domingo, 28 de setembro de 2008
Blogueiros também tiram férias
domingo, 14 de setembro de 2008
Salada eleitoral
domingo, 7 de setembro de 2008
Posso cuidar???
domingo, 31 de agosto de 2008
Aquilo roxo e muito mais
domingo, 24 de agosto de 2008
Recordar é viver
Saímos de Rio Grande, no ônibus das 02 da manhã, com destino a POA. Como era madrugada e estava frio, enfiei um blusão de lã antes de sair de casa. Ao entrarmos no ônibus a temperatura interna era de 25ºC! Nem preciso dizer que antes de passarmos pela Junção meu banho já tinha vencido... e pior: o próximo banho seria somente no dia seguinte, em Londres. Passamos a manhã dormindo, sentados, no aeroporto Salgado Filho, aguardando o vôo para SP. Chegamos no aeroporto de Congonhas, em SP, e ainda tivemos que nos deslocar para o aeroporto de Guarulhos (sorte que há um ônibus que liga os dois aeroportos), de onde sairia o vôo para Frankfurt. Horas (literalmente) mais tarde, pegamos o vôo para "Franco forte" (como pronunciava a comissária de bordo, em português, com sotaque alemão). Das dez horas e quarenta minutos de vôo, o bendito avião sacolejou durante umas oito horas e meia...
Chegamos em "Franco forte", cansados, mas ainda esperamos mais algumas horas (literalmente) para pegar outro vôo para Londres.
Esbugalhados, chegamos em Londres, loucos por um banho e algo horizontal, no qual pudéssemos estirar nossos massacrados esqueletos. Banho tomado, deitamos em berço esplêndido, às 22h30min (horário britânico), mas não eternamente, pois às 23h50min o alarme de incêndio do hotel disparou e levantamos às pressas. Colocamos as roupas por cima dos pijamas, enfiamos nossas havaianas (sim, porque num incêndio nada mais providencial que havaianas, pois não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras! Detalhe: coloquei as do meu pai e ele colocou as minhas, já que eram modelos iguais, porém, tamanhos diferentes. Nem preciso dizer que enquanto eu estava com umas "lanchas" nos pés, ele estava fazendo malabarismo pra conseguir caminhar com um par de chinelos bem menor que os pés dele), pegamos as passagens, documentos e dinheiro e saímos chispando (leia-se: correndo e não com chispas de fogo). Antes de abandonarmos o quarto olhei pelo olho mágico da porta (o quarto ficava em frente à escadaria do hotel) para ver a movimentação. A porcaria do olho (o da porta, não o meu) estava arranhado e parecia que a escada estava tomada de fumaça. Eu abri a porta e vi que não tinha fumaça nenhuma... Aí entendi porque se chama olho mágico! Mas o pior... ainda tranquei a mala com cadeado!!! Me diz pra quê????? Se ia torrar tudo, pra que passar cadeado na mala??? Só se fosse para o caso dos bombeiros atirarem as malas pela janela!!! Enfim, corremos pela escada (com os chinelos trocados), chegamos no hall do hotel e o cara veio com a cara mais deslavada, pedindo "one thousand de sorrys", porque o alarme era falso, ou melhor, o incêndio era falso. Resumindo: chegamos no quarto e caímos na gargalhada. Mas o pior não é isso: esta é a segunda vez que nos hospedamos neste hotel e a segunda vez que isto acontece...
Mas o pior do pior ainda não é isso: em Praga, houve um princípio de incêndio no andar em que estávamos hospedados. Soou o alarme, teve polícia, bombeiros... o maior fuzuê.... e nós não vimos nadica da nada. Só soubemos no outro dia. Fomos dormir com os anjinhos e quase acordamos nas labaredas do inferno, feito frango assado!
De Londres fomos, de trem, para Paris. Chegando lá, um espanhol velho, gordo, barbudo e de colinha foi nos buscar para levar ao hotel (Paris estava totalmente em obras, pois o prefeito mandou diminuir o meio das ruas e aumentar as calçadas, por este motivo, o trânsito, que já era um caos, estava um pavor). Para piorar, chegamos na tal "noite branca", que acontece todos os anos, ou seja, é uma noite em que tudo funciona como se fosse dia: museus, órgãos públicos, enfim, tudo funciona normalmente. Então, o povo estava nas ruas, em massa. O motorista, indignado com o caos, ficava xingando Deus e todo mundo que passava, carro ou pedestre, de idiota para baixo. Como se não bastasse falou mal até do prefeito. Disse: "Este hombre além de bixa és un idiota!!!" Ficamos nos olhando perplexos... (claro que, no final da viagem, descobrimos que o prefeito de Paris é homossexual assumidérrimo), mas enfim....
