domingo, 29 de junho de 2008

O desencanto

Gente, estou tão empolgada que nem tenho assunto para a postagem de hoje!!!!!!!!!!!!


Vocês querem saber o motivo da minha felicidade? Pois é com imenso prazer que lhes digo que a coisa, finalmente, desencantou!


Depois de algum tempo de paquera, ontem criei coragem e me declarei pra ele. A receptividade dele foi melhor do que eu imaginava.


Confesso que valeu a pena esperar tanto tempo. Acho que vocês já perceberam que estou apaixonada. E com razão, pois ele é tudo o que eu imaginava e muito mais.

Ele é na dele, fechado assim como eu, mas é bonito (pelo menos pro meu gosto), moderno, descolado, estiloso e, pelo pouco tempo em que passamos juntos ontem, já pude perceber que tem uma memória fantástica. Já vi que ele é ligado numa boa música, gosta de tirar fotos e filmagens. Também se liga nesta coisa de internet. Enfim, é aquele típico bordão brega de "fomos feitos um para o outro!" Pra falar a verdade, mal e porcamente comparando, ele é muito melhor que um bombril e suas mil e uma utilidades.

Ah! Eu sou suspeita pra falar, mas quem já nos viu juntos, afirma que formamos um par muito bonito, que combinamos muito bem um com o outro. Modéstia à parte, também acho!


Como lhes disse, começamos nossa relação ontem, por isso ainda não tive muito tempo de conhecê-lo bem. Até então, o pouco que sabia dele, era só através de comentários que ouvia um ou outro falando. Fora isto, só o conhecia de vista. Lembro até hoje a primeira vez que o vi. Eu estava no meu horário de almoço, já retornando para o serviço, quando passei por ele em pleno calçadão da cidade. Desde aquele dia, tive a certeza que não ia prestar (no bom sentido, é claro) e que estávamos destinados a ficar juntos. Simplesmente fiquei enfeitiçada.... não parava de pensar nele, 24 horas por dia, 07 dias na semana. E assim se passaram 02 meses. Como eu já sabia onde encontrá-lo, sempre dava um jeito de passar por ele e lançar um olhar 43 em sua direção. Até que ontem, cansada de esperar e viver uma amor platônico, decidi tomar uma atitude. Nem dormi direito à noite, louca que amanhecesse o dia para, finalmente, me declarar. Amanheceu, levantei, me "embonequei" e fui pro centro. Podia estar caindo canivetes que não ia voltar atrás. Ainda mais que já tinha avisado em casa a loucura que eu estava prestes a cometer, por amor. Minha mãe achou que eu tinha surtado, que não havia necessidade disso, mas o amor é louco. Meu pai, pelo contrário, me deu o maior apoio.


Também, já tratei logo de apresentar ele pra minha família. Meu pai gostou muito dele. Acha que temos futuro juntos. Minha mãe, que até então estava de nariz torcido, também aprovou a nossa "união". Até minha avó se encantou por ele.


À noite, faríamos nossa primeira aparição em público juntos, mas ambos estávamos eufóricos e cansados com o dia empolgante que tivemos, então preferimos adiar nossa aparição e ficamos, cada um na sua, recuperando as energias para nosso começo de vida a dois, a partir de hoje.


Hoje, depois do almoço, nos encontramos rapidamente e pude saber um pouco mais sobre ele, mas como tinha que escrever no blog, tive que pedir licença e deixar ele de lado um pouquinho.


Espero que nosso relacionamento seja eterno enquanto dure ou até que a morte (de preferência a dele) nos separe.


Portanto, pessoal, a partir de amanhã vocês já vão me ver por aí, bem acompanhada! Não sejam curiosos... vou apresentar ele para vocês. Mas tirem o olho, meninas, porque este já tem dona! Vão arranjar um pra vocês.


Por enquanto o máximo que eu posso fazer é lhes mostrar uma foto dele. Só tenho medo que vocês acabem se apaixonando perdidamente, como eu. Mas como amanhã já não haverá mais mistérios e não tenho como escondê-lo pra sempre, aí vai a foto do meu amoreco, a quem carinhosamente, chamo de Tinky Winky.





E aí, que me dizem? Ele é ou não é lindo de viver!!!


Que foi? É óbvio que eu estava falando do meu tão sonhado celular roxo ou vocês acharam que, todo este tempo, eu estava me referindo ao tal príncipe encantado? Ah, fala sério! Esta história de príncipe encantado não ia ser assim tão fácil.


Mas eu não disse que se vendessem namorados no supermercado a coisa seria mais simples?
Agora, licencinha que eu vou namorar um pouquinho! Bye, bye!
























































domingo, 22 de junho de 2008

Banho de cultura

Já perdi a conta, mas diria que uns 50.000km.... Esta é mais ou menos a distância que eu já percorri mundo afora. Pensando nisso, resolvi contar-lhes um pouco do que já vi e vivi nestas minhas andanças pelos mais variados cantos do planeta.







Poderia falar-lhes por horas e horas, sobre cada cidade que já estive, sobre a história do Arco do Triunfo, sobre como ficou Berlim após a queda do muro ou sobre o que está sendo construído no local onde eram as Torres Gêmeas do World Trade Center, mas não. Minha abordagem será diferente. Esta postagem será dedicada a um local em especial. Torre Eiffel? Palácio de Buckingham? Topo do Empire State Building? Não, meus amigos. Melhor do que isso. Vou falar-lhes sobre o grande centro de concentração de líquidos, gases e sólidos... um lugar único e conhecido mundialmente. Um local mágico, onde se vê de tudo, se ouve de tudo e muitas vezes, infelizmente, se sente cheiro de tudo: o BANHEIRO.






Vocês devem estar achando que banheiro é tudo igual. Tolinhos!!!! Utilizar banheiro também é tomar banho de cultura. Leiam esta postagem e saberão o porquê. Apertem os cintos e bom banho, digo, boa leitura!









Pra começar, os BANHEIROS DE AEROPORTOS. Esses eu conheço bem e acreditem... eles são locais milagrosos. Não precisa nem utilizar o banheiro para obter a prova do milagre. Basta que você fique, por alguns minutos, parado em frente ao toilette (principalmente o feminino) do aeroporto para comprovar o que estou falando. Você vai ver gente amassada sair esticada, gente brega sair chique, mulher crespa sair com cabelo liso, pessoa com olheira sair maquiada e por aí vai. Portanto, se vocês passarem por mulheres lindas e maravilhosas, bem vestidas e perfumadas, na fila do check in, não se iludam, porque, minutos atrás, muitas delas estavam no banheiro trocando os soquetes furados e os tênis surrados pela meia-calça e o sapato de bico fino, enquanto outras estavam molhando papel toalha com sabão líquido e passando na axila, pra fazer de conta que acabaram de sair do banho. É... esta é a realidade, praticamente, nua e crua dos banheiros femininos de aeroporto. Antes que vocês perguntem, eu não estou exagerando e não... também nunca fiz isso.









