bem variado: Batatinha, Repolhinho... uma verdadeira salada durante o horário eleitoral.
Mas o que mais me diverte são as propostas de cada um. Temos candidato a prefeito, propondo até a reativação do trem para o Cassino. Só que seja um trem-fantasma, porque nem trilhos, que eu saiba, existem mais. O mesmo candidato quer construir piscinas, canchas e quadras esportivas, para que possamos treinar e enviar atletas para as futuras olimpíadas. Hello-ooo?!?!
Tem também o candidato que propõe o sistema de tubulação pressurizada, subterrânea, pra apagar incêndios de prédios históricos e edifícios altos do centro da cidade... Valha-me Deus! Já não bastou a prefeitura ter virado carvão, agora, estão prevendo mais incêndios pelo centro da cidade?!?
Sem contar no sistema de cobrança de passagens de ônibus. Passageiro que anda sentado, paga mais. Quem anda em pé, paga menos. E eu pergunto: deitado não paga nada??? Se for assim, é nesse que eu vou!
Tem de tudo um pouco. É um festival de promessas esquisitas e, porque não dizer, ridículas. O bom é que o programa eleitoral, atualmente, é tão divertido que acabou se tornando um ótimo remédio pra desopilar o fígado e exercitar os músculos da face, com a prática do riso.
Não entra na minha cabeça, como as pessoas têm cara de ir para a TV, falar tanta abobrinha (taí... mais um ingrediente pra essa salada), sem contar aqueles que colocam nariz de palhaço, venda nos olhos e outros acessórios bizarros.
Enfim, isto é Brasil... Quem pode, pode, quem não pode, promete! No final, tudo acaba em pizza. Ou seria, salada?!?!

domingo, 7 de setembro de 2008

Posso cuidar???

Quem ainda não deu dinheiro pra guardador de carro, levante a mão!!!!
Assim como uma praga, os "guardadores de carro" estão esparramados em todas as cidades brasileiras.
Não tem um lugar que se vá, que as criaturas não estejam por lá. Até em porta de cemitério tem flanelinha batendo o ponto!
Gostaria de saber como se criou esta "profissão", quem foi o pioneiro... o flanelinha-mor.
A concorrência é tão grande, que uma mesma quadra é guardada por vários flanelinhas ao mesmo tempo. De longe em longe, feito poste de luz, tem um estaqueado, de olho no seu setor.
Tem uns que são mais polidos. Conheço alguns até que não cobram dinheiro a cada vez que se estaciona o carro. Já outros, se não recebem uma moedinha ou um punhado delas, de preferência, são capazes de escomungar nossa família até a 14ª geração!
Falando em família, muitos se acham íntimos de seus "clientes" e tratam estes como se fossem realmente parentes.
Eu, por exemplo, apesar de ser filha única, tenho uma vasta "sobrinhada" espalhada pela cidade. Mal estaciono o carro numa rua e já vem aquela criatura, muitas vezes, décadas, mais velha do eu, correndo e perguntando: "Posso cuidar, tia?" Só me falta responder: "Claro, mas se não se comportar, a tia não vai te dar dinheiro pra comprar balinha depois do expediente, hein!" Ora, ora... faça-me o favor!!!
Tem aqueles que me chamam de "madrinha". Bem que eu queria mesmo ser... mas fada madrinha, isso sim, pra pegar a varinha e acertar no meio da cabeça dos mais chatos.
E "amiga", então? Ah... isso é direto. Nem sabia que eu tinha tantos amigos esparramados pela cidade. Cada rua que se dobra tem um sujeito abanando, se gesticulando e pulando no meio do pavimento aos berros: "Aqui, amiga, aqui!!!!!!!"
E tem aqueles que se acham verdadeiros guardas de trânsito. Até apito e um coletinho de cor berrante eles incorporam ao visual.
Alguns se acham seus subordinados... basta a gente estacionar e abrir a porta do carro que eles já vem logo se chegando e dizendo: "Pode ficar tranquila, chefia"!
Agora, um toque para as mulheres que dirigem. Se vocês querem mesmo saber se estão com tudo em cima, estacionem seus carros numa rua atolada de flanelinhas. Aí vocês terão noção se estão bem na fita ou não. Se algum chegar e disser: "Posso cuidar, moça?", vocês já saberão que estão bem e admito que o flanelinha merece, realmente, uma gorjeta. Mas se o dito cujo chegar e soltar uma frase do tipo: "Posso cuidar, senhora?" Neste caso, poupe a gorjeta pra comprar um creme anti-rugas ou fazer uma plástica facial!
Gorjeta, aliás, é o grande problema, afinal, muitos deles não se contentam com qualquer moedinha.
O que mais me alegra é que, muitas vezes, quando vou pegar o meu carro, a grande maioria já encerrou o expediente, mas quando isso não acontece e você não tem dinheiro ou não está a fim de colaborar, o negócio é improvisar.... Sorte minha que o alarme do meu carro não apita quando destravo as portas. Posso entrar silenciosa, sem ser percebida. Fecho a porta delicadamente, pra não alertar a rapazeada e aproveito pra ligar o carro, cronometradamente, quando outro se aproxima. O barulho do motor do carro que vai passando abafa o som do motor do carro que está sendo ligado. Depois é só se arrancar, "distraidamente", sem olhar pra trás. Ok, eu admito que isso é muito feio!!! Mas já dei cabo de toda a vara de porquinhos que tinha em casa, então, ou eu aplico este golpe, de vez em quando, ou vou ter que arranjar um "bico" de flanelinha, pra garantir os trocados dos coleguinhas. Fico com a primeira opção!
Mas, convenhamos que, não sou só eu que aplico o golpe. Eles, os que se dizem guardadores, também são experts no assunto. Cansei de estacionar e, ao voltar pra pegar o carro, não enxergar nem um sinal da pessoa que tinha se "comprometido" a cuidar o automóvel. Outras vezes, as criaturas estão tão distraídas, que nem vêem você pegar o carro. Confesso que, neste caso, já pensei em dar um contra-golpe: pegar o carro, estacionar em outra rua e depois voltar ao local anterior, fazendo de conta que o carro tinha sumido, só pra ver a cara do cara, mas não se preocupem, ainda não cheguei a este ponto. Ainda...
Sei que a escassez de empregos é tamanha, a ponto de cada um ter que inventar o melhor modo de sobreviver, mas temos que admitir que aguentar os flanelinhas é uma tarefa árdua.
Vou estacionando a postagem por aqui. Só, por favor, não venham me cobrar gorjetas depois... ok, amigos!!!!!