Na saída de Amsterdam para Bremem (na Alemanha), duas brasileiras ficaram para trás, pois entenderam que o ponto de encontro para saída da excursão era outro. Resumo: estavam a uma quadra de distância do local combinado. Esperamos meia hora por elas, como não chegaram, fomos embora para a Alemanha. As dita cujas tiveram que pegar um trem para Bremem e, chegando lá, tiveram que comprar um monte de cartões telefônicos para ligar para todos os hotéis da cidade até descobrir em qual hotel estava hospedado o nosso grupo. As infelizes nem sabiam o nome do hotel. Mas o mais incrível é que chegaram no hotel antes da gente, pois o nosso ônibus tinha 02 andares e, ao chegar em Bremem (às 22h30min) havia um viaduto baixo, sob o qual o ônibus não passava. Pediram informação para um cara na rua, sobre outro caminho que poderíamos tomar. O ônibus deu uma ré, fez uma enorme volta na cidade e pasme... outro viadutinho igualzinho... Foi então que o povo da excursão começou a achar graça e dar palpites esdrúxulos. Uns diziam que iríamos dormir no ônibus. Outros, que iríamos a pé para o hotel, puxando mala pela rua. O pai, por exemplo, sugeriu que esvaziassem os pneus, pois assim o ônibus ficaria mais baixo e passaria tranqüilo.
Foi então, que o motorista resolveu passar assim mesmo, bem devagarinho... pra nossa sorte, já que estávamos no andar superior. Ufa!!! O ônibus passou sem encostar no viaduto (mas tirou um fininho) nem decepar ninguém.
No dia seguinte, no café da manhã (ainda em Bremen) roubaram a bolsa de uma moça uruguaia que estava na nossa excursão. A criatura largou a bolsa na mesa e foi buscar um suco. Quando voltou... SURPRESA!!! Tinham levado a bolsa com passaporte, passagem, todo dinheiro (mil e tantos euros e mais novecentos e tantos dólares) e chave das malas. Chamaram a polícia alemã, que chegou dizendo que iria revistar todo mundo.... No fim, fomos embora para Berlim e lá fizemos uma vaquinha para ajudar a coitada, que não tinha um euro para pagar o banheiro (sim, na Alemanha os banheiros públicos são pagos). Ela ficou em Berlim para tirar novo passaporte e não sei o que foi feito dela.
Mas a coisa não pára por aí..... Em Berlim, no hotel, antes do city tour começar, a coisa mais bizarra da excursão aconteceu: encontrei um colega de serviço, mas que, atualmente, trabalha em outra cidade. Um olhou para a cara do outro, pensando: "Conheço esta pessoa de algum lugar!?!?!" Quando nos reconhecemos, fomos nos cumprimentar com os tradicionais três beijinhos e o meu pai ficou olhando sem entender nada, afinal, quem eu poderia conhecer na Alemanha????????? Meu colega vinha dos países nórdicos (Noruega, Dinamarca e Suécia) e se juntou ao meu grupo em Berlim. Daí, fomos juntos até Veneza. Aí foi que eu percebi que, realmente, o mundo é pequeno!
Quando o city tour ia começar, veio o carro da polícia e mandou parar o ônibus... Não tinha nada a ver com o roubo da bolsa da mulher!!! É que na Alemanha, carros não têm limite de velocidade, mas ônibus não podem ultrapassar os 80 km. Os policiais entraram no ônibus para revisar o tacógrafo. Para nossa sorte, o motorista não ultrapassou o limite, senão o ônibus seria apreendido.
Ainda durante o city tour pela capital alemã, mais precisamente em frente ao que restou do muro de Berlim, uma bicicleta atropelou uma pernambucana da nossa excursão. Na Alemanha e na Holanda, bicicletas têm preferência de passagem. Parecia vídeo-cassetada, mas ainda bem que a mulher não se machucou.... muito.