Dos banheiros de aeroportos, voemos para os BANHEIROS DE AVIÃO, outro local milagroso! Sim... porque para conseguir utilizar aquela minúscula cápsula que eles chamam de WC, só fazendo milagres. Confesso que não sou uma frequentadora assídua dos wcs das aeronaves, mas chega uma hora que não tem bexiga que aguente, ainda mais em vôos de 11, 12 horas em que são servidos bebidas, café, água, etc... Quando não dá mais, eu me rendo e entro na cápsula. Pra começar, já entro rezando para não ficar trancada dentro do cubículo. A luz só acende quando tranca a porta. Você nunca acha o local de colocar o papel higiênico e sempre tem turbulência quando é a sua vez de usar a privada aérea. Fora isto é tranquilo. Eu recomendo que, se você tiver a oportunidade de andar de avião, mesmo sem vontade, vá visitar o banheiro, pelo menos para ter a experiência de contar depois. Mas atenção! Nunca... em hipótese nenhuma.... acione a descarga enquanto estiver sentado no vaso sanitário, principalmente se você for mulher (a não ser que você queira fazer uma histerectomia completa, sem anestesia), porque a sucção é tão forte que chupa até os seus órgãos internos mais internos. Isso não é piada!









Outra coisa: para quem não sabe, banheiros de avião, principalmente os da classe econômica, são points concorridíssimos. Chegam a se formar filas imensas nos corredores da aeronave só para usar os banheiros. Sabe como é... povo é povo... adora uma fila, mesmo que esta seja a 13.000 metros de altura. É muito comum ver homens e mulheres na fila do wc, com as necessáires debaixo do braço. Acho que alguns carregam até o Ivo Pitanguy dentro da frasqueira, porque depois que se trancam no banheiro, com a cara amarrotada, saem de lá (horas depois) lindos e maravilhosos. Quem vê até pensa que eles estão impecáveis desde a hora em que saíram do destino. Eu, que sou mais autêntica e só uso o toilette alado por necessidade mesmo, chego sempre no meu destino, escabelada, com a cara amarrotada, com olheira e com o banho quase vencido.








Falando em banheiro de avião, não poderia deixar de falar no banheiro do Pai da Aviação. Alguém aí já teve a oportunidade de visitar a casa do Santos Dumont, na cidade de Petrópolis? A casa toda é uma coisa estranha, mas o banheiro....





Estão vendo essa imagem aí ao lado? Pois é... esse objeto intrigante, que aparece no meio da foto é o chuveiro do Alberto. O chuveiro de água quente, funcionava à álcool. A chama aquecia a água, fazendo-a ebulir e subir para o balde. O balde possuía duas alavancas, como podem ver. Uma servia para misturar a água quente com a fria e a outra para abrir o fundo do balde e deixar a água cair. Viram só? Banheiro também é cultura! Só falta resolverem instalar estes chuveiros nos banheiros dos aviões... aí sim vai ser divertido.








Seguindo o assunto... quando finalmente chego num hotel e recebo a chave do quarto, uma das primeiras coisas que faço é ver como é o banheiro.





BANHEIROS DE HOTÉIS.... esses têm histórias! Já vou começar logo pela mais tragicômica. A primeira vez que estive em New York, em 1998, fui com uma prima e, juntas, nos hospedamos no famoso Hotel Roosevelt. É comum a venda de pacotes turísticos para os Estados Unidos, sem direito ao café da manhã, porque este encarece muito o valor do pacote. Diante disto, adquiri, antes da viagem, aquele famoso aparelhinho de aquecer água, popularmente conhecido como "rabo quente" e, junto com ele, carreguei na mala, uma caneca térmica e colherinhas para fazermos nosso café no quarto. Chegando lá, vimos que a tomada era diferente e minha prima, engenheira civil, desencapou o fio do rabo quente e enrolou na tomada do secador de cabelos que havia no banheiro. Funcionou. E assim, o banheiro virou cozinha e todos os dias, nós fervíamos a água para o nosso café da manhã. Pra falar a verdade, fizemos isto só nos dois primeiros dias, pois eu sempre lembrava ela de que o tal rabo quente somente pode ser ligado após estar submerso na água. No terceiro dia de viagem, minha prima, que era a encarregada de ferver a água enquanto eu preparava o restante, foi para o banheiro e, em questões de segundos, começou a berrar por socorro. Corri para ver o que era e, para minha surpresa, o rabo quente havia virado rabo torrado. Ela esqueceu de colocar o aparelho na água antes de ligar. Nem preciso dizer que após fazer "PUF"... o troço se incendiou. O fogo começou a subir pelo fio. Jogamos o aparelho dentro da pia e abrimos a torneira. O fogo apagou, mas a fumaça se espalhou. Começamos então a pular, abanar e soprar, feito duas desvairadas, para que o detector de fumaça não fosse acionado. Por sorte, isto não aconteceu. Em segundos, vi a minha vida (futura) passar pela minha cabeça. Já imaginei o William Bonner noticiando a prisão de duas brasileiras que incendiaram um hotel em NY, com um rabo quente. De volta à realidade, vimos que, entre mortos e feridos, saímos ilesas. Em compensação, o rabo quente não prestava mais, assim como secador de cabelos, que apesar de aparentemente intacto, também estava entre as vítimas fatais. Fora isto, a tampa do vaso sanitário que era de plástico branco, ficou chamuscada e ligeiramente amarelada. Limpamos tudo, a fim de apagar as marcas do "crime" e guardamos o rabo torrado no cofre do quarto do hotel. Pra piorar, ficamos sem café da manhã e ainda tivemos que sair, de barriga vazia, para procurar outro rabo quente pelas lojas da cidade. Achamos um, não tão bom quanto o falecido, mas deu para quebrar o galho. Quanto ao torrado, tiramos do cofre e o jogamos numa lata de lixo, no outro lado da ilha de Manhattan.

A sorte é que tirei a foto acima antes de quase incendiar o banheiro, senão não teria nada para lhes mostrar.