domingo, 31 de agosto de 2008

Aquilo roxo e muito mais

Todos sabem que as cores influenciam nossas vidas, mas o que será que nos faz gostar tanto de uma determinada cor???
Segundo a astrologia, vermelho é a cor do meu signo, escorpião. Até gosto de vermelho e as pessoas me dizem que fico bem com uma roupa desta cor mas, decididamente, não é a minha cor favorita.
Acho branco uma cor legal. É clean. Não é à toa que fiz meu quarto novo (aquele que quase embranqueceu meus cabelos também, lembram?) todo branco. Porém, também não é das minhas preferidas.
Laranja, azul, verde, amarelo, cinza, marrom, rosa... uso todas as cores, nada contra, mas favoritas mesmo, eu tenho duas: o preto e o roxo.
O preto pode ser a ausência de cor, pode ser mórbido, pode ser sem graça, mas é chique, é básico, é coringa, é emagrecedor e é fatal. Preto é preto! Dispensa demais comentários. O que eu tenho de roupa preta no armário, parece até brincadeira. Vira e mexe, eu entro numa loja e saio de lá com uma peça preta embaixo do braço.
Meu quarto já foi branco e preto. Naquele período, digamos, negro (no bom sentido) da minha vida, tudo girava em torno do preto. Lençóis, pijama, colcha, almofadas, chinelo, bandô das cortinas, enfim, tudo preto. Nesta mesma época, comprei um carro preto. Mas este não foi febre de momento e, sim, sonho de consumo.
Certa vez, em uma viagem pela capital dos Estados Unidos, fiquei maravilhada ao me deparar com tulipas negras, plantadas em belas floreiras no centro da cidade. Simplesmente fantásticas!
Bom, mas deixando o pretinho básico de lado e para vocês não pensarem que minha vida é um filme em preto e branco, vou falar agora da minha segunda cor favorita e que deu origem à postagem de hoje: o roxo.
Muito antes do roxo estar na moda eu já era sua fã assumida. Portanto, desde muito tempo, venho acumulando peças e objetos desta cor, em todos os seus tons, desde o mais fraco lilás até o mais escuro dos violetas.
Realmente não sei o porquê, mas quase sempre, vivo um caso de atração fatal, a cada vez que vejo algo desta cor pelas lojas. O negócio me atrai, vou lá e acabo morrendo na compra do produto. Simples assim.
Dessa minha relação com o roxo, já surtiram chinelos, três pares de sapatos, jaqueta, calça, bermuda, blusões, casacos, blusas, meias, cintos, toalhas de banho, luvas e mantas. Só isso? Que nada... ou vocês pensam que é só o Collor que tem aquilo roxo? Tolinhos!!! Quando ele descobriu que tinha aquilo roxo eu já tinha muito mais do que ele. Canetas, porta-canetas, chaveiros, porta-retratos, quadros, escova de dentes e até óculos de sol com lentes roxas eu já tive. Adivinha uma das cores que vou usar nos acessórios do meu quarto novo... dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três... começa com "li" e termina com "lás".
E a febre não pára por aí. Certa vez, quando o roxo ainda não era moda, cismei que queria uma bolsa desta cor. Por sorte estava com viagem marcada, mas não foi fácil encontrar a dita cuja bolsinha. Caminhei e garimpei por toda Paris até encontrar uma no tom que eu imaginava. Até hoje tenho ela... e também uma lilás bem clarinha! E também uma lilás toda bordada, para festas!!!
Em San Francisco, na Califórnia, hospedei-me no Hotel Hilton (é... aquele da Paris). Pra minha felicidade, tinha uma loja de relógios de pulso no saguão do hotel. O que é o destino... logo eu, que adoro relógios de pulso! Fui entrando como se estivesse sendo atraída por um ímã e saí de lá com um pequeno rancho de relógios, sendo que, entre os vários modelos e tamanhos adquiridos, havia um roxo e um lilás. Na dúvida, sabe como é...
Ano passado, também em uma viagem, comprei outro relógio, todo listrado. Acho que nem preciso dizer que cada listra é em um tom de roxo, preciso?
Na minha tara pelo roxo, incluo também, os acessórios de maquiagem, cabelo e bijouterias. Vale tudo... desde batom (mas só os tons claros, pra não me confundirem com uma fugitiva do Halloween) até à sombra e o rímel, passando pelo esmalte de unha e a borrachinha de prender o cabelo. Tem também anéis, colares, pulseiras e brincos de vários tamanhos e tonalidades... de roxo, óbvio.
Mas, não pensem vocês, que saio desvairada pelas ruas, à cata de qualquer coisinha roxa, pois não é bem assim. Tem que ser algo que eu realmente queira, goste ou precise. Quer dizer, quase sempre... Há alguns meses passei pela vitrine de uma loja e me deparei com uma carteira roxa chiquérrima (pro meu inusitado gosto, claro). Entrei, perguntei o preço, quase caí dura e saí da loja. Respirei o ar da rua, tomei fôlego, dei meia volta e comprei a dita cuja carteira. Pergunto-me: eu precisava? Não, afinal minha carteira era relativamente nova... mas não era roxa!
E o episódio do celular roxo, alguém lembra??? Foi semelhante ao da carteira. Também, miseravelmente, tive meu olhar atraído para a vitrine de uma dessas lojas especializadas em telefones celulares. Lá estava ele, reluzindo, roxinho da silva, só me provocando. Nem precisei entrar para perguntar o preço, pois este estava estampado bem abaixo do aparelho. Quase nove vezes mais caro que a carteira!!! Fui embora, desiludida, é claro. Não precisava de um aparelho novo, pois o meu era mais do que suficiente para o uso que eu fazia... mas era prateado. E prateado não é roxo! Dia vai, dia vem... acabei indo à loja e comprando o celular tão sonhado. Foi um caso de amor à primeira vista e de conta a perder de vista. E, pra combinar, obviamente, coloco ele dentro de uma daquelas meias para celulares... roxa.
Querem saber da última? Ontem, entediada, fui ao centro. Entrei numa loja e encontrei uma coisa que há tempos estava procurando, mas ainda não havia tido a felicidade de encontrar: uma sombrinha roxa. Não tive dúvidas... peguei, paguei e levei pra casa. Querem saber do que mais? Se tem uma coisa que eu detesto é ter que carregar sombrinha! Mas, já que esta é um bem de primeiríssima necessidade para quem não tem cabelos lisos, originais de fábrica, nada mais justo do que juntar o útil ao agradável e comprar uma sombrinha roxinha.
Atualmente, estou resistindo bravamente a uma máquina fotográfica lilás que vi por aí, num destes antros de tentações que são as vitrines das lojas. E o ipod lilás da Apple, alguém já viu? Eu vi na internet... é um desbunde!
Nesta fase de mulheres-frutas (mulher melancia, mulher moranguinho e outras bizarrices dessa gente que quer fama a qualquer preço) com certeza, seria a mulher-uva (apenas pela cor, não que esta seja a minha fruta preferida). Pensando bem, acho que me encaixaria melhor na família das leguminosas, como mulher-beringela ou mulher-beterraba. Também poderia ser a mulher-hematoma, porque vivo me batendo nas coisas.
Enfim, vai a moda, vem a moda, mas o roxo, pra mim, está sempre em alta.
O mais interessante é que, por acaso, hoje estou usando tons de roxo e escolhi o assunto da postagem ao olhar pra minha roupa e ver o quanto esta cor influencia na minha vida. Mas mais interessante, ainda, foi descobrir que esta é a cor que influencia diretamente a imaginação e a criatividade, coisas que também são muito fortes na minha personalidade. Portanto, não deve ter sido à toa que, após dois domingos de completa e total falta de assunto, justo hoje eu tenha "ressuscitado" do além da imaginação.
Nossa! Escrever esta postagem me deixou roxa, mas de fome, isso sim!
Vou acabando por aqui, torcendo para que tenha sobrado a sobremesa do almoço. Alguém se arrisca a adivinhar? Ora, ora... elementar, meus caros... sagu de uva!!!

domingo, 24 de agosto de 2008

Recordar é viver

Alguns de vocês já conhecem a postagem de hoje, mas atendendo a pedidos (e na falta de outro assunto e, também, para não correr o risco de levar mais puxões de orelhas pela ausência de postagem, como na semana passada), estou publicando no blog, o diário da viagem (que mais parecia um boletim de ocorrências) que fiz por 09 países europeus, durante as férias de 2006.
Lembrem-se: Recordar é viver! Boa leitura!

"Querido Diário de Viagem:

Saímos de Rio Grande, no ônibus das 02 da manhã, com destino a POA. Como era madrugada e estava frio, enfiei um blusão de lã antes de sair de casa. Ao entrarmos no ônibus a temperatura interna era de 25ºC! Nem preciso dizer que antes de passarmos pela Junção meu banho já tinha vencido... e pior: o próximo banho seria somente no dia seguinte, em Londres. Passamos a manhã dormindo, sentados, no aeroporto Salgado Filho, aguardando o vôo para SP. Chegamos no aeroporto de Congonhas, em SP, e ainda tivemos que nos deslocar para o aeroporto de Guarulhos (sorte que há um ônibus que liga os dois aeroportos), de onde sairia o vôo para Frankfurt. Horas (literalmente) mais tarde, pegamos o vôo para "Franco forte" (como pronunciava a comissária de bordo, em português, com sotaque alemão). Das dez horas e quarenta minutos de vôo, o bendito avião sacolejou durante umas oito horas e meia...
Chegamos em "Franco forte", cansados, mas ainda esperamos mais algumas horas (literalmente) para pegar outro vôo para Londres.
Esbugalhados, chegamos em Londres, loucos por um banho e algo horizontal, no qual pudéssemos estirar nossos massacrados esqueletos. Banho tomado, deitamos em berço esplêndido, às 22h30min (horário britânico), mas não eternamente, pois às 23h50min o alarme de incêndio do hotel disparou e levantamos às pressas. Colocamos as roupas por cima dos pijamas, enfiamos nossas havaianas (sim, porque num incêndio nada mais providencial que havaianas, pois não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras! Detalhe: coloquei as do meu pai e ele colocou as minhas, já que eram modelos iguais, porém, tamanhos diferentes. Nem preciso dizer que enquanto eu estava com umas "lanchas" nos pés, ele estava fazendo malabarismo pra conseguir caminhar com um par de chinelos bem menor que os pés dele), pegamos as passagens, documentos e dinheiro e saímos chispando (leia-se: correndo e não com chispas de fogo). Antes de abandonarmos o quarto olhei pelo olho mágico da porta (o quarto ficava em frente à escadaria do hotel) para ver a movimentação. A porcaria do olho (o da porta, não o meu) estava arranhado e parecia que a escada estava tomada de fumaça. Eu abri a porta e vi que não tinha fumaça nenhuma... Aí entendi porque se chama olho mágico! Mas o pior... ainda tranquei a mala com cadeado!!! Me diz pra quê????? Se ia torrar tudo, pra que passar cadeado na mala??? Só se fosse para o caso dos bombeiros atirarem as malas pela janela!!! Enfim, corremos pela escada (com os chinelos trocados), chegamos no hall do hotel e o cara veio com a cara mais deslavada, pedindo "one thousand de sorrys", porque o alarme era falso, ou melhor, o incêndio era falso. Resumindo: chegamos no quarto e caímos na gargalhada. Mas o pior não é isso: esta é a segunda vez que nos hospedamos neste hotel e a segunda vez que isto acontece...