Falando em muro de Berlim, comprei um pedaço (leia-se: uma lasca) do dito cujo para trazer para casa. Duvido muito que seja do muro legítimo, devido ao ótimo estado de conservação, mas o que um turista não faz por uma boa recordação de viagem e para ter um pedaço da história em casa, não é mesmo???
Também em Berlim, a mesma pernambucana atropelada, precisou da nossa ajuda para resolver o problema com a chave do quarto, que não funcionava. Fomos à recepção do hotel, onde o pai falou, em inglês, com o cara, pois a chave da mulher não abria a porta. O cara dizia que era porque havia sido bloqueada, pois a excursão dela já havia partido ao meio dia. Como assim?!?!?!?!? A excursão dela era a mesma nossa e só partiríamos no dia seguinte. Até que as pernambucanas lembraram que haviam trocado de quarto com um casal com filhos, mas só de boca (pois o cara do hotel disse que não precisava alterar no sistema). Só que o casal com filhos havia partido ao meio dia, então, diante disto, o hotel bloqueou as chaves, com base na informação do sistema. A mulher que tinha um sotaque pernambucano, carregado de "ó xentes" e "aperreados", ficou apavorada, pois se tinham bloqueado o quarto, o que haviam feito com as bagagens dela? E as calçolas e sutiãs que havia deixado "pendurádios" (assim mesmo, com sotaque ao estilo seu Crêisson) no quarto? O pai perguntou pro cara sobre a bagagem e o maleteiro veio de uma saleta com as malas dela e da outra pernambucana que estava no mesmo quarto, sendo que as calçolas e sutiãs estavam "guardádios" em sacos plásticos com o nome do hotel. O cômico é que o cara falava alemão e ela falava com ele em pernambuquês e ninguém se entendia. Mas no final, tudo foi solucionado e rendeu boas gargalhadas.... óbvio!
Na saída de Dresden (ainda na Alemanha) para Praga, a estrada estava interrompida para obras e o motorista do nosso grupo se perdeu (aliás, se perdia sempre, pois o motorista e a guia do nosso grupo nunca tinham feito aquele roteiro). Ficamos rodopiando e sempre voltando para Dresden, até que o motorista parou o ônibus em plena estrada (na pista, não no acostamento) e desceu para perguntar para outro carro que vinha no sentido contrário, que também parou na pista (frise-se que não houve engarrafamento, nem se ouviu nenhuma buzina de outros carros, muito menos ninguém foi mandado para a "pulga que se partiu". Motorista de 1º mundo é outra mentalidade). Explicações dadas, o motorista seguiu o trajeto, mas chegou em um trecho da estrada em que havia pista única, pois a outra estava interrompida para reformas. O sinal estava aberto para os que vinham em sentido contrário. Querido Diário, pergunto: Você acha que ele esperou??? Tolinho!!!! Ele enfiou o buzão na pista e parou tudo. Ninguém entrava nem saía. O "motora" do nosso buzão (um espanhol esquentado) desceu e foi afastar os cones da pista, fazendo gestos para o pessoal que vinha em sentido oposto passar pela pista interrompida. É mole??? Como disse, motorista de 1º mundo é outra mentalidade. Claro que ninguém passou, claro que ele teve que dar ré, claro que todos nós, dentro do ônibus, caímos na gargalhada e, é mais do que claro, que o pai filmou tudo.
Em Praga (além do episódio do incêndio que não vimos), já estávamos dentro do ônibus para seguir viagem para a Áustria, quando o pai falou-me de duas senhoras que estavam deixando nosso grupo para seguir viagem para Budapeste. Desci para dar um tchau a elas e, de repente, vi o pai do lado de fora do ônibus já me chamando... e o ônibus começou a ir embora... Comecei a gritar tchau pras mulheres e saímos correndo pelo estacionamento do hotel, fazendo sinais desesperados para que o motorista nos avistasse pelo retrovisor. Corremos feito uns retardados e o ônibus, léguas a nossa frente, fez uma manobra e...... estacionou em um box... ou seja, pagamos um micaço daqueles, já que estava cheio de gente na frente do hotel, em Praga, e a praga do motorista estava só estacionando a praga do ônibus e não indo embora de Praga para todo o sempre. É ou não é de rogar uma praga???
Em Salzburg, na Áustria, não aconteceu nada de bizarro, mas isso porque não deu tempo, já que chegamos às 16h e saímos às 17h. Fiquei indignada!!! Mas, pelo menos vi a casa onde nasceu o Mozart e o palácio onde foram feitas cenas de "A Noviça Rebelde".
