quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Marcas do que se foi...

Oi pessoal... quem é vivo sempre aparece!!!! Já estava com saudades e com as orelhas ardendo de tanto ouvir alguns de vocês reclamarem a falta de postagens.
Um ótimo 2009 para todos. E lembrem-se: "Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou..." e que, aliás, já começou causando confusão na cabeça de muita gente.
Pelo (combinação da preposição per e do artigo o, não confunda com o substantivo pelo) amor de Deus (que ao que todos creem - se é que as pessoas creem em algo, sem acento circunflexo - continua Todo-Poderoso, já que não perdeu hífen), alguém pode (conjugado no presente do indicativo e não no pretérito perfeito do indicativo) me explicar como uma pessoa consegue ficar cem por cento tranquila sem o trema, sem ficar paranoica sem o acento agudo?!?
Não sei de quem foi a ideia de jerico (não faça confusão com a cidade de Jerico, na Palestina), extinguir (agora sem trema) o acento agudo da palavra ideia. Convenhamos que ter uma ideia sem o "grampinho da vovó" sobre a letra "e" não é uma boa ideia. Aliás, vovó e vovô continuam com seus acentos diferenciais ou será que também perderam, respectivamente, o grampinho e o chapeuzinho??? E por falar em chapéu, este continua sendo acentuado ou foi rebaixado à categoria de viseira???
Como os passageiros a bordo de um avião vão ter um voo tranquilo, sem acento circunflexo e sem trema??? Só mesmo tomando uma boa dose de calmante ou muita água com açúcar pra aguentar (agora sem os pinguinhos no "u") horas no assento (sinônimo de poltrona) da aeronave, mas sem exagerar pra não ficar com enjoo (palavra esta que também viu seu acento ir pelos ares).
Se você acabou de completar cinquenta anos... Parabéns duplo!!! Além de completar uma idade marcante, o trema não te pertence mais!!! Menos uma preocupação pra sua cabeça. Em compensação, se você acha que ao atingir os cinquenta, está ficando velho, pois é do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça, seu caso ficou feio, afinal, passou a ser também do tempo em que linguiça ainda tinha trema! Percebeu a feiura da situação? E falando em feiura, esta palavra não ficou ainda mais horrenda sem o acento no "u"?
Para aprender as novas regras, só nos resta acompanhar a moda ortográfica... temos que deixar de ser um homem pré-histórico para nos tornarmos um super-homem... afinal, ambos continuam com seus respectivos hífens. Quem saiu perdendo, fomos nós.
Mas nem tudo é tão ruim que não possa piorar, não é mesmo??? O que me dizem por exemplo, do povo heroico do hino brasileiro, que nem o mísero acento agudo conseguiu manter??? Eis a consequência (palavra que, também em consequência da mudança ortográfica, perdeu o trema, mas não o circunflexo) de viver deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo.
Por outro lado, nem tudo (além do trema) está perdido. A crase, por exemplo, continua aí, tão à mercê quanto o povo heroico, que anda paranoico pelas ruas, tentando achar seu acento agudo perdido, fugindo das balas perdidas, e com medo de uma nova categoria de sequestradores, a dos sem-trema (mas com hífen). Quem não saiu perdendo com a reforma ortográfica foram os sem-terra, os sem-teto, sem-isso, sem-aquilo... pois o hífen deles foi mantido, assim como os recém-casados, que podem começar sua vida a três (marido, mulher e hífen) no maior love.
Se você não sabe como pedir, por escrito, uma forma de bolo em forma de coração, que não derreta ao ser colocada no micro-ondas, não entre em pânico. Preocupe-se, primeiro, em aprender a manusear o forno, que agora, além dos mil e um botões e comandos, tem também um hífen pra complicar a cabeça do sujeito.
O churrasco com linguiça, sem trema, pode não ser tão delicioso mas, ao menos agora, o kiwi passou a ser mais saboroso... já que as letras "k" e "w" passaram a integrar, formalmente, o nosso alfabeto. E alguém aí lembra do "y"? Aquela letrinha que sempre se metia entre o "x" e o "z" nos problemas de matemática? Pois é... como se não bastasse isso, também pegou carona com o "k" e o "w" e se juntou, de vez, ao alfabeto! E adivinhem só onde a danada foi parar? Entre o "x" e o "z", é claro! Ora, que dúvida!
E por falar em "x" e em dúvidas, a dúvida agora é solucionar o "x" da questão, ou seja, esquecer as "marcas do que se foi" e readaptar seu cérebro às novas regras da língua portuguesa. Confuso demais, né??? Mas você tem quatro anos para digerir esta sopa de letrinhas, regras e sinais, então chega de encher linguiça. Para (verbo) de saborear o kiwi, para (preposição) chupar esta manga!!!!

domingo, 28 de setembro de 2008

Blogueiros também tiram férias

Oi, pessoas!