Mas o pior do pior ainda não é isso: em Praga, houve um princípio de incêndio no andar em que estávamos hospedados. Soou o alarme, teve polícia, bombeiros... o maior fuzuê.... e nós não vimos nadica da nada. Só soubemos no outro dia. Fomos dormir com os anjinhos e quase acordamos nas labaredas do inferno, feito frango assado!

De Londres fomos, de trem, para Paris. Chegando lá, um espanhol velho, gordo, barbudo e de colinha foi nos buscar para levar ao hotel (Paris estava totalmente em obras, pois o prefeito mandou diminuir o meio das ruas e aumentar as calçadas, por este motivo, o trânsito, que já era um caos, estava um pavor). Para piorar, chegamos na tal "noite branca", que acontece todos os anos, ou seja, é uma noite em que tudo funciona como se fosse dia: museus, órgãos públicos, enfim, tudo funciona normalmente. Então, o povo estava nas ruas, em massa. O motorista, indignado com o caos, ficava xingando Deus e todo mundo que passava, carro ou pedestre, de idiota para baixo. Como se não bastasse falou mal até do prefeito. Disse: "Este hombre além de bixa és un idiota!!!" Ficamos nos olhando perplexos... (claro que, no final da viagem, descobrimos que o prefeito de Paris é homossexual assumidérrimo), mas enfim....

Na saída de Amsterdam para Bremem (na Alemanha), duas brasileiras ficaram para trás, pois entenderam que o ponto de encontro para saída da excursão era outro. Resumo: estavam a uma quadra de distância do local combinado. Esperamos meia hora por elas, como não chegaram, fomos embora para a Alemanha. As dita cujas tiveram que pegar um trem para Bremem e, chegando lá, tiveram que comprar um monte de cartões telefônicos para ligar para todos os hotéis da cidade até descobrir em qual hotel estava hospedado o nosso grupo. As infelizes nem sabiam o nome do hotel. Mas o mais incrível é que chegaram no hotel antes da gente, pois o nosso ônibus tinha 02 andares e, ao chegar em Bremem (às 22h30min) havia um viaduto baixo, sob o qual o ônibus não passava. Pediram informação para um cara na rua, sobre outro caminho que poderíamos tomar. O ônibus deu uma ré, fez uma enorme volta na cidade e pasme... outro viadutinho igualzinho... Foi então que o povo da excursão começou a achar graça e dar palpites esdrúxulos. Uns diziam que iríamos dormir no ônibus. Outros, que iríamos a pé para o hotel, puxando mala pela rua. O pai, por exemplo, sugeriu que esvaziassem os pneus, pois assim o ônibus ficaria mais baixo e passaria tranqüilo.
Foi então, que o motorista resolveu passar assim mesmo, bem devagarinho... pra nossa sorte, já que estávamos no andar superior. Ufa!!! O ônibus passou sem encostar no viaduto (mas tirou um fininho) nem decepar ninguém.

No dia seguinte, no café da manhã (ainda em Bremen) roubaram a bolsa de uma moça uruguaia que estava na nossa excursão. A criatura largou a bolsa na mesa e foi buscar um suco. Quando voltou... SURPRESA!!! Tinham levado a bolsa com passaporte, passagem, todo dinheiro (mil e tantos euros e mais novecentos e tantos dólares) e chave das malas. Chamaram a polícia alemã, que chegou dizendo que iria revistar todo mundo.... No fim, fomos embora para Berlim e lá fizemos uma vaquinha para ajudar a coitada, que não tinha um euro para pagar o banheiro (sim, na Alemanha os banheiros públicos são pagos). Ela ficou em Berlim para tirar novo passaporte e não sei o que foi feito dela.

Mas a coisa não pára por aí..... Em Berlim, no hotel, antes do city tour começar, a coisa mais bizarra da excursão aconteceu: encontrei um colega de serviço, mas que, atualmente, trabalha em outra cidade. Um olhou para a cara do outro, pensando: "Conheço esta pessoa de algum lugar!?!?!" Quando nos reconhecemos, fomos nos cumprimentar com os tradicionais três beijinhos e o meu pai ficou olhando sem entender nada, afinal, quem eu poderia conhecer na Alemanha????????? Meu colega vinha dos países nórdicos (Noruega, Dinamarca e Suécia) e se juntou ao meu grupo em Berlim. Daí, fomos juntos até Veneza. Aí foi que eu percebi que, realmente, o mundo é pequeno!

Quando o city tour ia começar, veio o carro da polícia e mandou parar o ônibus... Não tinha nada a ver com o roubo da bolsa da mulher!!! É que na Alemanha, carros não têm limite de velocidade, mas ônibus não podem ultrapassar os 80 km. Os policiais entraram no ônibus para revisar o tacógrafo. Para nossa sorte, o motorista não ultrapassou o limite, senão o ônibus seria apreendido.

Ainda durante o city tour pela capital alemã, mais precisamente em frente ao que restou do muro de Berlim, uma bicicleta atropelou uma pernambucana da nossa excursão. Na Alemanha e na Holanda, bicicletas têm preferência de passagem. Parecia vídeo-cassetada, mas ainda bem que a mulher não se machucou.... muito.

Falando em muro de Berlim, comprei um pedaço (leia-se: uma lasca) do dito cujo para trazer para casa. Duvido muito que seja do muro legítimo, devido ao ótimo estado de conservação, mas o que um turista não faz por uma boa recordação de viagem e para ter um pedaço da história em casa, não é mesmo???

Também em Berlim, a mesma pernambucana atropelada, precisou da nossa ajuda para resolver o problema com a chave do quarto, que não funcionava. Fomos à recepção do hotel, onde o pai falou, em inglês, com o cara, pois a chave da mulher não abria a porta. O cara dizia que era porque havia sido bloqueada, pois a excursão dela já havia partido ao meio dia. Como assim?!?!?!?!? A excursão dela era a mesma nossa e só partiríamos no dia seguinte. Até que as pernambucanas lembraram que haviam trocado de quarto com um casal com filhos, mas só de boca (pois o cara do hotel disse que não precisava alterar no sistema). Só que o casal com filhos havia partido ao meio dia, então, diante disto, o hotel bloqueou as chaves, com base na informação do sistema. A mulher que tinha um sotaque pernambucano, carregado de "ó xentes" e "aperreados", ficou apavorada, pois se tinham bloqueado o quarto, o que haviam feito com as bagagens dela? E as calçolas e sutiãs que havia deixado "pendurádios" (assim mesmo, com sotaque ao estilo seu Crêisson) no quarto? O pai perguntou pro cara sobre a bagagem e o maleteiro veio de uma saleta com as malas dela e da outra pernambucana que estava no mesmo quarto, sendo que as calçolas e sutiãs estavam "guardádios" em sacos plásticos com o nome do hotel. O cômico é que o cara falava alemão e ela falava com ele em pernambuquês e ninguém se entendia. Mas no final, tudo foi solucionado e rendeu boas gargalhadas.... óbvio!