Como podem ver, histórias de banheiros não me faltam. Muitos de nós, pobres mortais do 3º mundo, estamos acostumados ao banho de chuveiro, dentro de um box fechado. No chamado 1º mundo, a coisa muda de figura. E é nos banheiros que posso ver a diferença entre os povos e suas culturas. Já fiquei em hotel em que o banheiro não tem box, somente uma banheira com cortina e com um chuveiro. Outros, que tem a banheira com cortina, mas sem chuveiro. Outros tem banheira com chuveiro, mas sem cortina. E ainda outros que tem banheira, sem chuveiro e sem cortina. Alguns tem box com banheira e outros tantos têm box separado de banheira. Só de ler já deu para confundir? Pois então, imagina na hora de usar.







Eu agradeço a Deus, cada vez que chego num banheiro de hotel em que há um box com um chuveiro para tomar banho. Esta história de banheiras e cortinas é muito complicada.
Pra começar, a não ser que você queira sair do banho e ficar de quatro secando o chão do banheiro, nunca deixe a cortina pra fora da banheira. Mas vocês já são adultos... se quiserem testar, depois não digam que eu não avisei. Certa vez, fiquei num hotel em que havia a banheira, sem box, sem cortina e com apenas um duchinha no lugar do chuveiro tradicional. Sem noção! Fiz o serviço completo. Tomei banho, lavei o chão do banheiro, o vaso e até o espelho. Aí ao lado está a prova fotográfica do banheiro miserável....





















Em segundo lugar, os chuveiros europeus e americanos têm uma potência da água tão forte quanto a de uma hidrelétrica. Não é aquele banho de pingo que se toma nos chuveiros elétricos aqui no Brasil. Portanto, antes de abrir o registro, afaste-se da boca do chuveiro, pois o jato pode lhe jogar longe, ao mesmo tempo em que lhe congela ou lhe escalda o corpo. E reze para que não seja um box com cortina, porque a força da água gera um vento tão forte que lhe joga a cortina por cima, fazendo com que você tenha que tomar banho com apenas uma das mãos, enquanto a outra está ocupada agarrando a cortina para que ela fique no seu devido lugar.







Em alguns hotéis, como se não bastasse ter que lidar com apenas uma cortina na banheira, há cortinas duplas: uma de tecido (pasmem... de tecido) grosso, que fica para dentro da banheira e uma de plástico mais fino que fica para fora da banheira (um exemplo clássico pode ser visto no banheiro marrom, retratado abaixo). Não... eu juro que não foi em Portugal. Pra falar a verdade, foi na Espanha. Em Portugal o banheiro era normalzinho... já o secador de cabelos parecia telefone de orelhão (banheiro azul). Deve ser daí que alguns dizem que vão passar um fax quando vão ao banheiro.








Falando em telefone, um dos melhores banheiros de hotel que já usei foi o do Hotel Luxor, em Las Vegas. O banheiro era enorme, lindíssimo, tinha uma banheira e um box, separados por uma janela de vidro. O box tinha uma porta de vidro com arremates dourados e ao lado do vaso, havia um telefone fixado na parede, para que a pessoa pudesse atender os chamados do mundo lá fora sem interromper o chamado da natureza. Simplesmente o must! Pena que esqueci de fotografar para a posteridade.







Mas não pensem vocês que o fato de ter box (de vidro ou acrílico) facilita a vida do turista. A primeira vez em que estive em Paris, hospedei-me num hotel em que o box de acrílico era tão minúsculo que quando deixei cair o sabonete no chão, tive que fazer uma prova de contorcionismo para recuperar o maldito sem precisar sair para fora do box.

Recuperei-o, mas de brinde ganhei um hematoma no cotovelo direito, que adquiri ao bater no registro da água. Além disso, em frente ao vaso havia uma janela de vidro opaco, mas um opaco tão ralé, que se enxergava o banheiro do vizinho e, consequentemente, o vizinho pelado e, mais consequentemente ainda, ele enxergava o meu banheiro também. Resumo: até para usufruir do vaso sanitário tinha que se cobrir com a toalha.... Coisas de primeiro mundo!!!







Na última vez em que estive em Paris, o banheiro do hotel em que fiquei era dividido em duas peças isoladas. Em uma peça estava a pia e a banheira com o chuveiro, enquanto a privada ficava em uma outra peça privada, em que as paredes eram pintadas de lilás. Imaginem... utilizaram-se até da cromoterapia para pintar as paredes. Sim, porque lilás é uma cor relaxante, ou seja, nada melhor para deixar à vontade um intestino preguiçoso. Isso sim é primeiro mundo! Sem contar que a descarga também era inteligente. Se a pessoa fizesse somente o nº 01 apertava um botão que lavava, delicadamente, o interior do vaso sanitário. Se fizesse o nº 02, era só apertar o botão ao lado que cataratas de água levavam tudo em questão de segundos.










Um dos quartos de hotéis mais bizarros que já fiquei foi em São Paulo. Era possível ver TV enquanto se tomava banho. Mas não pensem que tinha TV no banheiro. Não!!! O box (assim como a pia) era dentro do quarto, ao lado da cama. Apenas o vaso ficava numa peça separada. Como o box tinha porta de vidro, e ficava de frente para a TV, entre uma esfregada e outra na cabeça, dava para acompanhar a novela das oito. Aquilo sim é que era, literalmente, um QUARTO DE BANHO.









Para terminar a seção Banheiro de Hotéis, vou falar do banheiro mais estiloso que já usei. Não só o box era de vidro, como o banheiro todo era de vidro. Era um vidro azulado, chique de doer, e o banheiro era arredondado. Vocês podem ter a visão externa dele, olhando a foto ao lado. Ele aparece atrás de mim, à direita.
























Pois é... mas turista que é turista conhece as cidades caminhando pelas ruas e utilizando os famosos BANHEIROS PÚBLICOS. E esta é, sem sombra de dúvida, uma das categorias mais conhecidas do povo em geral. Em Paris, por exemplo, os toilettes públicos são na rua mesmo. São umas cabines redondas (foto ao lado), pagas e que após o uso do vaso, o assento gira e se higieniza automaticamente. E alguns até tocam musiquinha... Tecnologia de ponta!!!!