O que vou escrever hoje, não é bem uma postagem, mas sim um comunicado: BLOGUEIROS TAMBÉM TIRAM FÉRIAS!!!! E eu, como boa blogueira que sou, me encaixo nesta afirmação.
Traduzindo: Meu lado Fabi estará entrando em férias no próximo dia 06/10 e, consequentemente, levará junto meu lado Ane.
Domingo que vem, após exercer meu dever de cidadã e confirmar meu voto, estarei partindo para outro ponto distante do planeta, mas não pra lá de Bagdá. Com isso, as postagens estarão suspensas no mês de outubro e vocês também terão férias de tanta abobrinha.
Mas não pensem que tudo são flores, porque eu também estarei na labuta. Ou vocês pensam que vida de blogueira é assim tão fácil?
Lembram da famosa e polêmica postagem do "Dia dos Namorados" em que falei que estava me tornando uma caçadora de mitos? Pois então... "A Caçada ao Outubro Vermelho" continua! Desta vez vou à Itália e Grécia e tenho vários mitos para descobrir por lá. Entre eles:
- Veneza continua afundando ou é só intriga da oposição?
- A Torre de Pisa é realmente torta ou depende dos olhos de quem a vê?
- O atual Papa é pop?
- O sorvete italiano italiano é melhor que o sorvete italiano brasileiro?
- E por último, mas não menos importante: O tal "Deus Grego", que a mulherada tanto comenta, existe ou é mitologia?
Muitas perguntas, que só serão respondidas quando eu retornar.
Mas desta vez, vou tranquila, afinal, sou fluente em italiano e grego. Pra isso eu assisti todas as novelas de imigrantes italianos da Globo e também à novela Belíssima (aquela que Tony Ramos era o grego Nykos, lembram????)
É vero! Globo também é cultura, capicce?
Bom, agora vou ficando por aqui e já morrendo de saudades. Levarei todos comigo no coração!!! Só não os levarei na mala, para não pagar excesso de bagagem e não correr o risco de ver meus amigos extraviados por aí e indo parar no Nepal ou sabe Deus onde.
Na volta, prometo contar tudo com riqueza de detalhes, até os mais sórdidos!
Enquanto isso, don't cry for me Argentina! I will be back!!!!
Arrivederci!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 14 de setembro de 2008

Salada eleitoral

O dia das eleições está chegando. Você já escolheu seus candidatos??? Se não escolheu foi porque não quis, porque candidato é o que não falta!!!
Aliás, além de candidatos, também não faltam promessas esdrúxulas, propostas hilárias e criatividade total.
Pra começar, a criatividade das criaturas é algo impressionante, ou melhor dizendo, chocante.
O que é o nome de alguns candidatos a vereador? O cardápio é bem variado: Batatinha, Repolhinho... uma verdadeira salada durante o horário eleitoral.
Mas o que mais me diverte são as propostas de cada um. Temos candidato a prefeito, propondo até a reativação do trem para o Cassino. Só que seja um trem-fantasma, porque nem trilhos, que eu saiba, existem mais. O mesmo candidato quer construir piscinas, canchas e quadras esportivas, para que possamos treinar e enviar atletas para as futuras olimpíadas. Hello-ooo?!?!
Tem também o candidato que propõe o sistema de tubulação pressurizada, subterrânea, pra apagar incêndios de prédios históricos e edifícios altos do centro da cidade... Valha-me Deus! Já não bastou a prefeitura ter virado carvão, agora, estão prevendo mais incêndios pelo centro da cidade?!?
Sem contar no sistema de cobrança de passagens de ônibus. Passageiro que anda sentado, paga mais. Quem anda em pé, paga menos. E eu pergunto: deitado não paga nada??? Se for assim, é nesse que eu vou!
Tem de tudo um pouco. É um festival de promessas esquisitas e, porque não dizer, ridículas. O bom é que o programa eleitoral, atualmente, é tão divertido que acabou se tornando um ótimo remédio pra desopilar o fígado e exercitar os músculos da face, com a prática do riso.
Não entra na minha cabeça, como as pessoas têm cara de ir para a TV, falar tanta abobrinha (taí... mais um ingrediente pra essa salada), sem contar aqueles que colocam nariz de palhaço, venda nos olhos e outros acessórios bizarros.
Enfim, isto é Brasil... Quem pode, pode, quem não pode, promete! No final, tudo acaba em pizza. Ou seria, salada?!?!

domingo, 7 de setembro de 2008

Posso cuidar???