Na saída de Dresden (ainda na Alemanha) para Praga, a estrada estava interrompida para obras e o motorista do nosso grupo se perdeu (aliás, se perdia sempre, pois o motorista e a guia do nosso grupo nunca tinham feito aquele roteiro). Ficamos rodopiando e sempre voltando para Dresden, até que o motorista parou o ônibus em plena estrada (na pista, não no acostamento) e desceu para perguntar para outro carro que vinha no sentido contrário, que também parou na pista (frise-se que não houve engarrafamento, nem se ouviu nenhuma buzina de outros carros, muito menos ninguém foi mandado para a "pulga que se partiu". Motorista de 1º mundo é outra mentalidade). Explicações dadas, o motorista seguiu o trajeto, mas chegou em um trecho da estrada em que havia pista única, pois a outra estava interrompida para reformas. O sinal estava aberto para os que vinham em sentido contrário. Querido Diário, pergunto: Você acha que ele esperou??? Tolinho!!!! Ele enfiou o buzão na pista e parou tudo. Ninguém entrava nem saía. O "motora" do nosso buzão (um espanhol esquentado) desceu e foi afastar os cones da pista, fazendo gestos para o pessoal que vinha em sentido oposto passar pela pista interrompida. É mole??? Como disse, motorista de 1º mundo é outra mentalidade. Claro que ninguém passou, claro que ele teve que dar ré, claro que todos nós, dentro do ônibus, caímos na gargalhada e, é mais do que claro, que o pai filmou tudo.

Em Praga (além do episódio do incêndio que não vimos), já estávamos dentro do ônibus para seguir viagem para a Áustria, quando o pai falou-me de duas senhoras que estavam deixando nosso grupo para seguir viagem para Budapeste. Desci para dar um tchau a elas e, de repente, vi o pai do lado de fora do ônibus já me chamando... e o ônibus começou a ir embora... Comecei a gritar tchau pras mulheres e saímos correndo pelo estacionamento do hotel, fazendo sinais desesperados para que o motorista nos avistasse pelo retrovisor. Corremos feito uns retardados e o ônibus, léguas a nossa frente, fez uma manobra e...... estacionou em um box... ou seja, pagamos um micaço daqueles, já que estava cheio de gente na frente do hotel, em Praga, e a praga do motorista estava só estacionando a praga do ônibus e não indo embora de Praga para todo o sempre. É ou não é de rogar uma praga???

Em Salzburg, na Áustria, não aconteceu nada de bizarro, mas isso porque não deu tempo, já que chegamos às 16h e saímos às 17h. Fiquei indignada!!! Mas, pelo menos vi a casa onde nasceu o Mozart e o palácio onde foram feitas cenas de "A Noviça Rebelde".

Diário, existe coisa pior do que um bando de uruguaios, chilenos e colombianos cantando, em espanhol, por horas e horas, durante uma viagem de horas e horas, dentro de um ônibus que não tem banheiro???
SIM !!!!!!!!!!!!!!!! Um bando de mexicanos contando piadas (pesadas), em espanhol, durante horas e horas, numa viagem de horas e horas, e dando gargalhadas, ou melhor, urros, nos ouvidos dos outros que querem dormir ou simplesmente ficar quietos. Alguma coisa pode ser pior do que isto???
SIM !!!!!!!!!!!!!!!!! Um bando de mexicanos que se juntou a um bando de uruguaios, chilenos e colombianos, para contar piadas e cantar, em espanhol, durante horas e horas, numa viagem de mais ou menos 850 km de distância, num ônibus sem ar condicionado e sem banheiro, dando urros nos ouvidos dos outros e, ainda por cima, se atirando nas poltronas do ônibus, fazendo com que o encosto destas batesse sempre nos teus joelhos. Visão do inferno??? Quadro da dor sem moldura??? NÃO!!!!!!! É a descrição de nossa viagem entre Viena e Veneza.

Pra nosso alívio, os "hermanos" desceram em outro hotel, pois iriam seguir viagem para Florença e nós iríamos para a Suíça. Meu colega de srviço desceu junto com os baderneiros, pois também ia para Florença. Pensa que a noite acabou aí? Que nada! O motora era quem tinha que tirar e botar as malas, sozinho, no ônibus, todo o santo dia. Depois de descarregar as malas dos bagunçeiros, apareceram mais umas 30 malas (que até hoje não sei de quem eram, já que ninguém embarcou no ônibus) para serem colocadas no buzão. Só que não tinha mais lugar.... O cara, que já não era atacado nem nada, começou a jogar (literalmente) as malas em tudo que era buraco, inclusive, no corredor do ônibus e tudo isto, ao som de pérolas da língua espanhola como: "Puta de la madre" e "Mierda". Como podes ver, Diário, aprimorei ainda mais meu vocabulário em espanhol!
Como desgraça pouca é bobagem... e a noite é uma criança em qualquer lugar do mundo, quando chegamos no quarto do hotel, fui abrir a mala e vi que a mesma estava rasgada. Um rombo enorme!!! Aí foi a nossa vez de proferir uns "Puta de las madres e mierdas!" Os infelizes (leia-se: nós) ainda tiveram que costurar a mala antes de dormir (por precaução, por experiências anteriores e, neste caso, por sorte, sempre carregamos um kit de costura na bagagem).

Tivemos um ótimo dia em Veneza, apesar de eu não achar a cidade nada romântica.

Não lembro de nenhum incidente na Suíça. O motorista já era outro, mas a guia, que já havia trocado, voltou a ser a mesma, para nossa desgraça, pois era um fracasso total. O "clone" do ator Hugo Carvana, o guia que havia trocado com ela, também era um fracasso, além de fumante inveterado! Dava as explicações com o cigarro nos beiços. Tu nem enxergavas o homem no meio do fumacê!!!! Se estivéssemos em Londres, juraria que era o fog.

Após vários dias viajando de ônibus (em média 800 km por dia), retornamos a Paris e a excursão, junto ao grupo da Europamundo, terminou. Fomos para outro hotel, no coração da cidade, e ficamos mais três dias, por nossa conta. Não recordo nenhum episódio que chamasse a atenção. Ah, lembrei: quando saímos um dia, pela manhã, nossa TV do quarto era comum e, quando voltamos, à noite, era uma TV de plasma. Pelo menos algo de bom!!!

Enfim, chegou o dia de partir........

Agora pergunto, Querido Diário, você que é tão viajado, por acaso já viu alguma comissária de bordo com ataque de riso no momento da demonstração das medidas de segurança???

Pois foi o que aconteceu no vôo da Lufthansa, de Paris para Frankfurt. A mulher teve um ataque de riso (sem gargalhadas, mas chegou a chorar de rir). Acredito que tenha sido por alguma coisa que outro colega tenha dito ou feito, pois ela não parava de olhar para a classe econômica e rir, rir, rir.... Nós, que fomos acomodados, sem pedir, na classe executiva, ou seja, que tínhamos um motivo para rir sozinhos, não entendemos nada.
Parecia piada mesmo! A mulher já estava até sem graça, pois enquanto falavam que, em caso de despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairiam sobre as nossas cabeças, a mulher ficava rindo sem parar.

Como disse antes, para a nossa sorte, neste vôo nos colocaram na classe executiva...
... para nosso azar, o mesmo vôo atrasou tanto, que perdemos o vôo de Frankfurt para SP
... para um azar, maior ainda, ficamos só com a roupa do corpo, pois nossas malas ficaram retidas com a Lufthansa
... para nossa surpresa, nos colocaram num vôo da Air France, no dia seguinte, à noite, de volta para Paris (num Fokker 100), ou seja, fomos apenas dormir e passar o dia na Alemanha!!!
... para nosso contentamento, durante o trajeto Paris - SP, o avião sacolejou menos horas durante a noite (mas as vezes em que sacudiu, foram mais fortes que na ida, tanto que o comissário quase caiu por cima de mim na hora da janta). O avião dava umas quedas e eu não sabia se me agarrava na cadeira ou se agarrava o prato da comida! Ou se me agarrava no comissário!!!
... para nossa felicidade, chegamos em SP e, finalmente, pude abrir a mala para pegar meu tão sonhado objeto de consumo: o DESODORANTE!
...para nosso último trecho aéreo, entramos no avião da TAM para POA e aí... pensa que acabou? Que nada! Não tinha piloto, meu filho! Esperamos uma meia hora até que chegasse o piloto que vinha de outro vôo. Parecia até cena do filme "Apertem os cintos, o pitoto sumiu".
... para alegria geral da nação, fecharam as portas da aeronave!!! Hora de apertar os cintos, colocar o encosto das poltronas na posição vertical e ficar aguardando as instruções para caso de emergência que o comissário de bordo ia nos passar. E ficamos só aguardando mesmo... O comissário pegou o interfone para falar com os passageiros e... tchan, tchan, tchan, tchan!!! O bagulho não funcionou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tentou falar, em vão, com a cabine do comandante. NADA! Tentou falar, novamente, com os babacas que estavam de bunda quadrada, há horas, no avião.... NECAS DE PITIBIRIBA!!!!! Tentou falar com os comissários que estavam no fundo do avião... MUDINHO DA SILVA!!!!
... para nosso desgosto, abriram as portas do avião, de novo, e chamaram o pessoal da manutenção, que levou mais de 40 minutos para solucionar o problema, diante de centenas de olhares curiosos e, diria até, apavorados dos passageiros que estavam na aeronave. A galera do fundão, começou a vir para a frente e perguntar o que se passava, já que ninguém dava explicação nenhuma. Nós assistimos tudo de camarote, pois estávamos na 2ª fileira. Ou melhor, eu assisti tudo de camarote, pois o pai dormiu, acordou, dormiu, acordou e o avião continuava ali, estagnado.
... para alívio do povo, tudo voltou a funcionar e, enfim, decolamos!!! Com 01 hora e meia de atraso, claro! Mas pelo menos chegamos sãos e salvos em POA (debaixo de chuva, mas depois de tudo, isto era o de menos).