Se você quer mais do que isto, também em Paris, destaco o banheiro do Museu do Louvre. Primeiro você precisa depositar uma moeda de 50 centavos de euro, para liberar a porta e ter acesso ao vaso. Logo que você desocupa o vaso, uma faxineira local entra para limpar o recinto, enquanto você se dirige às pias e, após lavar as mãos com sabonete líquido, também pode apertar outro dispositivo que libera um perfume. Sim... por 50 centavos você sai do banheiro aliviado e usando um perfume francês. Mas atenção, homens! Se vocês forem esperar a faxineira sair do banheiro masculino, podem comprar um pacote de fraldas, porque a mulher não arreda o pé dali, não importa a quantidade de homens que estejam dentro do banheiro nem o que eles estejam fazendo. Acharam estranho? Isso não é nada. Na famosa Galeria Lafayette há um banheiro unissex. Eu já fui e posso dizer que é muito estranho. O banheiro é normal, com portas fechadas, ou seja, cada um entra na sua portinha e faz seu serviço sujo sem ser incomodado nem ser visto pelos outros, mas é estranho usar o espelho para pintar a boca e, ao olhar para o lado, ver um homem se penteando. Enfim... tudo é questão de cultura.... e mais uma vez eu digo, frequentar banheiro é um programa cultural de primeira classe!










Parques... existem muitos na Europa. Dois banheiros de parques ficaram marcados na minha memória. O primeiro foi o banheiro público do Rathauspark (Parque da Prefeitura), em Viena. Após descer umas escadas escuras, encontrei um homem que me levou até o banheiro. Era só uma pecinha minúscula com um vaso e uma pia. Depois que entrei o homem me trancou por fora. Sabe como é brasileiro... desconfia até da própria sombra. O pensamento, que até minutos atrás estava fixado na bexiga, logo mudou. Só duas coisas me vinham à mente: "Como vou sair daqui?" e pior.... "E se esse homem abrir a porta?" Tudo bem. Larguei tudo no chão e enquanto fazia o que tinha ido ali para fazer, fiquei agarrando a maçaneta com as duas mãos, para não ser pega de surpresa, caso o cara resolvesse dar uma de engraçadinho e abrisse a porta. Para minha tranquilidade, ele não abriu a porta e para sair dali bastou eu girar a maçaneta.








O segundo banheiro de parque marcante foi o do Parque del Retiro em Madri, pois é um banheiro subterrâneo com teto de tijolos de vidro, ou seja, os usuários do vaso têm uma visão da superfície... basta sentar e ficar olhando para o alto, vendo as pessoas passarem por cima de você. Em Madri, não posso deixar de destacar outro banheiro, nada público, mas aberto ao público para visitação: o banheiro dos jogadores do Real Madrid, no Estádio de Futebol Santiago Bernabeu. Não é à toa que os caras são chamados de Galáticos. As pias de aço inox, simplesmente ofuscam os visitantes.






















Na categoria de banheiros bem-pagos (caros) e mal-pagos (sujos), posso destacar o banheiro público de Veneza. Ao preço de 01 euro, você entrava dentro de um conteiner no qual funcionava o banheiro. Além de caro, nem preciso dizer que a sujeira corria solta. Por um euro, eu aconselho você a segurar a vontade e fazer um programa do típico turista que vai a Veneza: comprar um pacote de milho para dar às pombas da Piazza de San Marco. A diversão é garantida. O único problema é que você corre o risco de virar banheiro de pombas.



















Entre os banheiros públicos, existem os banheiros da consumição. São os banheiros de bares, lanchonetes e restaurantes... aqueles em que você se obriga a consumir alguma coisa para, finalmente, consumar o ato desejado. É o típico caso de "provoque sua bexiga até não aguentar mais". Eu já passei por isto! Depois de estar com a bexiga mais esticada que um balão surpresa, entrei numa lancheria em Amsterdam e pedi um mísero copo de coca-cola. A criatura veio com um copinho de 400ml, cheio até à boca. Óbvio que usei o banheiro, várias e várias vezes antes de ir embora da lanchonete. Portanto, se você quiser usar um banheiro do Mac Donald's, vá preparando o estômago para embutir um Big Mac duplo, acompanhado de fritas e um copo de coca-cola, regado a gelo. Todo bônus tem um ônus. Não esqueça disso!




Entre os banheiros públicos gratuitos, lembro de dois, principalmente pelas localizações e limpeza! São eles, o banheiro à beira-mar, em Miami Beach e o do Cemitério Militar de Arlington, em Washington D.C.




Outra categoria de banheiros muito comum fora do Brasil são os TEMÁTICOS, como o do restaurante Planet Hollywood de Miami, em que os dois espelhos são emoldurados com uma armação, formando um óculos gigante. Tem também o banheiro do Restaurante Bubba Gump, decorado com objetos originais e fotos do filme Forrest Gump. Não me surpreenderia encontrar o Tom Hanks sentado no vaso! Mas o que mais me chamou a atenção, até hoje, foi o banheiro feminino do Shopping Vasco da Gama, em Lisboa. Os assentos e as tampas dos vasos eram transparentes, mas recheadas de objetos. O que eu usei era recheado com ovos fritos, saleiro, pimenteiro e utensílios domésticos. Achei tão incrível que tratei logo de entrar em todas as portinhas para ver. Em outro sanitário, o recheio era formado por batons, blushs e pincéis de maquiagem e no último era formado por flores variadas. Até o tampo das pias seguia o mesmo esquema. Coisas de patrícios!!!




Além dos temáticos, temos também os MATEMÁTICOS. São aqueles em que fazemos conta de cabeça para entender como funcionam. Ou você pensa que o botão da descarga sempre está no lugar em que deveria estar? Ou que as torneiras sempre têm um registro para abrir a água? Estas são visões de banheiros de 3º mundo, minha gente. Existe, sim, muito mais mistérios entre você e um vaso sanitário do que supõe a nossa vã filosofia! Tem vasos sanitários, por exemplo, em que a descarga consiste num pedal. Outros em que é apenas uma alavanca disfarçada no meio de tantos encanamentos, mas daí até você descobrir onde está a danada, já teve que quase plantar bananeira e meter a mão em tudo que é cano para achar. Banheiros de trem e ônibus também entram na categoria de banheiro matemático, porque do jeito que estes meios de transporte balançam, se você não calcular direitinho a localização do assento, vai acabar fazendo xixi nos próprios pés. A imagem não é das melhores, mas como estou aqui para dar-lhes a visão além do alcance da realidade sanitária, separei uma foto que tirei de um banheiro de trem. Vejam só....