Diário, existe coisa pior do que um bando de uruguaios, chilenos e colombianos cantando, em espanhol, por horas e horas, durante uma viagem de horas e horas, dentro de um ônibus que não tem banheiro???
SIM !!!!!!!!!!!!!!!! Um bando de mexicanos contando piadas (pesadas), em espanhol, durante horas e horas, numa viagem de horas e horas, e dando gargalhadas, ou melhor, urros, nos ouvidos dos outros que querem dormir ou simplesmente ficar quietos. Alguma coisa pode ser pior do que isto???
SIM !!!!!!!!!!!!!!!!! Um bando de mexicanos que se juntou a um bando de uruguaios, chilenos e colombianos, para contar piadas e cantar, em espanhol, durante horas e horas, numa viagem de mais ou menos 850 km de distância, num ônibus sem ar condicionado e sem banheiro, dando urros nos ouvidos dos outros e, ainda por cima, se atirando nas poltronas do ônibus, fazendo com que o encosto destas batesse sempre nos teus joelhos. Visão do inferno??? Quadro da dor sem moldura??? NÃO!!!!!!! É a descrição de nossa viagem entre Viena e Veneza.
Pra nosso alívio, os "hermanos" desceram em outro hotel, pois iriam seguir viagem para Florença e nós iríamos para a Suíça. Meu colega de srviço desceu junto com os baderneiros, pois também ia para Florença. Pensa que a noite acabou aí? Que nada! O motora era quem tinha que tirar e botar as malas, sozinho, no ônibus, todo o santo dia. Depois de descarregar as malas dos bagunçeiros, apareceram mais umas 30 malas (que até hoje não sei de quem eram, já que ninguém embarcou no ônibus) para serem colocadas no buzão. Só que não tinha mais lugar.... O cara, que já não era atacado nem nada, começou a jogar (literalmente) as malas em tudo que era buraco, inclusive, no corredor do ônibus e tudo isto, ao som de pérolas da língua espanhola como: "Puta de la madre" e "Mierda". Como podes ver, Diário, aprimorei ainda mais meu vocabulário em espanhol!
Como desgraça pouca é bobagem... e a noite é uma criança em qualquer lugar do mundo, quando chegamos no quarto do hotel, fui abrir a mala e vi que a mesma estava rasgada. Um rombo enorme!!! Aí foi a nossa vez de proferir uns "Puta de las madres e mierdas!" Os infelizes (leia-se: nós) ainda tiveram que costurar a mala antes de dormir (por precaução, por experiências anteriores e, neste caso, por sorte, sempre carregamos um kit de costura na bagagem).
Tivemos um ótimo dia em Veneza, apesar de eu não achar a cidade nada romântica.
Não lembro de nenhum incidente na Suíça. O motorista já era outro, mas a guia, que já havia trocado, voltou a ser a mesma, para nossa desgraça, pois era um fracasso total. O "clone" do ator Hugo Carvana, o guia que havia trocado com ela, também era um fracasso, além de fumante inveterado! Dava as explicações com o cigarro nos beiços. Tu nem enxergavas o homem no meio do fumacê!!!! Se estivéssemos em Londres, juraria que era o fog.
Após vários dias viajando de ônibus (em média 800 km por dia), retornamos a Paris e a excursão, junto ao grupo da Europamundo, terminou. Fomos para outro hotel, no coração da cidade, e ficamos mais três dias, por nossa conta. Não recordo nenhum episódio que chamasse a atenção. Ah, lembrei: quando saímos um dia, pela manhã, nossa TV do quarto era comum e, quando voltamos, à noite, era uma TV de plasma. Pelo menos algo de bom!!!
Enfim, chegou o dia de partir........
Agora pergunto, Querido Diário, você que é tão viajado, por acaso já viu alguma comissária de bordo com ataque de riso no momento da demonstração das medidas de segurança???
Pois foi o que aconteceu no vôo da Lufthansa, de Paris para Frankfurt. A mulher teve um ataque de riso (sem gargalhadas, mas chegou a chorar de rir). Acredito que tenha sido por alguma coisa que outro colega tenha dito ou feito, pois ela não parava de olhar para a classe econômica e rir, rir, rir.... Nós, que fomos acomodados, sem pedir, na classe executiva, ou seja, que tínhamos um motivo para rir sozinhos, não entendemos nada.