Quem ainda não deu dinheiro pra guardador de carro, levante a mão!!!!
Assim como uma praga, os "guardadores de carro" estão esparramados em todas as cidades brasileiras.
Não tem um lugar que se vá, que as criaturas não estejam por lá. Até em porta de cemitério tem flanelinha batendo o ponto!
Gostaria de saber como se criou esta "profissão", quem foi o pioneiro... o flanelinha-mor.
A concorrência é tão grande, que uma mesma quadra é guardada por vários flanelinhas ao mesmo tempo. De longe em longe, feito poste de luz, tem um estaqueado, de olho no seu setor.
Tem uns que são mais polidos. Conheço alguns até que não cobram dinheiro a cada vez que se estaciona o carro. Já outros, se não recebem uma moedinha ou um punhado delas, de preferência, são capazes de escomungar nossa família até a 14ª geração!
Falando em família, muitos se acham íntimos de seus "clientes" e tratam estes como se fossem realmente parentes.
Eu, por exemplo, apesar de ser filha única, tenho uma vasta "sobrinhada" espalhada pela cidade. Mal estaciono o carro numa rua e já vem aquela criatura, muitas vezes, décadas, mais velha do eu, correndo e perguntando: "Posso cuidar, tia?" Só me falta responder: "Claro, mas se não se comportar, a tia não vai te dar dinheiro pra comprar balinha depois do expediente, hein!" Ora, ora... faça-me o favor!!!
Tem aqueles que me chamam de "madrinha". Bem que eu queria mesmo ser... mas fada madrinha, isso sim, pra pegar a varinha e acertar no meio da cabeça dos mais chatos.
E "amiga", então? Ah... isso é direto. Nem sabia que eu tinha tantos amigos esparramados pela cidade. Cada rua que se dobra tem um sujeito abanando, se gesticulando e pulando no meio do pavimento aos berros: "Aqui, amiga, aqui!!!!!!!"
E tem aqueles que se acham verdadeiros guardas de trânsito. Até apito e um coletinho de cor berrante eles incorporam ao visual.
Alguns se acham seus subordinados... basta a gente estacionar e abrir a porta do carro que eles já vem logo se chegando e dizendo: "Pode ficar tranquila, chefia"!
Agora, um toque para as mulheres que dirigem. Se vocês querem mesmo saber se estão com tudo em cima, estacionem seus carros numa rua atolada de flanelinhas. Aí vocês terão noção se estão bem na fita ou não. Se algum chegar e disser: "Posso cuidar, moça?", vocês já saberão que estão bem e admito que o flanelinha merece, realmente, uma gorjeta. Mas se o dito cujo chegar e soltar uma frase do tipo: "Posso cuidar, senhora?" Neste caso, poupe a gorjeta pra comprar um creme anti-rugas ou fazer uma plástica facial!
Gorjeta, aliás, é o grande problema, afinal, muitos deles não se contentam com qualquer moedinha.
O que mais me alegra é que, muitas vezes, quando vou pegar o meu carro, a grande maioria já encerrou o expediente, mas quando isso não acontece e você não tem dinheiro ou não está a fim de colaborar, o negócio é improvisar.... Sorte minha que o alarme do meu carro não apita quando destravo as portas. Posso entrar silenciosa, sem ser percebida. Fecho a porta delicadamente, pra não alertar a rapazeada e aproveito pra ligar o carro, cronometradamente, quando outro se aproxima. O barulho do motor do carro que vai passando abafa o som do motor do carro que está sendo ligado. Depois é só se arrancar, "distraidamente", sem olhar pra trás. Ok, eu admito que isso é muito feio!!! Mas já dei cabo de toda a vara de porquinhos que tinha em casa, então, ou eu aplico este golpe, de vez em quando, ou vou ter que arranjar um "bico" de flanelinha, pra garantir os trocados dos coleguinhas. Fico com a primeira opção!
Mas, convenhamos que, não sou só eu que aplico o golpe. Eles, os que se dizem guardadores, também são experts no assunto. Cansei de estacionar e, ao voltar pra pegar o carro, não enxergar nem um sinal da pessoa que tinha se "comprometido" a cuidar o automóvel. Outras vezes, as criaturas estão tão distraídas, que nem vêem você pegar o carro. Confesso que, neste caso, já pensei em dar um contra-golpe: pegar o carro, estacionar em outra rua e depois voltar ao local anterior, fazendo de conta que o carro tinha sumido, só pra ver a cara do cara, mas não se preocupem, ainda não cheguei a este ponto. Ainda...
Sei que a escassez de empregos é tamanha, a ponto de cada um ter que inventar o melhor modo de sobreviver, mas temos que admitir que aguentar os flanelinhas é uma tarefa árdua.
Vou estacionando a postagem por aqui. Só, por favor, não venham me cobrar gorjetas depois... ok, amigos!!!!!