Outro caso interessante é o do banheiro AUTOMÁTICO. Já começa pela porta, que abre sozinha quando você chega perto. Depois você está tranquilo em seu vaso, quando, de repente, ao suspirar de alívio, a descarga é ativada por um sensor de movimento, fazendo você quase sair porta afora com as calças na mão, de tanto susto. Pra completar, você chega na frente da pia e não sabe se tem que mexer as mãos embaixo da torneira, se tem que bater palmas ou fazer a dança da chuva para a água começar a escorrer. Fica mais fácil se você não estiver sozinho no banheiro, porque todo mundo fica se olhando, até alguém descobrir o esquema da coisa. Pensa que acabou... Não! Ainda tem que secar as mãos. Outro parto! Quando não é o tal bafo quente que sai de uma coisa barulhenta e que não seca coisa nenhuma, é uma toalha de pano que se auto-enrola sozinha ou toalhas de papel que são cuspidas, pela máquina, pra cima de você.




Não sei se vocês sabem, mas na Europa e nos Estados Unidos, não existe banheiro em ônibus de turismo. É proibido por lei. Por este e outros motivos, o motorista dos ônibus de excursão é obrigado a parar nas "casas de serviço" (como costumam chamar os "Grills" da vida) a cada 02 horas ou 02 horas e meia. Portanto, vocês podem imaginar quantos banheiros por aí afora eu já frequentei. Poderia ficar contando histórias de cada um deles, até vocês sentirem dor de barriga, mas não se preocupem... não vou fazer isto.




Vou apenas resumir todas as histórias de BANHEIROS DE PARADOURO numa só. Pra vocês terem idéia, o banheiro era tão incrível que reúne todas as categorias elencadas até agora. O dito cujo era público, pago, temático, matemático, automático e, ainda por cima, interativo. Praticamente, um cinema em 3D. Sem contar que foi uma das provas de fé mais fortes que já passei. Este era o banheiro da aduana localizada na fronteira da Alemanha com a República Tcheca.




Nosso ônibus ficou duas horas "preso" na tal aduana, aguardando que os passaportes fossem carimbados e liberados. Porque, então, não aproveitar para usar o banheiro público e gratuito? Desculpem... eu falei que era pago, não é mesmo? Não era pago em dinheiro... era de pagar os pecados. A interatividade já começava na porta. As pernas das calças tinham que ser levantadas até, praticamente, virarem echarpe. A fila era enorme, mas só no levantar das calças e nos "Oh, my God!" proferidos no interior do banheiro (e que até a última ciratura da fila escutava), dava para fazer conta de cabeça acerca do que teria que enfrentar lá dentro. Cheguei na porta... uau!!! Aquilo sim era banheiro temático... totalmente condizente com o nome do país em que estávamos aguardando para entrar. Era rolo de papel higiênico desenrolado e esparramado pelo chão, uma bagunça generalizada... um verdadeiro banheiro de REPÚBLICA!!! Você deve estar se perguntando pra que as calças foram arregaçadas. Pois então, ao entrar no banheiro, logo entendi a origem do segundo nome do país, porque a quantidade de água (preferi acreditar que era só água mesmo) no chão era tanta, que os sapatos da gente faziam "TCHECO, TCHECO, TCHECO". Se vocês já estão apavorados, lembrem-se... nesta vida, tudo pode piorar!



Lá fui eu, na fila, feito Moisés, atravessando o Mar Vermelho, até chegar a minha vez de usar a privada. Finalmente, a portinha se abriu e uma "japinha" saiu lá de dentro com uma cara assustada! Meti a mão na porta e "Oh my God!"... Fabiane, aperte o cinto... a privada sumiu! No lugar do vaso, apenas um buraco negro no chão, com os lugares marcados para colocar os pés. Olhei para o buraco, o buraco olhou para mim e voilá! A vontade automaticamente sumiu! Isso é que é banheiro automático, hein? Tentei não dar ouvidos ao chamado da natureza, mas ela continuava a gritar comigo. Só podia ser piada ou pegadinha do Faustão! Mesmo em estado de choque, respirei fundo e tentei pensar em algo. Homens, homens, homens.... era só o que me vinha à cabeça. "Oh Deus, custava eu ser homem nesta hora?" Virei para trás e, sem me animar a chegar perto do buraco, olhei para a próxima "felizarda" da fila e, espontaneamente, balbuciei: "Next!"




Por sorte, quando tudo parece perdido, Deus fecha uma porta e abre outra. Enquanto cruzava o "Mar Vermelho" de volta, passei por uma das outras portas, e avistei uma privada de gente normal. Olhei para o vaso e pensei: "Yes, yes, yes!!!!" Olhei para a frente e ... "Oh, shit! no, no, no!!!!".... tenho que voltar pro final da fila. Mas tudo bem, entre idas e vindas dentro do banhado do banheiro, consegui finalmente deixar a natureza tomar seu curso.






Pois é, amigos, estas são apenas algumas histórias sobre o banho cultural que uma simples visita ao banheiro nos proporciona. Gostaria de poder continuar, mas sabem como é... a fila anda e a natureza chama, então "vou-me já que está pingando". Com licença e até a próxima!













































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































domingo, 15 de junho de 2008

Dia dos Namorados (Parte 2) - A Repercussão

Primeiramente, obrigada a todos (do Oiapoque ao Chuí, passando também pela longínqua Escócia) pelos elogios que tenho recebido a cada postagem. Tentarei, na medida do possível (e sempre que minha veia cômica não esteja entupida), fazer uma postagem a cada domingo.



Em segundo lugar, aos que leram a postagem da semana passada e às pessoas de pouca fé... aí vai uma prova fotográfica de que o amor ideal pode ser cego e burro, mas existe... e não só no Mercado Livre.com ...















Bom... agora, vamos ao que interessa.



Meu povo!!! Vocês não podem imaginar a repercussão que teve a postagem sobre o Dia dos Namorados. O sucesso foi tanto que me obriguei a voltar ao assunto no dia de hoje.



Quando abri meu coração, semana passada, e escrevi aquele "desabafo", meu objetivo principal era explicar a dificuldade que é arranjar a "tampa da sua panela". Mas vamos combinar que, se surgisse algum fã especial, este receberia tratamento vip...



Qual não foi minha surpresa, ao perceber que os comentários não paravam de chegar. Recebi manifestações através do próprio blog, de e-mail, de msn, do orkut e, até, pessoalmente. Inacreditável!!! Ao invés de um admirador secreto, eu consegui 10 fãs assumidos. Engana-se quem pensa que "It's rainning man" na minha horta, porque os tais fãs são todas MULHERES!!!