Com o atraso do vôo, perdemos também o ônibus das 10h para Rio Grande e ainda esperamos sentadinhos na Rodoviária de POA, até o meio dia (embalados pela trilha sonora das carreatas dos políticos.... rsrsrsrsrs, só rindo!!!) Ah, e com as mesmas roupas que havíamos saído de Paris, uns dois dias antes.... Sem comentários!

Chegamos em casa, finalmente, às 17h (sim, porque os ônibus da Planalto ainda demoram mais para chegar, do que os do DATC).

E assim, terminou mais uma bela indiada, digo, viagem pela Europa.

Tô brincando!!! Apesar de tudo, foi ótimo e estas histórias são as coisas divertidas que ficam para contar para os amigos, depois que a gente chega.

Senão seria tudo muito monótono, não achas?

Fabiane


P.S.: E olha que nem mencionei que meus tênis começaram a rasgar, que a jaqueta do pai se descosturou toda, que ele quebrou o guarda-chuva a pauladas (e comprou outro que se quebrou, em menos de duas horas de uso, com o vento forte), que a calculadora que o pai levou também foi quebrada, por ele, a pauladas, que o zíper da mala do pai estragou e que ele esqueceu o adaptador da máquina fotográfica (aquele plug que vai na tomada) em um dos hotéis. "









domingo, 17 de agosto de 2008

Sem postagem

Sem idéia,
Sem vontade,
Sem imaginação.
Sem paciência,
Sem criatividade,
Sem inspiração.
Sem tempo,
Sem espaço,
Sem direção.
Sem Sol,
Sem graça,
Sem emoção.
Sem bobagem,
Sem um tema,
Sem motivação.
Sem saída,
Sem solução,
a não ser pedir perdão!
Sem mais desculpas,
Sem postagem, então!!!!







domingo, 10 de agosto de 2008

Festa do Estica e Puxa

Ruga, celulite, estria, gordura localizada... verdadeiras penetras no corpo feminino... simplesmente chegam sem ser convidadas. Por outro lado, estas mesmas "convidadas" indesejadas são motivos de festa entre os cirurgiões plásticos.
Cada vez mais fácil do que roubar doces de crianças, os cirurgiões plásticos estão esculpindo e remodelando os corpos da mulherada, numa verdadeira festa do estica e puxa.
Basta um mero convite a deitar na maca e um brinde, à base de uma dose cavalar de anestésico, para a festança ter início.
Pra começar, nada melhor do que um baile de máscara: picota dali, revira daqui, uma levantada aqui, outra ali, estica de um lado, encolhe do outro...
Uma repuxada nos olhos, para deixar a pessoa com um ar de gueixa.
Uma levantadinha nas sobrancelhas, para que a feição seja sempre a de alguém que acaba de chegar numa festa surpresa.
Uma preenchida nas linhas de expressão, para deixar a pessoa sem expressão.
E é hora de mandar os pés de galinha ciscarem em outro lugar!!!
Uma quebradinha básica no nariz, para acabar com o "bico de tucano".
Uma esticada nas bochechas, com o tal de fio russo.
Uma injeçãozinha de botox, pra erradicar o "bigode chinês"...
... E mais uma "botocadinha" generosa nos lábios, pra transformar a criatura na sósia tupiniquim da Angelina Jolie.
No pescoço, uma liposucção é suficiente para sumir, de vez, com o papo de pelicano.
E a recreação continua!!!
Nos seios, enquanto umas querem verdadeiros balões-surpresa de silicone, outras preferem substituí-los por meras "bexiguinhas".
E a festa não pára! Levanta daqui, infla dali, esvazia de um lado, compara com o outro, mede, re-mede, apalpa os dois e voilá... a magia está feita!
Depois disso, nada melhor do que uma guerra de canudinhos pra fazer a festa bombar. Basta sacá-los e, com destreza, porém, sem dó nem piedade, introduzí-los no organismo da convidada, digo, paciente, bombeando a gordurinha de seu abdômen e lipoaspirando, de uma vez por todas, a "piscina de bolinhas", presente nos culotes.
Quem lipoaspirar menos, é mulher do padre!!! E cuidado pro padre não alçar vôo, pendurado nos balões de oxigênio!
Enfim, o momento mais esperado da festa: a hora de cortar o bolo (ou melhor, a barriga) e abrir o presente. Um corte de lado a lado é suficiente. Depois, basta abrir, recortar o umbigo, puxar e esticar bem a pele, feito uma cama elástica, cortar o excesso e remendar tudo. Ah! E sem esquecer que, nos moldes da brincadeira "Acerte o rabo no burro", tem que acertar o umbigo de volta, em seu lugar de origem.
Babados e excessos extirpados, buracos fuxicados e cortes remendados, é hora, é hora, é hora de acordar a noiva de Frankenstein e lhe dar os parabéns pela coragem de enfrentar o bisturi, juntamente com o número da placa do caminhão, que ela vai jurar que lhe atropelou.... RÁ-TIM-BUM!
Pensa que acabou? Que nada! Ninguém vai embora sem a devida lembrancinha que, neste caso, é uma conta (bem obesa) pra pagar.... SUR-PRE-SA!!!
Se esta é a festa da hora, agradeço o convite! Prefiro comer e beber do bom e do melhor, curtir a festa da vida, até ficar bem velhinha... esperar o apagar das luzes e o soprar da minha velinha.

domingo, 3 de agosto de 2008

Desgraça pouca é bobagem!