domingo, 31 de agosto de 2008

Aquilo roxo e muito mais

Todos sabem que as cores influenciam nossas vidas, mas o que será que nos faz gostar tanto de uma determinada cor???
Segundo a astrologia, vermelho é a cor do meu signo, escorpião. Até gosto de vermelho e as pessoas me dizem que fico bem com uma roupa desta cor mas, decididamente, não é a minha cor favorita.
Acho branco uma cor legal. É clean. Não é à toa que fiz meu quarto novo (aquele que quase embranqueceu meus cabelos também, lembram?) todo branco. Porém, também não é das minhas preferidas.
Laranja, azul, verde, amarelo, cinza, marrom, rosa... uso todas as cores, nada contra, mas favoritas mesmo, eu tenho duas: o preto e o roxo.
O preto pode ser a ausência de cor, pode ser mórbido, pode ser sem graça, mas é chique, é básico, é coringa, é emagrecedor e é fatal. Preto é preto! Dispensa demais comentários. O que eu tenho de roupa preta no armário, parece até brincadeira. Vira e mexe, eu entro numa loja e saio de lá com uma peça preta embaixo do braço.
Meu quarto já foi branco e preto. Naquele período, digamos, negro (no bom sentido) da minha vida, tudo girava em torno do preto. Lençóis, pijama, colcha, almofadas, chinelo, bandô das cortinas, enfim, tudo preto. Nesta mesma época, comprei um carro preto. Mas este não foi febre de momento e, sim, sonho de consumo.
Certa vez, em uma viagem pela capital dos Estados Unidos, fiquei maravilhada ao me deparar com tulipas negras, plantadas em belas floreiras no centro da cidade. Simplesmente fantásticas!
Bom, mas deixando o pretinho básico de lado e para vocês não pensarem que minha vida é um filme em preto e branco, vou falar agora da minha segunda cor favorita e que deu origem à postagem de hoje: o roxo.
Muito antes do roxo estar na moda eu já era sua fã assumida. Portanto, desde muito tempo, venho acumulando peças e objetos desta cor, em todos os seus tons, desde o mais fraco lilás até o mais escuro dos violetas.
Realmente não sei o porquê, mas quase sempre, vivo um caso de atração fatal, a cada vez que vejo algo desta cor pelas lojas. O negócio me atrai, vou lá e acabo morrendo na compra do produto. Simples assim.
Dessa minha relação com o roxo, já surtiram chinelos, três pares de sapatos, jaqueta, calça, bermuda, blusões, casacos, blusas, meias, cintos, toalhas de banho, luvas e mantas. Só isso? Que nada... ou vocês pensam que é só o Collor que tem aquilo roxo? Tolinhos!!! Quando ele descobriu que tinha aquilo roxo eu já tinha muito mais do que ele. Canetas, porta-canetas, chaveiros, porta-retratos, quadros, escova de dentes e até óculos de sol com lentes roxas eu já tive. Adivinha uma das cores que vou usar nos acessórios do meu quarto novo... dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três... começa com "li" e termina com "lás".
E a febre não pára por aí. Certa vez, quando o roxo ainda não era moda, cismei que queria uma bolsa desta cor. Por sorte estava com viagem marcada, mas não foi fácil encontrar a dita cuja bolsinha. Caminhei e garimpei por toda Paris até encontrar uma no tom que eu imaginava. Até hoje tenho ela... e também uma lilás bem clarinha! E também uma lilás toda bordada, para festas!!!
Em San Francisco, na Califórnia, hospedei-me no Hotel Hilton (é... aquele da Paris). Pra minha felicidade, tinha uma loja de relógios de pulso no saguão do hotel. O que é o destino... logo eu, que adoro relógios de pulso! Fui entrando como se estivesse sendo atraída por um ímã e saí de lá com um pequeno rancho de relógios, sendo que, entre os vários modelos e tamanhos adquiridos, havia um roxo e um lilás. Na dúvida, sabe como é...
Ano passado, também em uma viagem, comprei outro relógio, todo listrado. Acho que nem preciso dizer que cada listra é em um tom de roxo, preciso?
Na minha tara pelo roxo, incluo também, os acessórios de maquiagem, cabelo e bijouterias. Vale tudo... desde batom (mas só os tons claros, pra não me confundirem com uma fugitiva do Halloween) até à sombra e o rímel, passando pelo esmalte de unha e a borrachinha de prender o cabelo. Tem também anéis, colares, pulseiras e brincos de vários tamanhos e tonalidades... de roxo, óbvio.
Mas, não pensem vocês, que saio desvairada pelas ruas, à cata de qualquer coisinha roxa, pois não é bem assim. Tem que ser algo que eu realmente queira, goste ou precise. Quer dizer, quase sempre... Há alguns meses passei pela vitrine de uma loja e me deparei com uma carteira roxa chiquérrima (pro meu inusitado gosto, claro). Entrei, perguntei o preço, quase caí dura e saí da loja. Respirei o ar da rua, tomei fôlego, dei meia volta e comprei a dita cuja carteira. Pergunto-me: eu precisava? Não, afinal minha carteira era relativamente nova... mas não era roxa!
E o episódio do celular roxo, alguém lembra??? Foi semelhante ao da carteira. Também, miseravelmente, tive meu olhar atraído para a vitrine de uma dessas lojas especializadas em telefones celulares. Lá estava ele, reluzindo, roxinho da silva, só me provocando. Nem precisei entrar para perguntar o preço, pois este estava estampado bem abaixo do aparelho. Quase nove vezes mais caro que a carteira!!! Fui embora, desiludida, é claro. Não precisava de um aparelho novo, pois o meu era mais do que suficiente para o uso que eu fazia... mas era prateado. E prateado não é roxo! Dia vai, dia vem... acabei indo à loja e comprando o celular tão sonhado. Foi um caso de amor à primeira vista e de conta a perder de vista. E, pra combinar, obviamente, coloco ele dentro de uma daquelas meias para celulares... roxa.
Querem saber da última? Ontem, entediada, fui ao centro. Entrei numa loja e encontrei uma coisa que há tempos estava procurando, mas ainda não havia tido a felicidade de encontrar: uma sombrinha roxa. Não tive dúvidas... peguei, paguei e levei pra casa. Querem saber do que mais? Se tem uma coisa que eu detesto é ter que carregar sombrinha! Mas, já que esta é um bem de primeiríssima necessidade para quem não tem cabelos lisos, originais de fábrica, nada mais justo do que juntar o útil ao agradável e comprar uma sombrinha roxinha.
Atualmente, estou resistindo bravamente a uma máquina fotográfica lilás que vi por aí, num destes antros de tentações que são as vitrines das lojas. E o ipod lilás da Apple, alguém já viu? Eu vi na internet... é um desbunde!
Nesta fase de mulheres-frutas (mulher melancia, mulher moranguinho e outras bizarrices dessa gente que quer fama a qualquer preço) com certeza, seria a mulher-uva (apenas pela cor, não que esta seja a minha fruta preferida). Pensando bem, acho que me encaixaria melhor na família das leguminosas, como mulher-beringela ou mulher-beterraba. Também poderia ser a mulher-hematoma, porque vivo me batendo nas coisas.
Enfim, vai a moda, vem a moda, mas o roxo, pra mim, está sempre em alta.
O mais interessante é que, por acaso, hoje estou usando tons de roxo e escolhi o assunto da postagem ao olhar pra minha roupa e ver o quanto esta cor influencia na minha vida. Mas mais interessante, ainda, foi descobrir que esta é a cor que influencia diretamente a imaginação e a criatividade, coisas que também são muito fortes na minha personalidade. Portanto, não deve ter sido à toa que, após dois domingos de completa e total falta de assunto, justo hoje eu tenha "ressuscitado" do além da imaginação.
Nossa! Escrever esta postagem me deixou roxa, mas de fome, isso sim!
Vou acabando por aqui, torcendo para que tenha sobrado a sobremesa do almoço. Alguém se arrisca a adivinhar? Ora, ora... elementar, meus caros... sagu de uva!!!

domingo, 24 de agosto de 2008

Recordar é viver

Alguns de vocês já conhecem a postagem de hoje, mas atendendo a pedidos (e na falta de outro assunto e, também, para não correr o risco de levar mais puxões de orelhas pela ausência de postagem, como na semana passada), estou publicando no blog, o diário da viagem (que mais parecia um boletim de ocorrências) que fiz por 09 países europeus, durante as férias de 2006.
Lembrem-se: Recordar é viver! Boa leitura!