Onde foi que eu errei? Tá certo que se Deus (e até o Pepeu Gomes) é menina e menino, eu sou masculino e feminino, mas que fique claro que meu lado masculino é gay assumido! Não recebi nenhuma cantada (não pensem bobagem), mas a mulherada se identificou com a minha história.



Sabe aqueles filmes em que a pessoa troca de corpo com outra? Pois então... após publicar a postagem, dormi Fabiane e acordei Martinho da Vila. Recebi comentários de mulheres de várias cores, de várias idades, de muitos amores, do tipo atrevida, do tipo acanhada, do tipo vivida, casada carente, solteira feliz, até de donzela... só faltou de meretriz. Se fosse homem, estaria realizado.



Até uma sogra declarada eu arranjei!?!? Que isso? Devo ter sido sugada para um universo paralelo! Vocês já viram alguém não ter namorado, marido ou seja lá o que, mas ter uma sogra? Abafa o caso, mas graças ao bom Deus, o tal filho da sogra é casado!



Martinho, Martinho... sai deste corpo que ele não te pertence!



Antes que vocês me perguntem... o dia dos namorados passou e eu continuo na mesma. Não fiz simpatia, não sequestrei o Menino Jesus dos braços do Santo Antônio, nem fiz a estatueta do Santo saltar de bungee jump, de cima de algum armário. Muito menos publiquei no jornal o anúncio que escrevi a meu respeito. Tudo porque, ainda, acredito no amor. Pra piorar, continuo namorando o celular roxo, mas este eu vou conquistar. É só uma questão de tempo. E como vocês sabem.... tempo é dinheiro!



Por ironia do destino, às vésperas do malfadado dia dos namorados, ainda tive que dar palpites para os amigos sobre o que comprarem para suas metades de laranja e, ainda, sugerir métodos diferentes de como entregarem os presentes. Oh céus... oh vida... Essas coisas só acontecem comigo!



Realmente o meu caso é grave. Aliás, é mais grave do que imaginei. Até então, achava que sofria do chamado "Complexo de Sue Storm". Os psiquiatras talvez não conheçam, mas os fãs de super heróis com certeza sabem que Sue Storm é a mulher invisível do famoso "Quarteto Fantástico".
"Eu sou invisível!!!!" Esta era a única explicação que me vinha à cabeça, para estar sozinha até hoje. Mas como todo super-herói que se preze, eu vinha lutando para mudar esta situação.



Agora, estou vivendo um complexo mais complexo, o "Complexo de Fiona". Ou seja, se não tem príncipe encantado, vou ter que virar "ogra", arranjar um Shrek, esquecer o palácio e me contentar em morar num pântano.... Será?!?!






A fim de organizar as idéias e, quem sabe, desencantar, resolvi apelar para os astros. Pra entender melhor o assunto, a primeira coisa que fiz foi agarrar-me ao livro "Almas Gêmeas", da renomada Mônica Buonfiglio, como se fosse a verdadeira tábua da salvação. A leitura estava indo bem, até eu chegar num capítulo revelador (pra não dizer desolador), onde diz que pessoas do signo de escorpião (que é o meu caso), normalmente encontram sua cara-metade dentro do âmbito familiar. Fim da leitura. Na minha família (seja do lado paterno ou materno) há muito mais mulher do que homem... aliás, está mais para clube da Luluzinha, do que família. Os poucos exemplares masculinos que restam são casados ou enrolados e os únicos representantes da espécie em extinção, ou seja, os solteiros, ainda não saíram do jardim de infância. Alguns sequer saíram das fraldas. Um a zero para os astros.



Se até domingo passado eu achava que era mais fácil encontrar um unicórnio do que a cara-metade, agora eu tenho certeza. Olhem que coincidência: justamente no dia dos namorados, li uma reportagem sobre a existência de um veado (bicho, não bicha) com apenas um chifre no meio da cabeça, que foi avistado em uma área de preservação natural na Itália. O veadinho, de apenas um ano e meio de idade, foi apelidado de Unicórnio. Comecei a levar fé nos astros. Será algum sinal de que a minha alma gêmea se aproxima? Faço votos que sim... senão vou transformar meu pretinho básico em hábito e fazer outros tipos de votos.
Falando em votos, estamos em ano de eleição, o que significa que candidato é o que não vai me faltar. Seria outro sinal? Ai meu Deus! Ok... agora já estou começando a ficar com medo de brincar com os astros.



Outra coisa importante que descobri, além da existência de unicórnios, é que cupidos existem. Eles estão no meio de nós e vivem disfarçados de gente. E mais... há uma máfia deles espalhada por aí, só esperando para botarem as asinhas de fora e dispararem uma saraivada de flechas pra cima de pessoas que estão em busca de alguém disponível no mercado.



Os cupidos são um capítulo à parte. Só para dar um exemplo, tem um cupido que me queria como cunhada, mas ao fazer a propaganda do irmão, disse que ele não gosta que namorada dele use batom, saia justa, etc... Epa, epa, epa... comigo não, violão! Pode tirar o unicórnio da chuva.



Bom, mas se seres míticos como unicórnio e cupido existem, príncipe encantado também deve existir. O problema é saber aonde ele se esconde. Como até hoje não descobri sozinha, acho que vou precisar de ajuda profissional, portanto, já comecei a juntar dinheiro para (além de comprar o celular roxo) contratar o detetive particular a que me referi na postagem anterior, para investigar onde anda a corda da minha caçamba.



Diante de tudo isto, analisando bem, os contos de fadas não deixam de ter um fundo de verdade.
Eu, por exemplo, não tenho sangue azul, mas nem por isso deixo de me sentir uma princesa dos tempos modernos.... aquela que deixa o reino todos os dias para trabalhar fora, paga suas próprias contas reais, compra seus próprios sapatinhos de cristal, dirige sua própria carruagem, faz a lida doméstica como toda boa gata borralheira, enfrenta umas bruxas e uns dragões de vez em quando e à noite volta para o alto da sua torre, à espera do príncipe encantado. Ainda não estou beijando sapos, o que não significa que não engula uns, esporadicamente.