Telejornal é o tipo de programa que eu deixei de assistir há anos. Simplesmente não dá para aguentar... é só desgraça em cima de desgraça. Prefiro ficar alienada às notícias do que ficar por dentro dos acontecimentos e deprimida em virtude disso.
Na verdade, os telejornais estão mais para programas de moda e comportamento do que, propriamente, um noticiário.
Agora, por exemplo, é moda pais atirarem filhos pela janela de edifícios, bandidos desfilarem por aí com fuzis AR-15, maridos esquartejarem mulheres e guardarem os pedacinhos dos corpos no freezer para fazer croquetes, alunos espancarem professores, adolescentes atearem fogo em índio e por aí vai. Tiroteio em favela, então, já não tem nem mais graça...
A bandidagem, hoje em dia, está tão experiente em esquartejar, degolar, estraçalhar, arrancar orelha, etc... que faz com que os famosos protagonistas dos filmes de terror americano, Jason e Chucky, pareçam meigos personagens de contos de fadas.
E ainda tem gente que faz questão de sentar na frente da TV (de preferência que esta seja de 49 polegadas, para propiciar uma visão melhor da desgraceira), para assistir o Jornal Nacional, que aliás, há tempos já deveria ter mudado o nome para Desgraça Nacional.
A coisa está de um jeito que se o sujeito quiser assistir um noticiário, tem que ter um kit básico de sobrevivência, senão é morte na certa.
Pra começar, tem que sentar afastado da televisão. Pra assistir de perto, só com capa de chuva, que é para não tomar um banho de sangue que, praticamente, jorra da tela da TV. Além da capa, tem que ter também um bom colete salva-vidas, para não morrer afogado no mar de lama que inunda os noticiários, diariamente.
Em segundo lugar, além de uma caixa de lenços de papel para enxugar as lágrimas, também tem que levar, pra perto da TV, alguns envelopes de estomazil, para aguentar aquelas notícias de embrulhar o estômago. Ah, sim, e uma boa dose de calmante também é recomendável!
Se a pessoa for cardíaca, melhor nem ligar o aparelho. Se for depressiva, também, pois corre o risco de cortar os pulsos antes do William Bonner dar o "Boa Noite" final.
Só o anúncio das principais manchetes já é suficiente para abalar o emocional de qualquer pessoa.
Tudo bem, eu admito que estou exagerando, afinal, nem só de matança "vive" um telejornal.
Tem também arrastão, mensalão, inflação, explosão, poluição, rebelião, vulcão em erupção e queda de avião.
Terrorismo, vandalismo, canibalismo, racismo e exorcismo.
Tornado, terremoto, tsunami, nevasca, enchente e seca.
Sequestro relâmpago, assalto à mão armada, buracos se abrindo no chão e engolindo pessoas e automóveis e também tem os incontáveis rombos nas contas do governo.
Tem presidente brincando de ser ditador e homem-bomba brincando de ser dinamite.
É tiroteio na linha vermelha, é combate à febre amarela, é a falta de consciência verde, é a polêmica da quota para os negros, é a extinção do boto cor-de-rosa e o ex-presidente que tem aquilo roxo.
Tem o caos incontrolável do tráfico de drogas e o caos insuportável do tráfego de veículos.
E o dólar sobe, e o dólar desce, e o salário mínimo não sobe e o preço dos remédios não desce.
É o escândalo do trabalho infantil e a absurda falta de empregos.
É gente se humilhando e catando lixo, é o tal de Mulholand comprando lixeira de mil reais.
É dívida externa, é problema interno...
É CMPF daqui, é CPI dali... e os políticos "FDP" não estão nem aí...
É o povão de barriga vazia e o povinho se preocupando com a barriga do Ronaldo.
É a desgraça da fome que nunca se acaba e a desgraça dos escândalos que só acabam em pizza.
É pai que mata filho e depois vai chorar sobre o caixão.
É filho que mata o pai e joga a culpa no irmão.
É o Obama se achando o tal e o tal de Osama que ninguém acha.
E, como se não bastasse a crise do setor aéreo e o "Aerolula" que não sai do ar, agora, até padre resolveu voar!!!!
Resumindo: o caos está instalado!
Pra não dizer que só dá notícia ruim, semana passada, vi anunciar no Jornal Nacional que acharam água em Marte. Aleluia!!! Finalmente, uma notícia boa!!! Ou melhor, seria boa se não fosse ruim, afinal o fato aconteceu há zilhões de quilômetros da face da Terra. Sem comentários!
Bem, amigos da Rede Globo e fãs de telejornais, a postagem vai acabando Aqui e Agora.
Fiquem agora com o Fantástico, o show da vida, que vem trazendo mais notícias tristes do Brasil e do mundo e o resumo dos principais acontecimentos bizarros da semana e, logo após, pra fechar o domingão com chave de ouro, tem o Tele Domingo, com as desgraceiras da nossa região.
E, como desgraça pouca é bobagem e a coisa sempre pode piorar, amanhã é segunda-feira!
Portanto... fé em Deus e pé na tábua!!!
Boa noite e até domingo que vem!

domingo, 27 de julho de 2008

Só para viajantes

Sou brasileira e rio grandina, mas isto é um mero detalhe. Fazer o que, se a cegonha não aguentou voar até o primeiro mundo e me largou quilômetros abaixo da Linha do Equador?
Antes de mais nada, sou terráquea e cidadã do mundo, por isso sinto a necessidade de cruzar fronteiras, rodar o mundo e viver a vida como ela é, onde quer que eu esteja.
Contrariando a vontade da cegonha, já cruzei a Linha do Equador e os Trópicos de Capricórnio e de Câncer, incluindo idas e vindas, umas 18 vezes. Até o Meridiano de Greenwich já atravessei. Mas tudo isso não interessa, pois são apenas linhas imaginárias que dividem a Terra. O que me interessa são as experiências que tive em cada país que já vivi. As pessoas acham estranho eu falar que já vivi na República Tcheca ou na Alemanha, por exemplo, mas eu não estava morta quando estive lá, então vivi, ora bolas.... o Brasil é apenas minha residência, o lugar onde eu moro.
É claro que, quando viajo, faço programas tipicamente turísticos, como visitar museus, igrejas, parques e até cemitérios. Mas, acima de tudo, assumo uma personalidade camaleônica, pois gosto de me misturar ao povo local, assumir seus hábitos, costumes e me tornar, ainda que temporariamente, uma americana, francesa, belga, etc...
Muitas pessoas, quando viajam, gostam de frequentar ótimos restaurantes. Tudo bem... é muito bom, realmente, mas eu não troco o restaurante mais refinado pela experiência de ter comido um cachorro quente, tipicamente americano (pão com salsicha e molho apimentado), sentada na escadaria do Museu de História Natural, em New York. Nem pelo maravilhoso pão com linguiça que degustei, numa bela tarde de domingo, sentada numa praça no centro histórico de Praga, na República Tcheca.
Ir a Veneza e não andar de gôndola, realmente não tem graça. Claro que não poderia deixar de fazer este programa, afinal, eu sou turista, mas na tentativa de me sentir nativa, também não abri mão de almoçar sentada na Piazza San Marco, espantando os milhões de pombos que tentaram roubar minha comida e tapando o copo do refrigerante com uma das mãos, para que ele não fosse alvo do bombardeio aéreo dos pombinhos.
Fazer um passeio de barco pela Baía de San Francisco, ver a ponte Golden Gate... tudo isso eu fiz, como boa turista que se preze. Ficar de biquíni numa movimentada praça no centro de San Francisco, só para apanhar sol.... isso eu não fiz (porque não estava de biquíni por baixo das roupas), mas sentei na praça para apreciar os costumes tipicamente locais.
Subir na Torre Eiffel e visitar o Museu do Louvre: programas indispensáveis para o turista que vai a Paris. Sentar numa cadeira do Jardim de Luxemburgo, apenas para ler um livro ou, então, comprar uma baguete, colocá-la debaixo do braço e sair comendo pela rua: programas indispensáveis para o parisiense. Eu aconselho... os quatro programas.
Não tenho hábito de ir a missas, mas se me perguntarem porque fui assistir uma missa, num domingo de manhã, na Catedral de Notre Dame, minha resposta é apenas uma: para viver a experiência!
Em Londres, já estive no Big Ben e no Palácio de Buckingham, entre tantos outros pontos turísticos, mas também já deitei na grama verde dos belos jardins do Regent's Park, no meio de um incontável número de londrinos, apenas para descansar e saber o que eles sentiam ao fazer isso... e posso dizer... isso é que é vida!
Em New York, já enfrentei fila para assistir espetáculo na Broadway e para subir no topo do Empire State, mas também já fiquei na fila de uma delicatessen só para saber qual é a graça de comprar um chocolate quente e sair tomando pela rua, como os americanos tanto costumam fazer. Tenho que admitir... tem um gosto especial. Também na Big Apple, já enfrentei fila em supermercado para comprar pão, frutas, refrigerante, sabonete Palmolive e pasta de dente Colgate. Isso é viver a vida como ela é...
Galerias Lafayette, Harrod's, Macy's, lojas de grife, lojas de souvenires.... sou frequentadora assídua, como todo turista. Farmácia, ferragem, padaria, livraria, casa lotérica, floricultura, mercado de pulgas... também sou frequentadora assídua, como todo nativo da cidade.
Já fiz passeio turístico em cemitério e, ao mesmo tempo, aproveitei para assistir um enterro que estava acontecendo naquele exato momento. Vocês devem estar achando que eu sou sem noção, né? Muito pelo contrário... vocês têm noção do que é ter a chance de vivenciar coisas do dia-a-dia em outro país? Pra mim, é como tirar na loteria! Não tem quem vá a Paris e não volte contando sobre seu passeio pelo Sena, sua visita ao Arco do Triunfo, etc.... Mas quantos vocês conhecem que já presenciaram um enterro na capital francesa?
Nesse misto de turista e nativa...
... não só aplaudi o Fantasma da Ópera, como também já gritei no meio de um protesto contra a crueldade a animais, em frente ao Madison Square Garden
... tomei maravilhosos cafés da manhã pelos hotéis em que me hospedei, mas também já paguei por um café da manhã, regado a burritos, num McDonald's da vida
... já enfrentei metrô em horário de pico
... andei em ônibus de linha, em Praga, sem entender patavinas do idioma tcheco
... enfrentei greve geral de transportes, em Amsterdam
... presenciei atropelamento em Berlim
... presenciei o incêndio de um prédio e uma perseguição policial em New York
... dei informações a turistas perdidos
... dei esmolas a necessitados
... fui abordada no calçadão de Lisboa para participar de uma entrevista sobre o governo português
... liguei televisão para assistir noticiário alemão...
Fora tantas outras coisas que não lembro, não por serem sem importância, mas sim por serem coisas simples do cotidiano e que, normalmente, não fazem parte da rotina de um turista comum.
Viajar é tudo de bom, fazer compras é uma delícia e voltar com duas malas de 32kg, cada uma, estribuchando de coisas é fácil, fácil para qualquer turista, mas na minha opinião, além disso, o principal é voltar carregada de histórias e experiências, bagagens estas, que jamais serão cobradas pelo seu excesso e que, acima de tudo, não correm o risco de serem extraviadas no primeiro aeroporto que aparecer.
Pense nisso! E se você tiver a oportunidade de botar o pé na estrada, correr o mundo, cruzar fronteiras, não desperdice esta chance, afinal, TUDO VALE A PENA SE A ALMA (E A MALA) NÃO É PEQUENA!!!