"Querido Diário de Viagem:

Saímos de Rio Grande, no ônibus das 02 da manhã, com destino a POA. Como era madrugada e estava frio, enfiei um blusão de lã antes de sair de casa. Ao entrarmos no ônibus a temperatura interna era de 25ºC! Nem preciso dizer que antes de passarmos pela Junção meu banho já tinha vencido... e pior: o próximo banho seria somente no dia seguinte, em Londres. Passamos a manhã dormindo, sentados, no aeroporto Salgado Filho, aguardando o vôo para SP. Chegamos no aeroporto de Congonhas, em SP, e ainda tivemos que nos deslocar para o aeroporto de Guarulhos (sorte que há um ônibus que liga os dois aeroportos), de onde sairia o vôo para Frankfurt. Horas (literalmente) mais tarde, pegamos o vôo para "Franco forte" (como pronunciava a comissária de bordo, em português, com sotaque alemão). Das dez horas e quarenta minutos de vôo, o bendito avião sacolejou durante umas oito horas e meia...
Chegamos em "Franco forte", cansados, mas ainda esperamos mais algumas horas (literalmente) para pegar outro vôo para Londres.
Esbugalhados, chegamos em Londres, loucos por um banho e algo horizontal, no qual pudéssemos estirar nossos massacrados esqueletos. Banho tomado, deitamos em berço esplêndido, às 22h30min (horário britânico), mas não eternamente, pois às 23h50min o alarme de incêndio do hotel disparou e levantamos às pressas. Colocamos as roupas por cima dos pijamas, enfiamos nossas havaianas (sim, porque num incêndio nada mais providencial que havaianas, pois não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras! Detalhe: coloquei as do meu pai e ele colocou as minhas, já que eram modelos iguais, porém, tamanhos diferentes. Nem preciso dizer que enquanto eu estava com umas "lanchas" nos pés, ele estava fazendo malabarismo pra conseguir caminhar com um par de chinelos bem menor que os pés dele), pegamos as passagens, documentos e dinheiro e saímos chispando (leia-se: correndo e não com chispas de fogo). Antes de abandonarmos o quarto olhei pelo olho mágico da porta (o quarto ficava em frente à escadaria do hotel) para ver a movimentação. A porcaria do olho (o da porta, não o meu) estava arranhado e parecia que a escada estava tomada de fumaça. Eu abri a porta e vi que não tinha fumaça nenhuma... Aí entendi porque se chama olho mágico! Mas o pior... ainda tranquei a mala com cadeado!!! Me diz pra quê????? Se ia torrar tudo, pra que passar cadeado na mala??? Só se fosse para o caso dos bombeiros atirarem as malas pela janela!!! Enfim, corremos pela escada (com os chinelos trocados), chegamos no hall do hotel e o cara veio com a cara mais deslavada, pedindo "one thousand de sorrys", porque o alarme era falso, ou melhor, o incêndio era falso. Resumindo: chegamos no quarto e caímos na gargalhada. Mas o pior não é isso: esta é a segunda vez que nos hospedamos neste hotel e a segunda vez que isto acontece...

Mas o pior do pior ainda não é isso: em Praga, houve um princípio de incêndio no andar em que estávamos hospedados. Soou o alarme, teve polícia, bombeiros... o maior fuzuê.... e nós não vimos nadica da nada. Só soubemos no outro dia. Fomos dormir com os anjinhos e quase acordamos nas labaredas do inferno, feito frango assado!

De Londres fomos, de trem, para Paris. Chegando lá, um espanhol velho, gordo, barbudo e de colinha foi nos buscar para levar ao hotel (Paris estava totalmente em obras, pois o prefeito mandou diminuir o meio das ruas e aumentar as calçadas, por este motivo, o trânsito, que já era um caos, estava um pavor). Para piorar, chegamos na tal "noite branca", que acontece todos os anos, ou seja, é uma noite em que tudo funciona como se fosse dia: museus, órgãos públicos, enfim, tudo funciona normalmente. Então, o povo estava nas ruas, em massa. O motorista, indignado com o caos, ficava xingando Deus e todo mundo que passava, carro ou pedestre, de idiota para baixo. Como se não bastasse falou mal até do prefeito. Disse: "Este hombre além de bixa és un idiota!!!" Ficamos nos olhando perplexos... (claro que, no final da viagem, descobrimos que o prefeito de Paris é homossexual assumidérrimo), mas enfim....

Na saída de Amsterdam para Bremem (na Alemanha), duas brasileiras ficaram para trás, pois entenderam que o ponto de encontro para saída da excursão era outro. Resumo: estavam a uma quadra de distância do local combinado. Esperamos meia hora por elas, como não chegaram, fomos embora para a Alemanha. As dita cujas tiveram que pegar um trem para Bremem e, chegando lá, tiveram que comprar um monte de cartões telefônicos para ligar para todos os hotéis da cidade até descobrir em qual hotel estava hospedado o nosso grupo. As infelizes nem sabiam o nome do hotel. Mas o mais incrível é que chegaram no hotel antes da gente, pois o nosso ônibus tinha 02 andares e, ao chegar em Bremem (às 22h30min) havia um viaduto baixo, sob o qual o ônibus não passava. Pediram informação para um cara na rua, sobre outro caminho que poderíamos tomar. O ônibus deu uma ré, fez uma enorme volta na cidade e pasme... outro viadutinho igualzinho... Foi então que o povo da excursão começou a achar graça e dar palpites esdrúxulos. Uns diziam que iríamos dormir no ônibus. Outros, que iríamos a pé para o hotel, puxando mala pela rua. O pai, por exemplo, sugeriu que esvaziassem os pneus, pois assim o ônibus ficaria mais baixo e passaria tranqüilo.
Foi então, que o motorista resolveu passar assim mesmo, bem devagarinho... pra nossa sorte, já que estávamos no andar superior. Ufa!!! O ônibus passou sem encostar no viaduto (mas tirou um fininho) nem decepar ninguém.