A pergunta que não quer calar é: "Espelho, espelho meu... tem algum príncipe encantado, mais encantado do que o meu?" Pelo visto não. Mas o pulso ainda pulsa e enquanto há vida, há esperança. Mesmo que eu tenha que percorrer os reinos mais distantes, engolir maçã envenada, fincar o dedo numa roca, dormir cem anos e até virar abóbora.... enquanto houver dinheiro na caixinha, combustível na minha carruagem e salto no meu sapato de cristal eu não vou desistir de procurar. Afinal, se até os ogros já se deram bem, acho que ainda tenho chances de encantar algum príncipe ou plebeu por aí e, finalmente, realizar o meu conto de fadas ao som daquela famosa frase: "E FORAM FELIZES PARA SEMPRE!!!" (ou seria "ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE"?) Ah! Tanto faz... sendo feliz, o final você decide!

































































































































sexta-feira, 6 de junho de 2008

Dia dos Namorados

Ah!!! Mais um dia dos namorados chegando... Casais passeiam de mãos dadas, trocam presentes e juras de amor. Não há dúvida de que o amor está no ar... mas, com certeza, não é o mesmo ar que eu respiro!!!

É, meus amigos, hoje em dia a coisa está cada vez mais complicada. Aquela velha história de encontrar a alma gêmea e a metade da laranja já era. Esta "facilidade" não nos pertence maaaais! Convenhamos que achar a alma gêmea só foi fácil mesmo para Adão, afinal ele recebeu a metade da laranja dele de bandeja. Claro que, para isto, ele perdeu uma costela, afinal, algum sacrifício ele tinha que fazer. E nem vamos nos prender ao fato de que a Eva resolveu trocar a metade da laranja dela por uma maçã inteira. Logo se vê que, desde a Criação, a tarefa de manter um relacionamento não é das mais simples.

Eu, por exemplo, não tenho que me preocupar com isto, primeiro porque maçã não é minha fruta preferida e, segundo, porque não tenho um relacionamento para manter.

Cada vez mais estou convencida de que é mais fácil esbarrar com um unicórnio numa esquina do que encontrar esta tal de alma gêmea dando sopa por aí. E olha que falo por experiência própria (não que eu tenha topado com um unicórnio e muito menos com minha alma gêmea), mas basta comentar a respeito e pronto... é uma enxurrada de críticas e conselhos vindos de todos aqueles que já "arranjaram um chinelo velho para seu pé cansado".

Desde os tempos da vovó, cada um tem sua teoria sobre como encontrar o par perfeito. Vale a pena tentar. Eu estou tentando até hoje... Até agora a única coisa que sei é que estou cada vez mais perto de entrar para o grupo dos Caçadores de Mitos.

Já agarrei buquê de noiva em casamento, o buquê apodreceu e o príncipe encantado não apareceu. Ou seja, agarrar buquê de noiva não é garantia de casamento. Eis o mito nº 01.

Mito nº 02: Dizem que sentar na cama da noiva dá sorte. Só que seja para a noiva, porque já fiz isto e nada aconteceu. Era capaz de estar lá, até hoje, esperando o dito cujo encantado.

Uns dizem que a paixão acontece quando os olhos se encontram e dá aquela faísca. Das duas uma, ou eu estou com problemas de visão ou com a faísca atrasada....!?!?

Nos livros de auto-ajuda a dica é mentalizar firmemente o que se quer. Meu Deus... já estou a ponto de não me reconhecer mais no espelho, de tanto mentalizar a figura de outra pessoa.
Ultimamente tenho desenvolvido técnicas, que acho importante divulgar (caso você também não tenha encontrado alguém para juntar os trapos).

Uma dica importante é "fazer exposição da sua figura", ou seja, aparecer sempre, afinal, como diz o título do filme: O amor não tira férias. Por isso, sempre que entro em férias, arrumo minhas malas, sento na classe econômica do avião (nada de primeira classe.... se é para aparecer tem que ser onde tem bastante gente, ou seja, na classe econômica, onde o calor humano e o contato físico são inevitáveis) e saio mundo a fora à cata do suposto príncipe. Até hoje, passei por 14 países e nada. E olha que eu tenho procurado!

Sabe como é... fazer exposição da figura significa ir aos lugares mais inusitados. Em Madrid, por exemplo, me toquei para o estádio Santiago Bernabeu. Comprei logo o passe para visitação completa. Andei nos banheiros, na sauna, na ala de concentração e até no campo, mas os galáticos do Real Madrid estavam de folga naquele dia. Tudo bem. Cupido também tem direito à folga.

Em Paris, apelei para o lado espiritual (afinal, nunca se sabe onde a tal cara metade vai estar) e assisti parte de uma missa na Catedral de Notre Dame, mas também não tive sorte. Nem o corcunda estava lá pra contar história.


Pensei que teria mais sorte em Londres, afinal lá tem príncipes de verdade. Alguns mais parecem sapos, mas enfim.... Corri até o Palácio de Buckingham, mas a família real estava em férias na Escócia. (Rei tira férias...?!?!?) E, pelo visto, levaram o cupido junto.

Encurtando o assunto: já passei também pela Bélgica, Holanda, Alemanha, República Tcheca, Áustria e Suíça, mas até agora nada. Fiquei esperançosa ao chegar em Veneza, a cidade dos amantes. Amantes de pombas, só que sejam! Pomba... como tem pomba naquela cidade! A pessoa vai lá para procurar o par perfeito e é capaz de sair com toxoplasmose. E dê graças a Deus se elas não te sujarem a roupa! Pelo menos, posso contar que já andei de gôndola.


Este ano ainda não decidi onde passar as férias, mas as buscas continuam. Já estou começando a desconfiar que meu par perfeito chama-se Osama bin Laden, porque para estar tão escondido desse jeito, não pode ser outro, senão ele. Seria tão mais fácil se vendessem namorados no supermercado!

Já decidi. Se nada acontecer nas próximas férias, vou me inscrever no Big Brother. Quer exposição melhor que esta?
Outra dica valiosa para uma pessoa em busca do amor é: onde quer que você vá (enterro, batizado, casamento, bar mitzvah, festa junina, exumação de cadáver, etc...) esteja sempre ajeitadinha e cheirosa. Minhas amigas pegam no meu pé porque, segundo elas, estou sempre chique. Eu não desfilo por aí feito modelo, mas o amor é imprevisível. Vai que eu chegue num enterro e a tal pessoa dos meus sonhos esteja lá, em carne e osso, vivinha da silva. Se eu estiver parecendo a gata borralheira em dia de faxina, com certeza vou querer trocar de lugar com o defunto. Então, meu lema é boca e unhas pintadas, cabelo escovado e um bom perfume. Isso é o mínimo que eu me exijo antes de sair de casa.