Como disse antes, para a nossa sorte, neste vôo nos colocaram na classe executiva...
... para nosso azar, o mesmo vôo atrasou tanto, que perdemos o vôo de Frankfurt para SP
... para um azar, maior ainda, ficamos só com a roupa do corpo, pois nossas malas ficaram retidas com a Lufthansa
... para nossa surpresa, nos colocaram num vôo da Air France, no dia seguinte, à noite, de volta para Paris (num Fokker 100), ou seja, fomos apenas dormir e passar o dia na Alemanha!!!
... para nosso contentamento, durante o trajeto Paris - SP, o avião sacolejou menos horas durante a noite (mas as vezes em que sacudiu, foram mais fortes que na ida, tanto que o comissário quase caiu por cima de mim na hora da janta). O avião dava umas quedas e eu não sabia se me agarrava na cadeira ou se agarrava o prato da comida! Ou se me agarrava no comissário!!!
... para nossa felicidade, chegamos em SP e, finalmente, pude abrir a mala para pegar meu tão sonhado objeto de consumo: o DESODORANTE!
...para nosso último trecho aéreo, entramos no avião da TAM para POA e aí... pensa que acabou? Que nada! Não tinha piloto, meu filho! Esperamos uma meia hora até que chegasse o piloto que vinha de outro vôo. Parecia até cena do filme "Apertem os cintos, o pitoto sumiu".
... para alegria geral da nação, fecharam as portas da aeronave!!! Hora de apertar os cintos, colocar o encosto das poltronas na posição vertical e ficar aguardando as instruções para caso de emergência que o comissário de bordo ia nos passar. E ficamos só aguardando mesmo... O comissário pegou o interfone para falar com os passageiros e... tchan, tchan, tchan, tchan!!! O bagulho não funcionou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tentou falar, em vão, com a cabine do comandante. NADA! Tentou falar, novamente, com os babacas que estavam de bunda quadrada, há horas, no avião.... NECAS DE PITIBIRIBA!!!!! Tentou falar com os comissários que estavam no fundo do avião... MUDINHO DA SILVA!!!!
... para nosso desgosto, abriram as portas do avião, de novo, e chamaram o pessoal da manutenção, que levou mais de 40 minutos para solucionar o problema, diante de centenas de olhares curiosos e, diria até, apavorados dos passageiros que estavam na aeronave. A galera do fundão, começou a vir para a frente e perguntar o que se passava, já que ninguém dava explicação nenhuma. Nós assistimos tudo de camarote, pois estávamos na 2ª fileira. Ou melhor, eu assisti tudo de camarote, pois o pai dormiu, acordou, dormiu, acordou e o avião continuava ali, estagnado.
... para alívio do povo, tudo voltou a funcionar e, enfim, decolamos!!! Com 01 hora e meia de atraso, claro! Mas pelo menos chegamos sãos e salvos em POA (debaixo de chuva, mas depois de tudo, isto era o de menos).
Com o atraso do vôo, perdemos também o ônibus das 10h para Rio Grande e ainda esperamos sentadinhos na Rodoviária de POA, até o meio dia (embalados pela trilha sonora das carreatas dos políticos.... rsrsrsrsrs, só rindo!!!) Ah, e com as mesmas roupas que havíamos saído de Paris, uns dois dias antes.... Sem comentários!
Chegamos em casa, finalmente, às 17h (sim, porque os ônibus da Planalto ainda demoram mais para chegar, do que os do DATC).
E assim, terminou mais uma bela indiada, digo, viagem pela Europa.
Tô brincando!!! Apesar de tudo, foi ótimo e estas histórias são as coisas divertidas que ficam para contar para os amigos, depois que a gente chega.
Senão seria tudo muito monótono, não achas?