No dia seguinte, no café da manhã (ainda em Bremen) roubaram a bolsa de uma moça uruguaia que estava na nossa excursão. A criatura largou a bolsa na mesa e foi buscar um suco. Quando voltou... SURPRESA!!! Tinham levado a bolsa com passaporte, passagem, todo dinheiro (mil e tantos euros e mais novecentos e tantos dólares) e chave das malas. Chamaram a polícia alemã, que chegou dizendo que iria revistar todo mundo.... No fim, fomos embora para Berlim e lá fizemos uma vaquinha para ajudar a coitada, que não tinha um euro para pagar o banheiro (sim, na Alemanha os banheiros públicos são pagos). Ela ficou em Berlim para tirar novo passaporte e não sei o que foi feito dela.

Mas a coisa não pára por aí..... Em Berlim, no hotel, antes do city tour começar, a coisa mais bizarra da excursão aconteceu: encontrei um colega de serviço, mas que, atualmente, trabalha em outra cidade. Um olhou para a cara do outro, pensando: "Conheço esta pessoa de algum lugar!?!?!" Quando nos reconhecemos, fomos nos cumprimentar com os tradicionais três beijinhos e o meu pai ficou olhando sem entender nada, afinal, quem eu poderia conhecer na Alemanha????????? Meu colega vinha dos países nórdicos (Noruega, Dinamarca e Suécia) e se juntou ao meu grupo em Berlim. Daí, fomos juntos até Veneza. Aí foi que eu percebi que, realmente, o mundo é pequeno!

Quando o city tour ia começar, veio o carro da polícia e mandou parar o ônibus... Não tinha nada a ver com o roubo da bolsa da mulher!!! É que na Alemanha, carros não têm limite de velocidade, mas ônibus não podem ultrapassar os 80 km. Os policiais entraram no ônibus para revisar o tacógrafo. Para nossa sorte, o motorista não ultrapassou o limite, senão o ônibus seria apreendido.

Ainda durante o city tour pela capital alemã, mais precisamente em frente ao que restou do muro de Berlim, uma bicicleta atropelou uma pernambucana da nossa excursão. Na Alemanha e na Holanda, bicicletas têm preferência de passagem. Parecia vídeo-cassetada, mas ainda bem que a mulher não se machucou.... muito.

Falando em muro de Berlim, comprei um pedaço (leia-se: uma lasca) do dito cujo para trazer para casa. Duvido muito que seja do muro legítimo, devido ao ótimo estado de conservação, mas o que um turista não faz por uma boa recordação de viagem e para ter um pedaço da história em casa, não é mesmo???

Também em Berlim, a mesma pernambucana atropelada, precisou da nossa ajuda para resolver o problema com a chave do quarto, que não funcionava. Fomos à recepção do hotel, onde o pai falou, em inglês, com o cara, pois a chave da mulher não abria a porta. O cara dizia que era porque havia sido bloqueada, pois a excursão dela já havia partido ao meio dia. Como assim?!?!?!?!? A excursão dela era a mesma nossa e só partiríamos no dia seguinte. Até que as pernambucanas lembraram que haviam trocado de quarto com um casal com filhos, mas só de boca (pois o cara do hotel disse que não precisava alterar no sistema). Só que o casal com filhos havia partido ao meio dia, então, diante disto, o hotel bloqueou as chaves, com base na informação do sistema. A mulher que tinha um sotaque pernambucano, carregado de "ó xentes" e "aperreados", ficou apavorada, pois se tinham bloqueado o quarto, o que haviam feito com as bagagens dela? E as calçolas e sutiãs que havia deixado "pendurádios" (assim mesmo, com sotaque ao estilo seu Crêisson) no quarto? O pai perguntou pro cara sobre a bagagem e o maleteiro veio de uma saleta com as malas dela e da outra pernambucana que estava no mesmo quarto, sendo que as calçolas e sutiãs estavam "guardádios" em sacos plásticos com o nome do hotel. O cômico é que o cara falava alemão e ela falava com ele em pernambuquês e ninguém se entendia. Mas no final, tudo foi solucionado e rendeu boas gargalhadas.... óbvio!