Falando em exigências, as pessoas dizem que ainda não arranjei alguém para juntar minha escova de dentes porque sou muito exigente. Ah... por favor! Eu não exijo selo do INMETRO, mas o sujeito tem que ter o mínimo de qualidades, senão não rola. E olha que já venho abrindo mão de muita coisa ao longo dos anos, por exemplo: antes eu acreditava em príncipe encantado, daí me desencantei e passei a acreditar somente em príncipes. Agora, já estou acreditando em ogros, gnomos, duendes e até no Saci Pererê! Ou seja, não venham me dizer que sou assim tão exigente!


O homem ideal, para mim, tem que ser mais alto do que eu (vamos combinar... quem gosta de baixinho é a Xuxa), de preferência mais velho do que eu (no máximo até uns 10 anos a mais, porque não pretendo me especializar em geriatria), honesto (leia-se: sem menhum envolvimento com a política), trabalhador, companheiro, fiel, que goste de viajar, que não fume e não seja viciado em jogo. Beber pooooode, mas só socialmente! Se tiver carro próprio melhor ainda. De preferência que não tenha barba nem bigode, mas nada que uma gilete não resolva. Prefiro os morenos, mas se for loiro ou ruivo, também é bem vindo (desde que traga junto um tubo de tinta para cabelos). Detalhe crucial: tem que ser perfumado. Não precisa ser um perfume francês, mas nada de "Amor Gaúcho", pelo amor de Deus! Ah! e o mais importante: que não tenha uma mãe chamada Esperança, porque esta é sempre a última que morre e vocês sabem como é... sogra é sogra!


Falando em mãe, a minha sempre disse que arranjar namorado que tenha filhos de outro relacionamento é complicado demais. Até concordo, mas já estou abrindo exceções para homens com filhos e se demorar muito, até com netos. Mas sem mulheres, que fique claro!


O último grande amor da minha vida eu encontrei ano passado, nos Estados Unidos. Conhecia ele só de vista, mas desde a primeira vez que o vi nunca mais consegui esquecer sua face e seu sorriso marcante. Nunca, até o dia em que o destino o colocou no meu caminho, tinha conversado com ele, mas sabia que tinha um senso de humor tão apurado quanto o meu. Lembro de tudo, com riqueza de detalhes. Fazia um calor de quase 40ºC. Eu estava com uma blusa preta decotada, cabelo preso, boca pintada, enfim... ajeitadinha. De repente, lá estava ele... simpático como sempre. Criei coragem e fui falar com ele. Lembro que assim que me aproximei ele revirou os olhos e falou pausadamente: "Oh, my God... Hello, baby!" Imediatamente comentei com ele que era brasileira e não falava inglês. Para minha surpresa, ele começou a falar português. Até tiramos uma foto juntos para que eu guardasse de recordação. Nunca vou me esquecer daquele dia. Não rolou nem um beijo. O máximo que me animei a fazer foi passar a mão em seu rosto suave. Soube agora que ele casou e é pai de família. Não sou uma top model, mas até entendo porque ele me cantou, afinal, a mulher dele é um dragão. O amor é assim... prefiro vê-lo feliz ao lado de outra, do que infeliz comigo. Mas é uma pena, pois pra ele daria casa, feno e pêlo lavado. Ah... o nome dele é Donkey. Mas no Brasil, ele é conhecido como Burro... o burro do Shrek.



Mas a fila anda... dia desses fiquei desolada ao saber que até o Capitão Caverna (aquele dos desenhos de antigamente) já é pai. Como assim? Até o Capitão Caverna já se arranjou... e eu nada? Devo estar na fila errada! Por outro lado, se até o Chucky, o brinquedo assassino, arrumou mulher e filho, não posso perder as esperanças.
Não pensem que estou desesperada, mas já andei pensando em fazer simpatia para arranjar namorado. Disseram-me que tem uma em que a pessoa tem que passar mel no corpo após tomar o banho. Hello-oo? Eu quero um namorado e não o Zé Colméia correndo atrás de mim. Eu fora!
Também nunca tive envolvimento com o crime, mas como dizem que no amor vale tudo, se essa história de simpatia não der certo, não me restará outra alternativa a não ser seqüestrar o Menino Jesus do colo de Santo Antônio, colocar o Santo de cabeça para baixo e exigir um marido como preço do resgate.
Ou então, na pior das hipóteses, contratar um detetive particular para investigar onde anda minha cara-metade-da-laranja!!!

Vou dar mais uma chance para o estúpido cupido, mas se nem assim der certo, a última tentativa será colocar um anúncio no jornal. Até já redigi, para o caso de não me aparecer ninguém até o dia dos namorados...

"Escorpiana (não reflete perigo se não cutucada com vara curta), solteira (livre, não tão leve, mas solta), 33 anos, altura oscilante entre 1,68m e 1,80m (depende do salto), morena (sem bronzeamento artificial), olhos castanhos (não é lente), cabelos castanhos (de fábrica), lisos (opcional) e compridos (não é megahair), corpo de violão (bondade a minha... violoncelo é melhor) esculpido com gordura natural (livre de botox e silicone), sem apêndice (menos uma coisa para complicar no relacionamento), sem os dentes cisos (ou seja, ajuizada mas nem tanto), filha única (o que significa que você estará livre de cunhados), sabe passar, lavar, costurar, limpar a casa e cozinhar (ovo). Proprietária de carro e do próprio nariz. Gosta de viajar, curte decoração e é bem humorada (mas leva a vida a sério). Fiel, honesta e auto-sustentável. Não fuma, não bebe, não joga, não usa droga (e mesmo sem fazer nada disso não é careta) e o melhor de tudo... é de carne e osso (mais carne do que osso, diga-se de passagem). Se você é corajoso, por favor, dê o ar da graça."

Pode ser que o tal príncipe esteja bem diante dos meus olhos e eu, de tão encantada, ainda não tenha conseguido enxergar.... mas se estiver, por favor, grite para que eu possa ouvir.

Enquanto o amor-perfeito não me encontra, vou procurando ele por aí. Vai que numa dessas a fila ande, ele esteja montado em um unicórnio numa esquina e a tal faísca vire um vulcão em erupção.

Fora isto estou namorando um celular roxo (lindo de viver e caro de morrer) que vi numa vitrine... mas quem sabe eu não arranjo um namorado que me dê ele de presente no dia 12/06. Ainda está em tempo e sonhar não custa nada!

Feliz Dia dos Namorados a todos... inclusive para o meu, onde quer que ele esteja escondido!