Fabiane
P.S.: E olha que nem mencionei que meus tênis começaram a rasgar, que a jaqueta do pai se descosturou toda, que ele quebrou o guarda-chuva a pauladas (e comprou outro que se quebrou, em menos de duas horas de uso, com o vento forte), que a calculadora que o pai levou também foi quebrada, por ele, a pauladas, que o zíper da mala do pai estragou e que ele esqueceu o adaptador da máquina fotográfica (aquele plug que vai na tomada) em um dos hotéis. "
domingo, 17 de agosto de 2008
Sem postagem
domingo, 10 de agosto de 2008
Festa do Estica e Puxa
domingo, 3 de agosto de 2008
Desgraça pouca é bobagem!
domingo, 27 de julho de 2008
Só para viajantes
domingo, 20 de julho de 2008
Só para amigos
domingo, 13 de julho de 2008
Só para mulheres
Ora, amigas, o dinheiro compra casa própria, carro importado, casaco de vison e perfume francês, mas não compra a nossa felicidade. Então, me digam, pra que vocês querem um homem rico? Não que eu esteja lhes aconselhando a disputar um pobre a tapa (isso sim é coisa de pobre), apenas lhes digo que não se contentem com o 08 e nem sonhem com o 80. Vivam, sim, na realidade, façam a média aritmética entre os dois números e prefiram o cara ideal.... o homem classe média.
O homens ricos são objetos de desejo, enquanto que os pobres são vítimas de despejo. Já o homem "mediano" é um guerreiro, pois luta para ser desejado e não ser despejado.
Se você chegar numa festa com um milionário do seu lado, todas suas amigas e as amigas de suas amigas, vão ficar de olho nele e no bolso dele. Se for acompanhada de um pobretão, todas suas amigas e as amigas de suas amigas ficarão com um olho nele e outro na própria bolsa, com medo de que ele possa roubar alguma coisa. Mas, se você chegar com um cara de classe média, comunzinho, poderá curtir a festa sem ninguém lhe incomodar e sem se incomodar com os olhares alheios.
O rico, em geral, é sócio de vários clubes e tem mania de fazer programas culturais, como frequentar vernissages, leilões de obras de arte, etc.... O pobre, por sua vez, só tem carteirinha da FUNAI, pois é capaz de dar o único dente cariado que tem na boca, pra fazer um programa de índio, não importa se é uma quermesse em colégio ou um bingo beneficente da igreja. Já o homem classe média, além dos culturais e dos indígenas, ainda faz programas normais e populares, como passear no parque, ir ao cinema, etc...
Os homens medianos casam e, para comemorar a ocasião, fazem uma festa de acordo com suas posses. Os ricos, no entanto, organizam uma festa de arromba para comemorar seu enlace matrimonial. O pobre, coitado, simplesmente junta os trapos, sem festa nenhuma, pra não ficar com um rombo maior do que o já existente.
Falando em casamento, imaginemos, agora, como seria a convivência com cada um dos três tipos de homem em questão.
O rico desperta pela manhã, alonga o corpo, ergue-se de seu colchão de molas, dirige-se a sua suíte master, banha a face, escova as madeixas e se senta à mesa de vidro bisotê, para ingerir seu farto desjejum, regado a brioches, croissants, salame italiano e queijo brie, uma chávena de chá inglês, um copo (de cristal Baccarat) de leite integral e um cálice (de cristal de Murano) de suco de laranja natural. Credo... quanta frescurite!
O pobre arregala os olhos pela manhã, se contorce todo, estalando os ossos do corpo, levanta o esqueleto do estrado da cama, se arrasta até à "casinha", jogua água na cara, passa um pente nas "quilinas", puxa um mochinho para perto da mesa e vai engolir o seu minguado café, regado a um pedaço de pão dormido com "mortandela", uma "xícra" (lascada e sem asa) de chá de folha de boldo (amassada de véspera), um copo (daqueles de requeijão, ainda com o rótulo) de leite desnatado (que mais parece uma água suja) e outro copo (de "prástico") de kisuco de laranja. Misericórdia! Valei-me São Robin Hood, que visão do inferno!
O sujeito classe média, por sua vez, acorda pela manhã, espreguiça-se, levanta o corpo de seu colchão de espuma, vai ao banheiro, lava o rosto, penteia os cabelos, puxa uma cadeira e senta à mesa para tomar um bom café da manhã, com pão francês, queijo e presunto, uma xícara de chá preto, um copo (Nadir Figueiredo) de leite semi-desnatado e uma taça de suco de laranja em caixinha. Ah.... finalmente alguém normal na face da Terra!!!
Ricos são cheios de frescura mesmo... além de viverem de dieta, ou melhor, em sistema de reeducação alimentar, só vão a restaurantes finos, onde servem escargots, lagostas e todos aqueles pratos que mais parecem obras de arte do que comida.