Na saída de Dresden (ainda na Alemanha) para Praga, a estrada estava interrompida para obras e o motorista do nosso grupo se perdeu (aliás, se perdia sempre, pois o motorista e a guia do nosso grupo nunca tinham feito aquele roteiro). Ficamos rodopiando e sempre voltando para Dresden, até que o motorista parou o ônibus em plena estrada (na pista, não no acostamento) e desceu para perguntar para outro carro que vinha no sentido contrário, que também parou na pista (frise-se que não houve engarrafamento, nem se ouviu nenhuma buzina de outros carros, muito menos ninguém foi mandado para a "pulga que se partiu". Motorista de 1º mundo é outra mentalidade). Explicações dadas, o motorista seguiu o trajeto, mas chegou em um trecho da estrada em que havia pista única, pois a outra estava interrompida para reformas. O sinal estava aberto para os que vinham em sentido contrário. Querido Diário, pergunto: Você acha que ele esperou??? Tolinho!!!! Ele enfiou o buzão na pista e parou tudo. Ninguém entrava nem saía. O "motora" do nosso buzão (um espanhol esquentado) desceu e foi afastar os cones da pista, fazendo gestos para o pessoal que vinha em sentido oposto passar pela pista interrompida. É mole??? Como disse, motorista de 1º mundo é outra mentalidade. Claro que ninguém passou, claro que ele teve que dar ré, claro que todos nós, dentro do ônibus, caímos na gargalhada e, é mais do que claro, que o pai filmou tudo.

Em Praga (além do episódio do incêndio que não vimos), já estávamos dentro do ônibus para seguir viagem para a Áustria, quando o pai falou-me de duas senhoras que estavam deixando nosso grupo para seguir viagem para Budapeste. Desci para dar um tchau a elas e, de repente, vi o pai do lado de fora do ônibus já me chamando... e o ônibus começou a ir embora... Comecei a gritar tchau pras mulheres e saímos correndo pelo estacionamento do hotel, fazendo sinais desesperados para que o motorista nos avistasse pelo retrovisor. Corremos feito uns retardados e o ônibus, léguas a nossa frente, fez uma manobra e...... estacionou em um box... ou seja, pagamos um micaço daqueles, já que estava cheio de gente na frente do hotel, em Praga, e a praga do motorista estava só estacionando a praga do ônibus e não indo embora de Praga para todo o sempre. É ou não é de rogar uma praga???

Em Salzburg, na Áustria, não aconteceu nada de bizarro, mas isso porque não deu tempo, já que chegamos às 16h e saímos às 17h. Fiquei indignada!!! Mas, pelo menos vi a casa onde nasceu o Mozart e o palácio onde foram feitas cenas de "A Noviça Rebelde".

Diário, existe coisa pior do que um bando de uruguaios, chilenos e colombianos cantando, em espanhol, por horas e horas, durante uma viagem de horas e horas, dentro de um ônibus que não tem banheiro???
SIM !!!!!!!!!!!!!!!! Um bando de mexicanos contando piadas (pesadas), em espanhol, durante horas e horas, numa viagem de horas e horas, e dando gargalhadas, ou melhor, urros, nos ouvidos dos outros que querem dormir ou simplesmente ficar quietos. Alguma coisa pode ser pior do que isto???
SIM !!!!!!!!!!!!!!!!! Um bando de mexicanos que se juntou a um bando de uruguaios, chilenos e colombianos, para contar piadas e cantar, em espanhol, durante horas e horas, numa viagem de mais ou menos 850 km de distância, num ônibus sem ar condicionado e sem banheiro, dando urros nos ouvidos dos outros e, ainda por cima, se atirando nas poltronas do ônibus, fazendo com que o encosto destas batesse sempre nos teus joelhos. Visão do inferno??? Quadro da dor sem moldura??? NÃO!!!!!!! É a descrição de nossa viagem entre Viena e Veneza.

Pra nosso alívio, os "hermanos" desceram em outro hotel, pois iriam seguir viagem para Florença e nós iríamos para a Suíça. Meu colega de srviço desceu junto com os baderneiros, pois também ia para Florença. Pensa que a noite acabou aí? Que nada! O motora era quem tinha que tirar e botar as malas, sozinho, no ônibus, todo o santo dia. Depois de descarregar as malas dos bagunçeiros, apareceram mais umas 30 malas (que até hoje não sei de quem eram, já que ninguém embarcou no ônibus) para serem colocadas no buzão. Só que não tinha mais lugar.... O cara, que já não era atacado nem nada, começou a jogar (literalmente) as malas em tudo que era buraco, inclusive, no corredor do ônibus e tudo isto, ao som de pérolas da língua espanhola como: "Puta de la madre" e "Mierda". Como podes ver, Diário, aprimorei ainda mais meu vocabulário em espanhol!
Como desgraça pouca é bobagem... e a noite é uma criança em qualquer lugar do mundo, quando chegamos no quarto do hotel, fui abrir a mala e vi que a mesma estava rasgada. Um rombo enorme!!! Aí foi a nossa vez de proferir uns "Puta de las madres e mierdas!" Os infelizes (leia-se: nós) ainda tiveram que costurar a mala antes de dormir (por precaução, por experiências anteriores e, neste caso, por sorte, sempre carregamos um kit de costura na bagagem).

Tivemos um ótimo dia em Veneza, apesar de eu não achar a cidade nada romântica.

Não lembro de nenhum incidente na Suíça. O motorista já era outro, mas a guia, que já havia trocado, voltou a ser a mesma, para nossa desgraça, pois era um fracasso total. O "clone" do ator Hugo Carvana, o guia que havia trocado com ela, também era um fracasso, além de fumante inveterado! Dava as explicações com o cigarro nos beiços. Tu nem enxergavas o homem no meio do fumacê!!!! Se estivéssemos em Londres, juraria que era o fog.

Após vários dias viajando de ônibus (em média 800 km por dia), retornamos a Paris e a excursão, junto ao grupo da Europamundo, terminou. Fomos para outro hotel, no coração da cidade, e ficamos mais três dias, por nossa conta. Não recordo nenhum episódio que chamasse a atenção. Ah, lembrei: quando saímos um dia, pela manhã, nossa TV do quarto era comum e, quando voltamos, à noite, era uma TV de plasma. Pelo menos algo de bom!!!