domingo, 20 de julho de 2008

Só para amigos

Queridos Amigos Reais e Virtuais:
Vocês foram inseridos em minha vida como um novo documento em branco e, aos poucos, foram sendo formatados, um a um, cada um com suas propriedades, cada um na sua versão, cada um ao seu jeito.
Apesar de nenhum de vocês ser uma cópia pirateada, bastou o primeiro "clic" para todos me infectarem com seus vírus.... seus vírus de amizade.
Uns chegaram de mansinho, passo a passo. Outros, pegaram um atalho. Alguns foram copiados e colados, outros arrastados e outros, ainda, foram simplesmente transferidos para o meu ambiente. Mas todos, a seu "modem", arranjaram um "(e-)mail" de deixar sua marca d'água e causar uma boa impressão.
Muitos estão ausentes, outros vivem ocupados... Mas de que me importa seus status, se todos estão gravados na minha memória?
Muitos de vocês são documentos compartilhados, outros são de acesso exclusivo. Alguns estão armazenados entre as minhas melhores imagens, outros, entre as minhas melhores músicas, mas todos, sem exceção, estão gravados na minha pasta de favoritos!
Além de meus amigos, vocês são também meu centro de ajuda e suporte, meus melhores utilitários.
Uns me fazem rir, quando estou "page down".
Outros me atualizam quando estou por fora das novidades.
Alguns movimentam minha vida quando estou em pause.
Alguns de vocês até inserem cor, quando tudo parece negro.
E outros, até me ensinam a ter paciência quando estou prestes a explodir feito um campo minado.
Não me importa seus layouts, seus históricos, suas pastas de origem e nem o modo como vocês foram instalados na minha vida, o que importa é que deixaram de ser um simples rascunho e foram salvos na minha pasta da AMIZADE. Todos deixaram de ser colegas, ou simples conhecidos, e foram renomeados como AMIGOS.
Podemos quebrar as páginas, desfazer ações, recortar imagens, excluir palavras... mas basta uma simples limpeza de cabeças ou uma estabilizada na voltagem, para deletarmos nossas diferenças e voltarmos a operar no modo normal. Não há "enter" que nos separe, nem lixeira que nos amedronte.
Amigos são assim... cada um segue o cursor da sua vida, sem, no entanto, deixar de ter acesso, ainda que remoto, à vida do outro.
Não existe uma fórmula pré-estabelecida para a amizade. A barra de ferramentas é a mesma para todos. Cabe a cada usuário definir o acesso e os padrões do programa, pesquisar, editar, selecionar, classificar e, assim, configurar sua própria fórmula.
O que importa é arquivar amigos, gravá-los em suas memórias e conectá-los, diretamente, no coração de seus sistemas, a fim de que vocês possam operar em rede de segurança.
Uma vez armazenados em seus bancos de dados, basta abrirem a pasta AMIZADE e acessarem seus contatos periodicamente.
Eckart Wintzen, um famoso, porém já falecido, empresário holandês, costumava dizer que conectar computadores é um trabalho, mas conectar pessoas é uma arte, portanto, se vocês querem adicionar mais e mais amigos em sua pasta de contatos, insiram sentimento e adicionem sinceridade em tudo o que vocês fazem.
Não permaneçam off-line por muito tempo, pelo contrário, estejam sempre em stand by, sempre prontos a ajudar.
Seguindo estas dicas, com certeza, suas redes de amigos será cada vez maior e mais sólida, como a minha.
Esta postagem não é uma dessas correntes que vocês têm que passar para meio mundo e, inclusive, me mandar de volta. Muito menos é uma cópia somente de leitura. Esta postagem, nada mais é do que a desfragmentação de sentimentos do meu disco rígido, popularmente chamado de coração.
Tenham certeza que, mesmo no dia em que eu estiver completamente obsoleta, nunca vou deletar vocês da minha memória.
É por isso que, em negrito e em itálico, desejo-lhes um FELIZ DIA DO AMIGO!
Beijos e Abraços, ou melhor, Bits e Bytes a todos!!!!!!!!!!

domingo, 13 de julho de 2008

Só para mulheres

Em plena escassez de homens no mercado mundial, deveríamos ficar contentes se arranjássemos um "Gasparzinho, o fantasminha camarada" para nos fazer companhia, mas ainda existem mulheres que sonham em fisgar "O homem de seis milhões de dólares".






Ora, amigas, o dinheiro compra casa própria, carro importado, casaco de vison e perfume francês, mas não compra a nossa felicidade. Então, me digam, pra que vocês querem um homem rico? Não que eu esteja lhes aconselhando a disputar um pobre a tapa (isso sim é coisa de pobre), apenas lhes digo que não se contentem com o 08 e nem sonhem com o 80. Vivam, sim, na realidade, façam a média aritmética entre os dois números e prefiram o cara ideal.... o homem classe média.






O homens ricos são objetos de desejo, enquanto que os pobres são vítimas de despejo. Já o homem "mediano" é um guerreiro, pois luta para ser desejado e não ser despejado.






Se você chegar numa festa com um milionário do seu lado, todas suas amigas e as amigas de suas amigas, vão ficar de olho nele e no bolso dele. Se for acompanhada de um pobretão, todas suas amigas e as amigas de suas amigas ficarão com um olho nele e outro na própria bolsa, com medo de que ele possa roubar alguma coisa. Mas, se você chegar com um cara de classe média, comunzinho, poderá curtir a festa sem ninguém lhe incomodar e sem se incomodar com os olhares alheios.





O rico, em geral, é sócio de vários clubes e tem mania de fazer programas culturais, como frequentar vernissages, leilões de obras de arte, etc.... O pobre, por sua vez, só tem carteirinha da FUNAI, pois é capaz de dar o único dente cariado que tem na boca, pra fazer um programa de índio, não importa se é uma quermesse em colégio ou um bingo beneficente da igreja. Já o homem classe média, além dos culturais e dos indígenas, ainda faz programas normais e populares, como passear no parque, ir ao cinema, etc...






Os homens medianos casam e, para comemorar a ocasião, fazem uma festa de acordo com suas posses. Os ricos, no entanto, organizam uma festa de arromba para comemorar seu enlace matrimonial. O pobre, coitado, simplesmente junta os trapos, sem festa nenhuma, pra não ficar com um rombo maior do que o já existente.






Falando em casamento, imaginemos, agora, como seria a convivência com cada um dos três tipos de homem em questão.




O rico desperta pela manhã, alonga o corpo, ergue-se de seu colchão de molas, dirige-se a sua suíte master, banha a face, escova as madeixas e se senta à mesa de vidro bisotê, para ingerir seu farto desjejum, regado a brioches, croissants, salame italiano e queijo brie, uma chávena de chá inglês, um copo (de cristal Baccarat) de leite integral e um cálice (de cristal de Murano) de suco de laranja natural. Credo... quanta frescurite!





O pobre arregala os olhos pela manhã, se contorce todo, estalando os ossos do corpo, levanta o esqueleto do estrado da cama, se arrasta até à "casinha", jogua água na cara, passa um pente nas "quilinas", puxa um mochinho para perto da mesa e vai engolir o seu minguado café, regado a um pedaço de pão dormido com "mortandela", uma "xícra" (lascada e sem asa) de chá de folha de boldo (amassada de véspera), um copo (daqueles de requeijão, ainda com o rótulo) de leite desnatado (que mais parece uma água suja) e outro copo (de "prástico") de kisuco de laranja. Misericórdia! Valei-me São Robin Hood, que visão do inferno!