Pessoas de classe média, estas sim, fazem dieta. Apesar disso, gostam de frequentar bons restaurantes e não apenas para comer caracol nem siri, mas, também, para provar comidas de verdade, com sustança, ricas em cálcio, vitaminas e sais minerais.
Os pobres, tadinhos, fazem economia, então não podem se dar ao luxo de ir a um restaurante comer lesma nem sardinha. E, se tem a oportunidade de ir, vão aos lugares especializados no sistema de bandejão do buffet por quilo.
Aliás, também é bom lembrar que, diferentemente dos homens medianos, que mastigam os alimentos, os ricos deglutem as refeições e os pobres engolem os engasga-gatos.
Na verdade, ricos e pobres, apesar dos vários zeros que os distingue, são pessoas que levam uma vida sem graça, pois ambos só sabem apreciar as coisas ao seu redor. Os ricos, por exemplo, são montados na grana e só apreciam bons vinhos, boas músicas, boas roupas, etc... Os pobres, por sua vez, podem até gostar de bons vinhos, boas músicas, boas roupas, mas como não tem dinheiro para comprar, ficam só apreciando. O classe média não só aprecia mas, se for preciso, dá um cheque voador para tomar bons vinhos, ouvir boas músicas e comprar boas roupas. Isso é que é vida!!!
Rico também tem umas manias chatas. Vive malhando, cuidando do corpo. Se tem uma "barriga de tanquinho", é sarado. Se tem uma barriguinha saliente, logo dá a desculpa de que é gordura localizada. Pobre não tem tempo nem dinheiro pra cuidar do corpo e também não malha, pelo contrário, só é malhado. Além disso, só tem barriga de tanquinho quando fica na beira do tanque lavando roupas e, se tem uma barriguinha saliente, não tem desculpa... é vermes. Já os privilegiados representantes da classe média podem ter gordura localizada, vermes, "barriga de tanquinho", "barriga de cerveja", pneus, gases, etc... mas a única desculpa que inventam é a de que tudo não passa de excesso de gostosura.
Fora isto, rico vive sempre no seu mundinho e prefere exsudar na sua própria academia de ginástica, enquanto o cara classe média gosta de conviver com outras pessoas, por isso, prefere transpirar na academia mais badalada da cidade, mesmo que tenha que fazer uma ginástica com o dinheiro para pagar a mensalidade. E os pobres? Os infelizes já suam feito uns porcos, fazendo ginástica e malabarismo com o pouco que ganham para sobreviver, então, academia nem pensar.
Se você sonha em formar família com um homem, morar numa casa de tijolinho à vista, com uma linda cerquinha de madeira, pintada de branco, um jardinzinho cheio de amores-perfeitos e neste belo cenário criar seus filhos e, além disso, ter um carro popular na garagem e um cachorro dálmata no quintal, procure um homem classe média com urgência.
Ricos não formam famílias, formam clãs. Se você casar com um rico, irá residir numa mansão revestida com tijolos vindos das pirâmides do Egito, não terá a sua bela cerquinha branca de madeira, mas sim um muro alto de tijolos e uma cerca elétrica. E pode esquecer, também, seu jardinzinho com amores-perfeitos, pois não haverá espaço para eles entre os filodendos e calatéias. Ricos também não tem filhos, mas sim prole, herdeiros. Você não terá um nem dois carros na garagem, terá vários, todos blindados, mas nenhum será o carro popular que você tanto sonhou. Ao invés de um dálmata, você terá um Podengo Ibicenco montando guarda em seu quintal. Pense nisso....
Mas não esqueça de pensar também no homem pobre... ele não forma família, não tem filhos. Pobre se arranja com uma mulher e dá cria. Com ele, sua casa não terá um muro, nem uma cerca elétrica, mas também não terá sua cerquinha branca. Terá um alambrado feito de garrafas pet, cheias de areia grossa. Um puxadinho modesto (de apenas 02 cômodos), revestido de latas de óleo será o lar, doce lar, de vocês. No lugar do jardim, apenas um areial com várias espécies de ervas daninhas, rosetas e pega-pegas. Sob o alpendre, um fuscão preto, ano 68, sem uma das rodas, comido pela ferrugem e, no fundo do quintal, amarrado a um fio de luz, um cusco sem raça definida, cruza de pastor alemão made in China com poodle toy paraguaio, que mais parece o urso do cabelo duro que acabou de escapar de um tornado.