Enfim, chegou o dia de partir........

Agora pergunto, Querido Diário, você que é tão viajado, por acaso já viu alguma comissária de bordo com ataque de riso no momento da demonstração das medidas de segurança???

Pois foi o que aconteceu no vôo da Lufthansa, de Paris para Frankfurt. A mulher teve um ataque de riso (sem gargalhadas, mas chegou a chorar de rir). Acredito que tenha sido por alguma coisa que outro colega tenha dito ou feito, pois ela não parava de olhar para a classe econômica e rir, rir, rir.... Nós, que fomos acomodados, sem pedir, na classe executiva, ou seja, que tínhamos um motivo para rir sozinhos, não entendemos nada.
Parecia piada mesmo! A mulher já estava até sem graça, pois enquanto falavam que, em caso de despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairiam sobre as nossas cabeças, a mulher ficava rindo sem parar.

Como disse antes, para a nossa sorte, neste vôo nos colocaram na classe executiva...
... para nosso azar, o mesmo vôo atrasou tanto, que perdemos o vôo de Frankfurt para SP
... para um azar, maior ainda, ficamos só com a roupa do corpo, pois nossas malas ficaram retidas com a Lufthansa
... para nossa surpresa, nos colocaram num vôo da Air France, no dia seguinte, à noite, de volta para Paris (num Fokker 100), ou seja, fomos apenas dormir e passar o dia na Alemanha!!!
... para nosso contentamento, durante o trajeto Paris - SP, o avião sacolejou menos horas durante a noite (mas as vezes em que sacudiu, foram mais fortes que na ida, tanto que o comissário quase caiu por cima de mim na hora da janta). O avião dava umas quedas e eu não sabia se me agarrava na cadeira ou se agarrava o prato da comida! Ou se me agarrava no comissário!!!
... para nossa felicidade, chegamos em SP e, finalmente, pude abrir a mala para pegar meu tão sonhado objeto de consumo: o DESODORANTE!
...para nosso último trecho aéreo, entramos no avião da TAM para POA e aí... pensa que acabou? Que nada! Não tinha piloto, meu filho! Esperamos uma meia hora até que chegasse o piloto que vinha de outro vôo. Parecia até cena do filme "Apertem os cintos, o pitoto sumiu".
... para alegria geral da nação, fecharam as portas da aeronave!!! Hora de apertar os cintos, colocar o encosto das poltronas na posição vertical e ficar aguardando as instruções para caso de emergência que o comissário de bordo ia nos passar. E ficamos só aguardando mesmo... O comissário pegou o interfone para falar com os passageiros e... tchan, tchan, tchan, tchan!!! O bagulho não funcionou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tentou falar, em vão, com a cabine do comandante. NADA! Tentou falar, novamente, com os babacas que estavam de bunda quadrada, há horas, no avião.... NECAS DE PITIBIRIBA!!!!! Tentou falar com os comissários que estavam no fundo do avião... MUDINHO DA SILVA!!!!
... para nosso desgosto, abriram as portas do avião, de novo, e chamaram o pessoal da manutenção, que levou mais de 40 minutos para solucionar o problema, diante de centenas de olhares curiosos e, diria até, apavorados dos passageiros que estavam na aeronave. A galera do fundão, começou a vir para a frente e perguntar o que se passava, já que ninguém dava explicação nenhuma. Nós assistimos tudo de camarote, pois estávamos na 2ª fileira. Ou melhor, eu assisti tudo de camarote, pois o pai dormiu, acordou, dormiu, acordou e o avião continuava ali, estagnado.
... para alívio do povo, tudo voltou a funcionar e, enfim, decolamos!!! Com 01 hora e meia de atraso, claro! Mas pelo menos chegamos sãos e salvos em POA (debaixo de chuva, mas depois de tudo, isto era o de menos).

Com o atraso do vôo, perdemos também o ônibus das 10h para Rio Grande e ainda esperamos sentadinhos na Rodoviária de POA, até o meio dia (embalados pela trilha sonora das carreatas dos políticos.... rsrsrsrsrs, só rindo!!!) Ah, e com as mesmas roupas que havíamos saído de Paris, uns dois dias antes.... Sem comentários!

Chegamos em casa, finalmente, às 17h (sim, porque os ônibus da Planalto ainda demoram mais para chegar, do que os do DATC).

E assim, terminou mais uma bela indiada, digo, viagem pela Europa.

Tô brincando!!! Apesar de tudo, foi ótimo e estas histórias são as coisas divertidas que ficam para contar para os amigos, depois que a gente chega.

Senão seria tudo muito monótono, não achas?

Fabiane


P.S.: E olha que nem mencionei que meus tênis começaram a rasgar, que a jaqueta do pai se descosturou toda, que ele quebrou o guarda-chuva a pauladas (e comprou outro que se quebrou, em menos de duas horas de uso, com o vento forte), que a calculadora que o pai levou também foi quebrada, por ele, a pauladas, que o zíper da mala do pai estragou e que ele esqueceu o adaptador da máquina fotográfica (aquele plug que vai na tomada) em um dos hotéis. "









domingo, 17 de agosto de 2008

Sem postagem

Sem idéia,
Sem vontade,
Sem imaginação.
Sem paciência,
Sem criatividade,
Sem inspiração.
Sem tempo,
Sem espaço,
Sem direção.
Sem Sol,
Sem graça,
Sem emoção.
Sem bobagem,
Sem um tema,
Sem motivação.
Sem saída,
Sem solução,
a não ser pedir perdão!
Sem mais desculpas,
Sem postagem, então!!!!