O sujeito classe média, por sua vez, acorda pela manhã, espreguiça-se, levanta o corpo de seu colchão de espuma, vai ao banheiro, lava o rosto, penteia os cabelos, puxa uma cadeira e senta à mesa para tomar um bom café da manhã, com pão francês, queijo e presunto, uma xícara de chá preto, um copo (Nadir Figueiredo) de leite semi-desnatado e uma taça de suco de laranja em caixinha. Ah.... finalmente alguém normal na face da Terra!!!




Ricos são cheios de frescura mesmo... além de viverem de dieta, ou melhor, em sistema de reeducação alimentar, só vão a restaurantes finos, onde servem escargots, lagostas e todos aqueles pratos que mais parecem obras de arte do que comida.




Pessoas de classe média, estas sim, fazem dieta. Apesar disso, gostam de frequentar bons restaurantes e não apenas para comer caracol nem siri, mas, também, para provar comidas de verdade, com sustança, ricas em cálcio, vitaminas e sais minerais.




Os pobres, tadinhos, fazem economia, então não podem se dar ao luxo de ir a um restaurante comer lesma nem sardinha. E, se tem a oportunidade de ir, vão aos lugares especializados no sistema de bandejão do buffet por quilo.




Aliás, também é bom lembrar que, diferentemente dos homens medianos, que mastigam os alimentos, os ricos deglutem as refeições e os pobres engolem os engasga-gatos.




Na verdade, ricos e pobres, apesar dos vários zeros que os distingue, são pessoas que levam uma vida sem graça, pois ambos só sabem apreciar as coisas ao seu redor. Os ricos, por exemplo, são montados na grana e só apreciam bons vinhos, boas músicas, boas roupas, etc... Os pobres, por sua vez, podem até gostar de bons vinhos, boas músicas, boas roupas, mas como não tem dinheiro para comprar, ficam só apreciando. O classe média não só aprecia mas, se for preciso, dá um cheque voador para tomar bons vinhos, ouvir boas músicas e comprar boas roupas. Isso é que é vida!!!





Rico também tem umas manias chatas. Vive malhando, cuidando do corpo. Se tem uma "barriga de tanquinho", é sarado. Se tem uma barriguinha saliente, logo dá a desculpa de que é gordura localizada. Pobre não tem tempo nem dinheiro pra cuidar do corpo e também não malha, pelo contrário, só é malhado. Além disso, só tem barriga de tanquinho quando fica na beira do tanque lavando roupas e, se tem uma barriguinha saliente, não tem desculpa... é vermes. Já os privilegiados representantes da classe média podem ter gordura localizada, vermes, "barriga de tanquinho", "barriga de cerveja", pneus, gases, etc... mas a única desculpa que inventam é a de que tudo não passa de excesso de gostosura.




Fora isto, rico vive sempre no seu mundinho e prefere exsudar na sua própria academia de ginástica, enquanto o cara classe média gosta de conviver com outras pessoas, por isso, prefere transpirar na academia mais badalada da cidade, mesmo que tenha que fazer uma ginástica com o dinheiro para pagar a mensalidade. E os pobres? Os infelizes já suam feito uns porcos, fazendo ginástica e malabarismo com o pouco que ganham para sobreviver, então, academia nem pensar.




Se você sonha em formar família com um homem, morar numa casa de tijolinho à vista, com uma linda cerquinha de madeira, pintada de branco, um jardinzinho cheio de amores-perfeitos e neste belo cenário criar seus filhos e, além disso, ter um carro popular na garagem e um cachorro dálmata no quintal, procure um homem classe média com urgência.




Ricos não formam famílias, formam clãs. Se você casar com um rico, irá residir numa mansão revestida com tijolos vindos das pirâmides do Egito, não terá a sua bela cerquinha branca de madeira, mas sim um muro alto de tijolos e uma cerca elétrica. E pode esquecer, também, seu jardinzinho com amores-perfeitos, pois não haverá espaço para eles entre os filodendos e calatéias. Ricos também não tem filhos, mas sim prole, herdeiros. Você não terá um nem dois carros na garagem, terá vários, todos blindados, mas nenhum será o carro popular que você tanto sonhou. Ao invés de um dálmata, você terá um Podengo Ibicenco montando guarda em seu quintal. Pense nisso....




Mas não esqueça de pensar também no homem pobre... ele não forma família, não tem filhos. Pobre se arranja com uma mulher e dá cria. Com ele, sua casa não terá um muro, nem uma cerca elétrica, mas também não terá sua cerquinha branca. Terá um alambrado feito de garrafas pet, cheias de areia grossa. Um puxadinho modesto (de apenas 02 cômodos), revestido de latas de óleo será o lar, doce lar, de vocês. No lugar do jardim, apenas um areial com várias espécies de ervas daninhas, rosetas e pega-pegas. Sob o alpendre, um fuscão preto, ano 68, sem uma das rodas, comido pela ferrugem e, no fundo do quintal, amarrado a um fio de luz, um cusco sem raça definida, cruza de pastor alemão made in China com poodle toy paraguaio, que mais parece o urso do cabelo duro que acabou de escapar de um tornado.





Se você curte viajar, também recomendo o cara classe média, ou melhor, classe executiva. O negócio dos ricos é fazer viagens de negócio ou para destinos exóticos como Butão ou o Monte Everest. E sempre instalados na primeira classe das mais modernas aeronaves, degustando caviar e bebendo champagne. O classe média, o que vive de acordo com a realidade, gosta de viajar para lugares turísticos conhecidos, como Paris, New York, nordeste brasileiro, etc... Se puder, viaja de classe executiva e aproveita para comer um bom frango grelhado acompanhado de um cálice de vinho. Já o pobre, bem... pra começar, pobre só viaja na maionese. Os que tem alguma economia guardada embaixo do colchão, preferem massacrar a coluna, por horas, dentro de um ônibus semi-leito, enchendo a cara de "cocretes" caseiros e uma latinha de baré-cola, do que comprar uma passagem na classe econômica de um avião.






Se, ao invés de viajar, seu passatempo favorito é jogar, não tem como o homem classe média para lhe acompanhar. Ricos não tem passatempos, tem hobbys. E entre uma partida de golfe e outra, jogam seu dinheiro fora com bobagens como um relógio Rolex, um terno Armani ou uma Ferrari.


O pobre tem carnês para pagar, ou seja, não tem tempo para passatempos e acha que hobby nada mais é do que aquele chambre de seda que os ricos usam. O único jogo que lhe interessa é o jogo do bicho, que no final das contas, é a única chance de ganhar algum troco extra para o leitinho dos moleques.


Os classe média jogam de tudo um pouco... jogam stop, banco imobiliário, baralho, conversa fora, dinheiro para o alto e charme para cima da mulherada.







Por último, mas não menos importante, lembre-se que todos os homens, independentemente de suas classes sociais, são humanos e, portanto, erram. Digo, homens classe média erram. Ricos se equivocam e pobres se atrapalham com as idéias e dão nó na cuca. Ricos cometem gafes, pobres pagam mico. Ricos tem crises de indignação, pobres armam barracos. Então, porque não ficar somente com os caras que simplesmente erram?






Bom, o alerta está feito! Se ainda assim, você é do tipo que quer passar a vida comendo foie gras com champignon, dando ordens à criadagem, sendo assolada pelo medo de assaltos, jogando xadrez e visitando os filhos no colégio interno na Suíça, pegue seu cofrinho ambulante e tudo de bom, mas lembre-se, dinheiro em excesso não é sinônimo de felicidade.







Se, ao contrário, quer passar a vida comendo guisado de cebola com salsicha, recebendo ordens de despejo, sendo assombrada pelo medo de ser confundida com um assaltante (correndo o risco de acabar no xadrez) e tendo que passar a noite na fila, para conseguir uma vaga pro seu filho, num colégio de 5ª categoria, abrace o pobre mais próximo e seja o que Deus quiser, mas lembre-se, a falta de dinheiro é antônimo de felicidade.






Agora, se você ouviu meus conselhos e não se importa de passar o resto de sua vida comendo bife a cavalo com ovo "estrelado", dando ordens à faxineira, recebendo ordens de seu patrão, preocupada com o assalto que é o preço daquela camisa xadrez que você tanto quer e tendo que ir à reunião de pais e mestres na escola do seu filho, então, o cara classe média é o homem dos seus sonhos. Neste caso, minha amiga, entre na fila, atrás de mim e boa sorte, mas lembre-se, dinheiro não compra a felicidade, mas compra um lugar na fila.